é uma personagem fictícia da obra japonesa One Piece de Eiichiro Oda. Inicialmente uma antagonista, ela depois convence o capitão Monkey D. Luffy a deixá-la entrar no seu bando dos Piratas do Chapéu de Palha. Uma arqueóloga assassina, suas intenções pareciam sempre ambíguas e a personagem é muito reservada até ser revelado que Robin nasceu na ilha Ohara que foi dizimada pelo Governo Mundial quando seus historiadores chegaram perto de descobrir os mistérios do Século Perdido. Somente ela sobreviveu e agora é a única pessoa no mundo que ainda consegue ler as antigas pedras chamadas Poneglyphs que contém segredos da história, um ato considerado tabu pelo Governo.

Robin é uma das personagens mais populares de One Piece. Suas atitudes e motivações mantinham o público incerto do que ela traria para a narrativa e a eventual revelação de seu passado é tida como um dos pontos altos da série. O momento em que Robin aceita seus companheiros como família durante o arco de Enies Lobby e reacende sua vontade de viver é extremamente elogiado. A jornada pessoal de Robin é apontada como uma abordagem da importância da história para construção das civilizações atuais.

Criação e concepção Em seus planos iniciais, o autor Eiichiro Oda planejava que Robin fosse um homem com habilidades de botânica. Tais rascunhos foram descartados, entretanto, com Robin se tornando uma mulher e seus atributos de plantas sendo passados para Usopp. Uma conexão com flores foi mantida na personagem através de seus poderes. Ainda em relação às suas habilidades, Oda determinou que a maioria dos seus ataques teriam palavras em espanhol, especialmente números. Sua aparência é baseada na personagem Mia Wallace do filme Pulp Fiction, dirigido por Quentin Tarantino de quem Oda afirma ser fã. Robin é capaz de criar partes do corpo sobre qualquer superfície mas nunca criou um segundo rosto por completo, somente partes separadas como um olho ou orelha. Eiichiro Oda afirma que seria muito aterrorizante caso ela fizesse um rosto inteiro. Sobre sua etnia, o autor revelou que caso One Piece se passasse no mundo real ele imagina Robin como russa.

Na adaptação em anime, Robin foi retratada com uma cor de pele mais morena ao contrário do seu tom caucasiano do mangá. Após um salto de dois anos que acontece na narrativa, a empresa Toei Animation optou por colorir a personagem conforme o material original.

Características da personagem Aparência Em entrevista, Eiichiro Oda revelou que a cor primária de Nico Robin e todo seu material promocional é violeta. Diferentemente dos outros personagens principais, Robin não tem um traje inicial fixo. Apesar disso ela ficou marcada pela roupa de cowboy que vestia quando foi introduzida, consistindo em conjunto todo roxo de saia, camisa, faixa no braço esquerdo e chapéu. Seu cabelo preto ia até a altura dos ombros e era penteado com uma franja curta. Após um salto de dois anos na história, Robin retorna com cabelo longo e penteado para trás, embora tenha voltado a franja inicial após um tempo. Ela veste uma jaqueta de couro azul junto de uma grande saia rosa com bordado de plantas, além de usar óculos escuros.

Personalidade Serena e tranquila, Robin é uma das personagens que menos tem explosões emocionais. Ela é muito paciente e sábia, quase sempre está lendo e estudando quando sua tripulação navega. Sua vida como forajida a fez ser reservada e calma até em momentos de tensão ou quando ela está ameaçando alguém. Robin costumava se manter distante e falar pouco em decorrência do trauma causado pelo genocídio de seu povo mas após passar tempo com seus novos companheiros e ser salva por eles, ela começou a se abrir mais. Além disso, o amor dos Chapéus de Palha fizeram com que ela não se enxergasse mais como uma existência que só provoca tragédias e sim como alguém digna de estar viva. Após finalmente aceitá-los ela começa a ser mais brincalhona e relaxada, o que é evidenciado por suas risadinhas.

Robin tem um lado macabro em sua personalidade e frequentemente solta comentários mórbidos e brutos, o que deixa seus companheiros horrorizados. Em outras ocasiões ela demonstra entusiasmo por coisas com temática de terror. Tais situações costumam ocorrer de forma cômica. Apesar disso, ela também uma imaginação infantil e costuma processar situações e acontecimentos bizarros como pensamentos fofos e bobos que ela disfarça mantendo uma expressão séria. Ela inclusive tem um certo orgulho que a impede de fazer parte das brincadeiras embaraçosas dos seus tripulantes.

Mantendo viva a vontade de Ohara, ela procura a verdade sobre a história do mundo o que inclui a fundação do Governo Mundial, a figura de Joy Boy, as três armas ancestrais e especialmente o Século Perdido, um período entre 800 e 900 anos atrás que não possui nenhum registro de acontecimentos. Robin acredita que tudo será revelado quando ela encontrar o Rio Poneglyph, a mensagem codificada quando alguém lê todos os trinta Poneglyphs espalhados pelo mundo. Ela não entende pessoas que não respeitam o estudo histórico e afirma que quem não respeita o passado está fadado a cometer os mesmos erros.

thumb|right|200px|Robin brotando braços extras por seu corpo. Poderes e habilidades Robin comeu a Hana-Hana no Mi, uma fruta do diabo do tipo paramecia que dá ao usuário a habilidade de duplicar e fazer brotar qualquer parte do próprio corpo onde a pessoa desejar, sejam superfícies ou até mesmo em outros seres vivos. Partículas em formato de pétalas rosas aparecem quando ela ativa seus poderes. Um dos golpes-padrão de Robin é a criação de várias mãos como forma de atacar ou agarrar seus adversários, muitas vezes torcendo suas costas ou pescoço. Ela tende a cruzar seus braços em um formato de "X" antes de realizar um ataque para se concentrar, mas tal ato não é obrigatório. Robin costuma atacar com braços e pernas mas também age furtivamente criando olhos e orelhas para adquirir informações em segredo. Ela controla tão bem os poderes de sua fruta que é capaz de juntar diversos braços para criar asas, redes, e membros maiores que o tamanho normal. Após treinar dois anos com o Exército Revolucionário, Robin evoluiu seus poderes para conjurar membros gigantescos e criar clones completos de si mesma. Ela revela ser capaz de brotar uma cópia gigante da parte superior de seu corpo e ainda adicionar elementos demoníacos como asas de morcego, chifres e presas para intimidação. Ela também aprendeu golpes marciais de Karatê dos Homens-Peixe. Seu ponto fraco é que qualquer dano feito nas partes extras é sentida no corpo real de Robin. Assim como todo usuário de Akuma no Mi, Robin é amaldiçoada pelo mar e não consegue nadar. Ela se enfraquece e afunda quando é submersa em água ou frente ao mineral Kairōseki, descrito como o mar em forma sólida.

História A primeira parte de One Piece se passa na metade dos mares da Grand Line chamada Paraíso por serem muito mais tranquilos e com mais influência da marinha. Já a segunda parte ocorre no chamado Novo Mundo onde vivem os piratas mais fortes de todos.

Paraíso Robin nasceu na ilha Ohara, famosa por seus historiadores dos quais sua mãe Nico Olvia fazia parte. Olvia deixou Robin aos dois anos para pesquisar sobre a história do mundo e desvendar os mistérios escondidos do Século Perdido. Crescendo com seus tios abusivos, Robin encontrava conforto com o professor Clover e outros acadêmicos que também pesquisavam o Século Perdido e as pedras Poneglyphs, ato proibido pelo Governo Mundial. Certo dia ela conhece o gigante Jaguar D. Saul, um vice-almirante fugitivo da marinha que veio avisar Ohara da eventual chegada de navios de guerra que destruiriam a ilha agora que seus estudiosos estavam alcançando a verdade sobre o mundo. Robin brevemente se reencontra com sua mãe, que estava de volta à ilha para tentar impedir o golpe, mas é levada embora por Saul até ele ser morto pelo vice-almirante Kuzan. Conforme Ohara é bombardeada, Kuzan permite que a pequena Robin fuja em uma jangada com o aviso de que vai continuar observando-a. Ela viveu os próximos vinte anos como fugitiva do governo. Várias mentiras foram espalhadas a seu respeito e assim Robin se tornou conhecida como um demônio enquanto o massacre de Ohara foi publicamente relatado como um ato de heroismo para impedir que os pesquisadores locais encontrassem armas ancestrais que ameaçariam o mundo.

Continuando a missão de seus falecidos companheiros, Robin cresceu trabalhando no submundo para encontrar mais Poneglyphs. Ela é introduzida com o codinome Miss All Sunday, parceira de Sir Crocodile e sua organizão criminosa Baroque Works que visavam tomar o reino de Alabasta. Ela antagoniza os Piratas do Chapéu de Palha que ofereceram ajuda à princesa Vivi mas secretamente buscava um Poneglyph escondido em Alabasta. Quando tal Poneglyph revela informações sobre a arma Pluton e não do Século Perdido, Robin se volta contra Crocodile mas é gravemente ferida. Cansada e sem esperanças, ela desiste de viver mas é salva pelo capitão Monkey D. Luffy e decide navegar com os Chapéus de Palha. Juntos eles seguem viagem procurando pelo tesouro One Piece e passam por lugares como Skypiea, uma ilha do céu onde Robin encontra outro Poneglyph contendo inscrições a cerca da arma Poseidon. Durante as viagens, Kuzan aparece para ver Robin e isso resulta numa briga entre o bando e o atual almirante. Todos são derrotados por Kuzan e Robin começa a se sentir um peso para seus companheiros. Esses sentimentos crescem até que na cidade Water 7 ela decide se entregar aos assassinos do governo, o grupo CP9, como oferenda para proteger os Chapéus de Palha. Ela é levada até o centro judiciário Enies Lobby porém seguida por seus novos amigos, que oficialmente declaram guerra contra o Governo Mundial. Se sentindo amada após anos, Robin se volta contra o oficial Spandam enquanto seu bando enfrenta o restante da CP9. Após ser libertada por Usopp e Franky, ela mesma derrota Spandam e todos fogem para continuar sua aventura.

Depois de passarem pelo navio fantasma Thriller Bark, o bando chega no arquipélago Sabaody onde são surpreendidos pelo almirante Kizaru e depois separados ao redor do mundo pelo pirata aliado ao governo Bartholomew Kuma. O destino de Robin foi Tequila Wolf, uma ponte colossal construída por escravos sobe mandado dos nobres mundiais. Robin ajuda os escravos a se rebelarem e logo se encontra com o Exército Revolucionário. Através do jornal ela descobre que Luffy perdeu seu irmão Ace enquanto os Chapéus de Palha estavam separados e agora ordena que o grupo passe os próximos dois anos treinando para ficarem mais fortes. Robin decide permanecer com os revolucionários e logo se aproxima do líder Monkey D. Dragon.

Novo Mundo Os Chapéus de Palha se reencontram após dois anos e zarpam para a submarina Ilha dos Homens-Peixes onde as explorações de Robin a levam até um Poneglyph que citava uma figura do Século Perdido chamada Joy Boy. Ela também descobre que a princesa sereia Shirahoshi é a atual encarnação da arma Poseidon. Seguindo rumo para Punk Hazard, Luffy forma uma aliança com Trafalgar Law para derrubar um dos imperadores do mar, Kaidou, mas antes eles vão até Dressrosa enfrentar Donquixote Doflamingo, um capanga de Kaidou. Conforme o grupo se envolve nos conflitos locais, Robin assume um papel de suporte nas lutas contra a família Donquixote e depois se dedica a proteger a princesa Rebecca. A viagem segue para Zou, lar da tribo Mink de animais humanóides que guardavam um Road Poneglyph, uma variação de cor vermelha cuja leitura mostra a Robin parte das coordenadas para alcançar a última ilha, Laugh Tale. Conforme Sanji é sequestrado pela imperadora Big Mom, Luffy separa sua tripulação em um grupo de resgate e outro que deve seguir com Law para o país de Wano onde eles enfrentariam Kaidou.