A regra de boukólos é uma regra fonológica da língua protoindo-europeia (PIE). Ela diz que uma oclusiva labiovelar () torna-se uma oclusiva velar simples () quando próxima à vogal ou sua glide correspondente . A regra foi nomeada seguindo o exemplo da palavra em grego antigo (boukólos; cf. grego micênico qo-u-ko-ro /gʷou̯kolos) "vaqueiro, condutor de bois", derivada do termo em PIE . O segundo elemento constituinte dessa palavra era originalmente , como pode ser visto pelo vocábulo grego análogo (aipólos), "condutor de cabras", derivado de . A mesma forma dissimulada é a ancestral do termo protocelta , a origem do termo galês (o qual, por sua vez, deveria ter -b- em lugar de -g- se fosse derivado de uma forma primitiva contendo *-kʷ-).
Outro exemplo pode ser o termo grego para negação (ouk[í]), que Warren Cowgill interpretou como derivado da forma pré-grega <, significando aproximadamente "(não) em sua vida". Sem a regra de boukólos, o resultado esperado seria * (out[í]).
A regra também é encontrada em germânico, principalmente em verbos, onde as labiovelares foram deslabializadas pelo -u- epentético inserido antes de soantes silábicas:
Alto-alemão antigo ("vir"), particípio passado ("vindo"), do protogermânico e Gótico , alto-alemão antigo ("ver"), pretérito plural ("viram"), do protogermânico e (com -g- resultante de um -k- primitivo, por meio da Lei de Verner).
Referências
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