A hidromorfona, também conhecida como di-hidromorfinona, e vendida sob o nome comercial Dilaudid, entre outros, é um opioide utilizado no tratamento dores moderadas a fortes. Usualmente, o uso a longo prazo é recomendado apenas para dores causadas por câncer. Pode ser administrado por via oral, intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Os efeitos se iniciam, em média, dentro de meia hora e se estendem por até cinco horas.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem tontura, sonolência, náusea, coceira e constipação.Os efeitos colaterais graves podem incluir abuso, hipotensão arterial, convulsões, depressão respiratória e síndrome da serotonina. A redução rápida da dose pode ocasionar efeitos indesejados por abstinência de opioides. O uso durante a gravidez ou amamentação não é recomendado na maioria dos casos. Acredita-se que a hidromorfona atua ativando os receptores opióides, principalmente no cérebro e na medula espinhal. Hidromorfona, admInistrada por via intravenosa em 2dose de  mg, é equivalente a aproximadamente 10 mg morfina também intravenosa.

A hidromorfona foi patenteada em 1923. Ela está disponível em forma de medicamento genérico. Em 2017, foi o 205º medicamento mais prescrito nos Estados Unidos, com mais de dois milhões de prescrições. A hidromorfona é derivada da morfina.

Uso médico A hidromorfona é usada para tratar dores moderadas e intensas. Pode ser administrada por via oral ou por injeção na veia, músculo ou pele . Uma metanálise da Cochrane feita em 2016 não encontrou diferença significativas entre a hidromorfona outros opioides usados em tratamento de dor proveniente do câncer.

Efeitos adversos Os efeitos adversos da hidromorfona são semelhantes aos de outros analgésicos opioides potentes, como a morfina e a heroína. Os efeitos colaterais mais graves provocados pelo uso da hidromorfona incluem depressão respiratória retenção urinária, broncoespasmos e, às vezes, depressão circulatória.Hydromorphone Monograph (Side Effects & Drug Interactions) Os efeitos colaterais mais comuns são tontura, sedação, coceira, prisão de ventre, náusea, vômito, dor de cabeça, transpiração e alucinações. Esses sintomas são comuns em pacientes ambulatoriais e em pessoas que não sentem dor intensa.

O uso simultâneo de hidromorfona com outros opioides, relaxantes musculares, calmantes, sedativos e anestésicos gerais provoca um aumento significativo do risco de depressão respiratória, que pode evoluir para coma ou morte. A ingestão de benzodiazepínicos (como o diazepam) em conjunto com hidromorfona aumenta os efeitos colaterais, como tonturas e dificuldade de concentração. Caso o uso simultâneo desses medicamentos for necessário, o ajuste da dose deve ser feito com acompanhamento médico.

Desequilíbrio hormonal Assim como ocorre com outros opioides, a hidromorfona (principalmente durante o uso crônico e em dosagens altas) está associada a hipogonadismo temporário ou desequilíbrio hormonal. Neurotoxicidade Em casos de uso prolongado, alta dosagem e/ou disfunção renal, a hidromorfona tem sido associada a sintomas provocados pela neuroexcitação, como tremores, mioclonia, agitação e dinfuções cognitivas. No entanto, sua toxicidade é menor se comparada a outras classes de opióides, como a classe dos sintéticos petidina em particular.

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