Shiva Baby é um filme de comédia de 2020 escrito e dirigido por Emma Seligman. Uma coprodução dos Estados Unidos e Canadá, o filme é estrelado por Rachel Sennott que interpreta Danielle, uma jovem judia bissexual que vai a um shivá com seus pais Joel (Fred Melamed) e Debbie (Polly Draper). Outros convidados incluem sua bem-sucedida ex-namorada Maya (Molly Gordon), e seu sugar daddy Max (Danny Deferrari) com sua esposa Kim (Dianna Agron) e a filha do casal. O filme também possui participações de Jackie Hoffman, Deborah Offner, Rita Gardner e Sondra James em papéis coadjuvantes.

Adaptado do curta-metragem de mesmo nome de 2018 criado pela própria Emma Seligman, Shiva Baby estreou online no festival South by Southwest de 2020 e teve sua primeira exibição pública no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2020, devido à pandemia de COVID-19. Shiva Baby foi lançado nos cinemas e no streaming em 2 de abril de 2021. Os eventos do filme acontecem quase inteiramente em tempo real e em um único local, enquanto Danielle explora suas perspectivas românticas e profissionais sob a intensa vigilância de sua família, amigos e vizinhos críticos.

Shiva Baby recebeu críticas positivas dos críticos. O filme foi elogiado pela sua representação de bissexuais e judeus, ao mesmo tempo que foi descrito como acessível para pessoas que não fazem parte desses grupos e por transmitir efetivamente a claustrofobia indutora de ansiedade. Seligman foi elogiada por desenhar com sucesso a tensão dentro do filme, especialmente por Shiva Baby ser seu longa-metragem de estreia, e ganhou vários prêmios por seu roteiro. O elenco e a trilha sonora de Ariel Marx, semelhante à de um filme de terror, também foram elogiados.

Enredo A estudante universitária Danielle e seu sugar daddy Max fazem sexo antes que ela se apresse para comparecer a uma shivá com seus pais, Joel e Debbie. Antes da shivá, na casa da sua tia Sheila, Danielle é ensinada pela mãe a responder às perguntas sobre sua vida desorganizada. Dentro da casa, os membros da comunidade judaica local a comparam com sua ex-namorada Maya, que é adorada pelos vizinhos e está prestes a ingressar na faculdade de Direito. Max, que é um ex-colega de Joel, chega na cerimônia e Debbie insiste em apresentá-lo a Danielle na esperança de que um dos parentes dele a contrate. Eles têm uma conversa estranha e Debbie choca Danielle ao contar que Max é casado.

Oprimida pelos vizinhos curiosos, Danielle é ainda mais afetada pela chegada de Kim, a esposa aparentemente perfeita mas não judia de Max, e a filha bebê do casal, Rose. Depois de rasgar acidentalmente sua meia-calça e machucar a perna, Danielle vai ao banheiro, onde tira uma foto sem camisa e manda para Max. Ela é interrompida e acidentalmente deixa seu celular no banheiro. Incapaz de desviar o olhar de Max e sua família, Danielle se oferece a limpar o vômito de uma criança em uma sala adjacente para escapar. Maya vai ajudá-la e flagra Danielle olhando repetidamente para Max. Maya acha que os olhares são, na verdade, para Kim e tenta avaliar o interesse de Danielle, enquanto Danielle tenta desmerecer a beleza e o sucesso de Kim.

Danielle é relutantemente apresentada a Kim, que está interessada em conversar e contratá-la, embora Danielle esteja com ciúmes e rejeite sua oferta de emprego. Também é revelado que Kim é quem sustenta a família e logo, sem saber, o relacionamento de Max e Danielle. Kim fica desconfiada quando percebe que Danielle está usando o mesmo modelo de uma pulseira cara que Max deu a ela. Max derrama café em Danielle, levando-a a ter uma breve conversa com sua mãe. Maya também tenta falar com ela, mas Max interrompe a conversa das duas; irritada, Maya revela em voz alta detalhes de seu relacionamento passado com Danielle, enquanto Max tenta determinar se Danielle ainda está interessada nele. Após a conversa, Danielle segue Max ao banheiro e tenta fazer sexo oral nele, mas ele vai embora. Chateada, Danielle sai e encontra Maya fumando ao lado da casa. As duas admitem que sentem falta uma da outra e se beijam apaixonadamente. Maya está animada, mas depois encontra o celular de Danielle no banheiro e lê notificações de um aplicativo de sugar babies; irritada, ela provoca Danielle sobre o telefone sem revelar onde está. A ansiedade de Danielle cresce quando ela encontra Kim com seus pais novamente, tendo uma conversa comedida na qual ela se comporta erraticamente e sugere que Max usa o apartamento vago do casal no SoHo como um apartamento de solteiro. Quando Kim pergunta se Danielle está namorando, Joel começa a falar sobre sua vida amorosa fracassada e implora aos convidados próximos que cantem uma canção que eles costumavam cantar para Danielle quando ela era um bebê; Danielle se sente infantilizada e imagina Kim cantando e exibindo seu relacionamento com Max.

Os convidados então se reúnem para rezar, com Rose gritando até que Kim a leve embora da sala. Max segue Danielle até a cozinha e eles discutem, encerrando o relacionamento. Kim aparece e diz a Max que eles devem ir embora, e Danielle vai perguntar aos pais dela se eles podem ir embora também. Momentos depois, Kim encontra Danielle para devolver o celular, e tenta forçá-la a segurar Rose, dizendo que precisa de ajuda para alimentá-la. Danielle tenta recusar quando Max chega e discute com Kim sobre a bebê, o que leva Danielle a acidentalmente derrubar um vaso. Danielle tenta limpar a bagunça, mas tem um colapso no chão na frente dos convidados e é consolada por sua mãe e Maya. Debbie sugere que, como uma desculpa para sair do ambiente, elas levem uma idosa a seu carro, e Maya e Danielle se reconectam enquanto ajudam a levar as coisas da idosa para fora. Todos são persuadidos a voltar para casa na van lotada de Joel, com a bebê de Kim e Max gritando enquanto Joel tenta encontrar suas chaves. Maya e Danielle dão as mãos no fundo do carro e sorriem uma para a outra.

Elenco

Produção

Desenvolvimento e financiamento Shiva Baby é uma expansão do curta-metragem de mesmo nome da diretora Emma Seligman, que ela criou como seu projeto de tese enquanto estudava cinema na Tisch School of the Arts, da Universidade de Nova Iorque (NYU). O título se refere tanto a Danielle quanto à bebê trazida para a shivá, Rose. Seligman disse que sentiu que havia espaço para expandir o curta desde o início, mas precisava da motivação da atriz principal Rachel Sennott para começar a trabalhar em um longa-metragem; o longa entrou em produção pouco antes do curta estrear no festival South by Southwest (SXSW) em 2018. Apesar do curta ter sido bem aceito no SXSW, dando confiança a Seligman, ninguém lá estava interessado em fazer um longa de baixo orçamento. Seligman, então, aproximou-se de Katie Schiller, que ela disse ser "a melhor produtora [em sua turma de graduação]", com o incentivo de Sennott. Enquanto desenvolvia o filme, Seligman assistiu ao filme Palo Alto (2013), de Gia Coppola, dizendo que "nunca viu um filme retratar com tanta precisão a natureza sufocante e debilitante das inseguranças de jovens mulheres" como ele. Ela também se inspirou em Krisha (2015), de Trey Edward Shults, e em como sua localização foi usada para contar histórias, o que a levou a ver Shiva Baby através de uma lente de suspense psicológico semelhante.* Outras inspirações vieram dos Irmãos Coen, da série de televisão de Joey Soloway Transparent, John Cassavetes e Mike Nichols. O figurino do filme foi baseado em roupas usadas em shivás que a família de Seligman frequentou.

Seligman disse que financiar Shiva Baby foi "provavelmente a coisa mais difícil" que ela e os produtores fizeram; eles buscaram financiamento para o filme durante um ano e receberam algumas ofertas de organizações que, em troca, solicitaram mais controle criativo sobre o filme, algo que eles não estavam dispostos a dar. A produção também sofreu um revés quando Seligman teve que voltar ao Canadá depois de finalizar o curta-metragem, quando seu visto expirou. A cineasta Amanda Kramer, amiga de Seligman, colocou os produtores em contato com Rhianon Jones da Neon Heart Productions, que mais tarde tornou-se produtor executivo do filme; após Jones entrar para a produção, mais investidores se interessaram pelo projeto. A maior parte do financiamento veio de financiamento externo e financiamento independente de pessoas que a equipe de produção conhecia. Seligman disse à Women and Hollywood que usar apenas uma localização no filme também foi uma decisão financeira. O orçamento de Shiva Baby foi de aproximadamente US$ 200.000. O produtor Kieran Altmann conseguiu um financiamento de seus pais, Fiona e Martin Altmann, que foram creditados como produtores executivos. Ele disse que o competitivo mercado cinematográfico de Nova Iorque os ajudou a trabalhar com um orçamento pequeno, pois podiam negociar grandes descontos no aluguel de equipamentos. A equipe do filme também já era amiga dos produtores e a editora Hanna Park era colega de quarto de Seligman.

Temas

O curta-metragem que deu origem a Shiva Baby foi baseado em um cenário fictício que combinava a experiência "desconfortável e divertida" de Seligman em shivás, e a comunidade de mulheres que eram sugar babies que ela conheceu na Universidade de Nova Iorque. Ao adaptar a história para um longa-metragem, a diretora escolheu também abordar sua bissexualidade; o desejo de mostrar mais da personalidade de Danielle e sua sexualidade é uma razão pela qual Seligman resolveu fazer o longa. Ela disse que "se ninguém assistisse o filme exceto algumas jovens bissexuais que se sentiram representadas, então ela sentiria que tinha feito seu trabalho". A personagem Danielle é descrita como compreensível; ela é a "porta de entrada" do filme e todos os outros personagens são vistos sob os olhos dela. Seligman também se interessou em explorar o relacionamento de Max e Kim, e a relação de mãe e filha entre Debbie e Danielle. Além disso, a diretora buscou expandir o tema central de Danielle encontrando sua autoestima através da autonomia sexual, mas "percebendo que isso não é tão poderoso quanto ela pensa que é". A Variety observou que vários roteiros também abordavam a vida de mulheres jovens e empoderadas naquela temporada de filme; A editora Malina Saval escreveu que Shiva Baby mostra através de Danielle como "a pressão para ser perfeita se manifesta na vida das mulheres muito antes do casamento e filhos entrarem em foco", e explora como o poder do sexo é limitado.

Karina Solórzano, do Festival Internacional de Cinema de Los Cabos, escreveu que Shiva Baby possui "os mesmos elementos de alguns dos filmes mais populares de Woody Allen – incluindo a família judaica e vários amantes – mas Seligman tem sua própria visão e oferece algo diferente", e que o filme "segue o caminho contrário ao promovido por [...] Disobedience, mas isso não é o ponto central do enredo; Seligman não trata os protagonistas queer como excepcionais ou desobedientes". Solórzano também comparou os temas da juventude abordados aos de Booksmart (2019), e a tensão do filme à de Uncut Gems (2019). Ela também discutiu a relevância de outros temas em Shiva Baby, incluindo as inseguranças de Danielle; os conflitos religiosos e culturais que envolvem a sexualidade da protagonista; relacionamentos femininos complexos; e a honestidade que vem com os encontros familiares.

Escolha do elenco