O foi um porta-aviões operado pela Marinha Imperial Japonesa e a segunda e última embarcação da Classe Hiyō, depois do Hiyō. Sua construção começou em março de 1939 nos estaleiros da Mitsubishi em Nagasaki como o transatlântico , porém foi comprado pela Marinha Imperial em fevereiro de 1941 para conversão. Foi lançado ao mar em junho de 1941 e comissionado na frota japonesa em maio do ano seguinte. Ele era capaz de transportar 48 aeronaves, era armado com uma bateria antiaérea de canhões de 127 a 25 milímetros, tinha um deslocamento padrão de mais de 24 mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de 25 nós.
O Jun'yō participou da Campanha das Ilhas Aleutas logo depois de entrar em serviço e em seguida tomou parte de várias ações na Batalha de Guadalcanal. Suas aeronaves foram transferidas para bases terrestres em abril de 1943 para ações de bombardeamento no Sudoeste do Pacífico, enquanto em novembro foi torpedeado e precisou passar três meses em reparos. Ele foi danificado na Batalha do Mar das Filipinas em junho de 1944 e depois usado como navio de transporte até dezembro, quando foi torpedeado novamente. Seus reparos foram suspensos e o Jun'yō passou o restante da guerra ancorado em Sasebo. Ele foi tomado pelos Estados Unidos depois da Rendição do Japão e desmontado.
Características
O Jun'yō foi originalmente encomendado no final de 1938 pela Nippon Yusen Kaisha como o transatlântico de luxo SS Kashiwara Maru. Em troca de um subsídio do Ministério da Marinha de sessenta por cento dos custos de construção, ele e seu irmão SS Izumo Maru foram projetados para serem facilmente convertidos em um porta-aviões. O projeto foi inspirado no alemão e teria 27,7 mil toneladas de arqueação bruta com capacidade para 890 passageiros.
Após a conversão, o Jun'yō tinha 219,32 metros de comprimento de fora a fora, uma boca de 26,7 metros e um calado de 8,15 metros. Seu deslocamento padrão era de toneladas. Seu sistema de propulsão era composto por seis caldeiras Kawasaki-LaMont que alimentavam dois conjuntos de turbinas a vapor Mitsubishi-Curtis, cada uma girando uma hélice. A potência indicada era de cavalos-vapor ( quilowatts) para uma velocidade máxima de 25,5 nós (47,2 quilômetros por hora). Tinha uma autonomia máxima de 11,7 mil milhas náuticas (21,7 mil quilômetros) a dezoito nós (33 quilômetros por hora). Sua tripulação era composta por a oficiais e tripulantes.
Seu convés de voo tinha 210,3 metros de comprimento e uma largura máxima de 27,3 metros. Tinha dois hangares sobrepostos, cada um com aproximadamente 153 metros de comprimento, quinze de largura e cinco de altura. Foi projetado para ter um grupo aéreo de 48 aeronaves mais cinco sobressalentes; era possível abrigar todos esses aviões nos hangares, porém oito ou nove normalmente eram deixados estacionados no convés de voo com o objetivo de reduzir o congestionamento abaixo. Havia dois elevadores de aeronaves quadrados com pontas arredondas instalados na linha central da embarcação, cada um medindo catorze por catorze metros e podendo descer aos dois hangares.
O armamento antiaéreo tinha doze canhões de duplo propósito Tipo 89 calibre 40 de 127 milímetros em montagens duplas em plataformas na lateral do casco e 24 canhões Tipo 96 de 25 milímetros em montagens triplas nas laterais do convés de voo. Não foi possível adicionar muita blindagem já que o navio era um transatlântico convertido, porém tinha um fundo duplo. Duas placas de aço Ducol, ambas com 25 milímetros de espessura, protegiam as laterais na área das salas de máquinas. Os tanques de gasolina de aviação e depósitos de munição eram protegidos por uma camada de aço Ducol. As salas de máquinas eram subdivididas por anteparas transversais e longitudinais.
Carreira O batimento de quilha do Jun'yō ocorreu em 20 de março de 1939 na Rampa de Lançamento Nº 3 dos estaleiros da Mitsubishi em Nagasaki sob o número de construção 900, originalmente sob o nome de Kashiwara Maru. Foi comprado pelo Ministério da Marinha em 10 de fevereiro de 1941 e temporariamente chamado de Navio Nº 1001 com o objetivo de manter sua conversão em segredo. Foi lançado ao mar em 26 de junho de 1941 e comissionado em 3 de maio de 1942 sob o comando do capitão Shizue Ishii.
Aleutas e Guadalcanal
Ao ser comissionado foi designado para a Quarta Divisão de Porta-Aviões da 1ª Frota junto com o porta-aviões rápido , todos sob o comando do contra-almirante Kakuji Kakuta. Foram encarregados de dar apoio para a planejada invasão das Ilhas Aleutas, que tinha o objetivo de proporcionar aviso caso os estadunidenses tentassem lançar algum tipo de ataque contra as Ilhas Curilas japonesas a partir das Aleutas enquanto sua frota defendia Midway de um ataque. O Jun'yō tinha a bordo dezoito caças Mitsubishi A6M Zero e dezoito bombardeiros de mergulho Aichi D3A. Ele lançou nove Zeros e doze D3As ao amanhecer de 3 de junho para atacarem o Porto Holandês na Ilha Unalaska. As aeronaves precisavam voltar por conta do clima ruim, porém um avião de reconhecimento Consolidated PBY Catalina foi abatido pelos Zeros. Um segundo ataque foi lançado mais tarde no mesmo dia para atacarem um grupo de contratorpedeiros avistados pelas aeronaves da primeira onda, mas não encontraram os alvos. Outro ataque foi lançado no dia seguinte pelos dois porta-aviões, consistindo em quinze Zeros, onze D3As e seis torpedeiros Nakajima B5N, desta vez conseguiram bombardear Porto Holandês. Os aviões foram atacados por oito caças Curtiss P-40 Warhawk enquanto reagrupavam para a volta, com dois Zeros e dois D3As sendo abatidos, enquanto os Zeros abateram dois Warhawks. Os estadunidenses atacaram os porta-aviões diretamente pouco depois deles terem lançados suas aeronaves, porém não sofreram danos. Um bombardeiro Martin B-26 Marauder e um Catalina também foram abatidos pelos caças japoneses, enquanto um bombardeiro Boeing B-17 Flying Fortress foi abatido pela defesa antiaérea dos porta-aviões.
O capitão Tametsugu Okada assumiu o comando do Jun'yō em 20 de julho e em 9 de outubro foi designado junto com seu irmão para a Segunda Divisão de Porta-Aviões, parte da 3ª Frota. Receberam ordens na noite do dia 16 de atacarem navios de transporte estadunidenses próximos de Guadalcanal, navegando para um ponto a 290 quilômetros ao norte da ilha. Cada porta-aviões lançou nove Zeros e nove B5Ns às 5h15min, mas um B5N do Jun'yō precisou voltar por problemas mecânicos. As aeronaves alcançaram seu destino e descobriram às 7h20min os contratorpedeiros USS Aaron Ward e USS Lardner bombardeando depósitos de suprimentos japoneses. Os B5Ns do Jun'yō atacaram o Lardner, mas não conseguiram acertá-lo, em parte porque foram atacados às 7h32min por caças Grumman F4F Wildcat. Três torpedeiros foram abatidos na primeira passagem e dois outros danificados a ponto de serem forçados a fazerem pousos de emergência. Os três B5Ns restantes foram derrubados em seguida. Os Zeros de escolta só conseguiram abater um Wildcat ao custo de um caça do Hiyō que também precisou fazer um pouso forçado. O Hiyō foi forçado a deixar a área depois de incêndios reduzirem sua velocidade para dezesseis nós (trinta quilômetros por hora), mas antes transferiu três Zeros, um D3A e cinco B5Ns para o Jun'yō. Kakuta também transferiu sua capitânia para o Jun'yō.
thumb|esquerda|240px|Um B5N do Jun'yō passando próximo do cruzador pesado durante a Batalha das Ilhas Santa Cruz O Jun'yō participou no final de outubro da Batalha das Ilhas Santa Cruz. Nesta altura seu grupo aéreo tinha dezoito Zeros, dezoito D3As e nove B5Ns. O navio lançou catorze Zeros e alguns D3As às 5h00min do dia 26 para pousarem em Campo Henderson em Guadalcanal, que tinha sido relatado falsamente pelo Exército Imperial Japonês como estando sob seu controle. Foram interceptados por Wildcats e abatidos. Outro ataque aéreo foi lançado às 9h30min, desta vez contra o porta-aviões , o couraçado e o cruzador rápido , conseguindo acertos nestes dois últimos, porém infligiram poucos danos. Três D3As e um B5N foram abatidos por bombardeiros de mergulho Douglas SBD Dauntless. Kakuta ordenou outro ataque às 14h15min usando seis B5Ns do danificado porta-aviões e nove D3As tanto do Jun'yō quanto do Shōkaku. Mais aviões para atacarem os navios estadunidenses foram lançados pouco depois, incluindo seis B5Ns e seis D3As escoltados por seis Zeros. Todos estes atacaram o porta-aviões , que anteriormente já tinha sido seriamente danificado por outros ataques. As medidas de controle de danos estadunidenses tinham sido parcialmente bem sucedidas, mas um B5N do Shōkaku o acertou com um torpedo que fez seu adernamento aumentar. O Hornet foi abandonado e a última onda de bombardeiros o acertou mais duas vezes, porém sem infligir muitos danos.
O navio foi encarregado em meados de novembro de proporcionar cobertura aérea para um comboio transportando reforços para Guadalcanal. Tinha a bordo 27 Zeros, doze D3As e nove B5Ns. O comboio foi descoberto por dois Dauntlesses do Enterprise e seis dos Zeros foram colocados em patrulha de combate aéreo, abatendo uma aeronave inimiga. Aviões estadunidenses decolaram de Campo Henderson e a patrulha aérea foi incapaz de defender as embarcações, com sete navios de transporte sendo afundados e quatro danificados. B5Ns descobriram o Enterprise durante a tarde e o Jun'yō lançou um ataque com suas aeronaves restantes, mas não conseguiram encontrar o porta-aviões. O porta-aviões escoltou vários comboios entre dezembro de 1942 e janeiro de 1943 que transportavam reforços para Wewak, na Nova Guiné, até voltar para Truk em 20 de janeiro. Em seguida deu cobertura para a evacuação de Guadalcanal no início de fevereiro.
Outras ações O Jun'yō brevemente retornou para o Japão em fevereiro e então retornou para Truk em 22 de março junto com o Hiyō. Seu grupo aéreo foi destacado em 2 de abril e enviado para Rabaul, na Nova Bretanha, com o objetivo de participarem de uma operação aérea contra bases Aliadas nas Ilhas Salomão e Nova Guiné. Suas aeronaves reivindicaram terem abatido dezesseis aviões estadunidense, porém perderam sete Zeros e dois D3As, tendo também afundado o Aaron Ward. O grupo aéreo retornou ao porta-aviões no mesmo mês e foi enviado em 2 de julho para Buin, na Nova Guiné, em resposta a um ataque estadunidense contra Rendova dias antes. Seus caças reivindicaram 37 aeronaves abatidas ao custo de nove aviões próprios, com o grupo aéreo acabando por ser desfeito em 1º de setembro. O Jun'yō voltou para o Japão no final de julho sem aeronaves.
O porta-aviões transportou aviões para Sumatra em meados de agosto, enquanto em setembro e outubro transportou tropas e equipamentos para bases nas Ilhas Carolinas. Em 5 de novembro, enquanto navegava de Truk para Kure, o Jun'yō foi torpedeado próximo do Canal de Bungo pelo submarino estadunidense USS Halibut. Quatro tripulantes foram mortos, mas os danos foram pequenos, principalmente um leme incapacitado. Ficou sob reparos em Kure até 29 de fevereiro de 1944. Enquanto isso, seu grupo aéreo tinha sido reconstituído em Singapura dias antes em 1º de novembro, consistindo em 24 Zeros, dezoito D3As e nove B5Ns. Eles foram transferidos para Truk em 1º de dezembro e então para Kavieng no final do mês, alcançando Rabaul em 25 de janeiro de 1944. Seus caças reivindicaram terem abatido quarenta aeronaves Aliadas e outras trinta provavelmente destruídas, mas o grupo aéreo foi praticamente aniquilado. Os sobreviventes voltaram para Truk em 20 de fevereiro e o grupo aéreo desfeito.
thumb|240px|O Hiyō e o Jun'yō navegando para Tawi-Tawi em 13 de maio de 1944