Os atentados de 1999 em Tashkent ocorreram em 16 de fevereiro, quando seis carros-bomba explodiram em Tashkent, capital do Uzbequistão. As bombas explodiram ao longo de uma hora e meia e atingiram vários prédios do governo. É possível que cinco das explosões tenham sido uma distração em relação à sexta, que parecia ser uma tentativa de assassinar o presidente Islam Karimov. Dezesseis pessoas foram mortas e mais de 120 feridas.Polat, p. 1.Polat, p. 3.

Embora o governo responsabilizasse os rebeldes islâmicos – o Movimento Islâmico do Uzbequistão (MIU) – os críticos lançaram dúvidas sobre esta afirmação.Polat, p. 4.

Por causa do rígido controle da mídia no país, a sequência de eventos dos ataques não é totalmente clara.

Os ataques De acordo com a versão oficial dos ataques, quatro a cinco homens dirigiram um carro repleto de explosivos até a entrada principal do prédio do Gabinete de Ministros alguns minutos antes de Karimov discursar ali. Os agressores deixaram o local. Uma explosão de carro separada e um tiroteio ocorreram a algumas centenas de metros de distância, distraindo os guardas. Os agressores fugiram do local.Polat, p. 2.

Investigação De acordo com o Serviço Federal de Segurança, os bombardeios utilizaram uma mistura mecânica de pó de alumínio e nitrato de amônia como explosivo. Os terroristas receberam instrução em centros de treinamento dirigidos por Ibn al-Khattab e Shamil Basayev na Chechênia.

Resposta governamental Duas horas após a explosão, o presidente Karimov e os chefes das forças de segurança uzbeques declararam que os militantes islâmicos eram os responsáveis. Muitos indivíduos foram presos, com estimativas variando de centenas a até 5.000.Polat, p. 7. Grupos de direitos humanos criticaram as detenções como ilegítimas. Também acusaram o governo de plantar evidências e obter confissões por meio de tortura.

Em janeiro de 2000, na véspera do feriado muçulmano do Ramadã, o governo anunciou a execução de vários dos supostos participantes dos ataques.

O governo uzbeque também acusou o Tajiquistão de ser cúmplice dos ataques e fechou temporariamente sua fronteira com o país em resposta.Jonson, p.55.

Possíveis perpetradores Embora o governo tenha culpado o Movimento Islâmico do Uzbequistão (MUI), uma organização terrorista islamista, pelos ataques, os críticos duvidam disso. Alguns culparam a Rússia, embora outros considerem isso improvável. Outra possibilidade é que as forças governamentais de maioria muçulmana do Tajiquistão estivessem retaliando o apoio uzbeque a grupos de oposição tadjiques. Grupos terroristas tadjiques também foram sugeridos, especialmente a Oposição Tajique Unida (OTU).Polat, p.5.

Outros até sugeriram que o próprio governo era responsável, ou que "clãs" concorrentes, cuja participação no poder no governo havia sido cortada recentemente, estavam por trás dos ataques.Kathleen Collins, "Clans, Pacts, and Politics in Central Asia", Journal of Democracy, Julho de 2002, p.148 Em particular, foi sugerido que o Serviço de Segurança Nacional, supostamente controlado pelo clã Tashkent, estivesse envolvido.Uzbekistan: Islam Karimov Vs. The Clans. Radio Free Europe/Radio Liberty feature on bombings

Consequências Os críticos disseram que o regime de Karimov usou os ataques como um pretexto para reprimir a dissidência religiosa e, em menor escala, secular. Os ataques também mostraram como o país era vulnerável ao terrorismo e à instabilidade. A prisão de Jaslyk foi aberta em 1999 para manter milhares de presos após os atentados.

Bibliografia

Categoria:História do Usbequistão Categoria:Tasquente Categoria:1999 no Uzbequistão Categoria:Atentados terroristas de 1999