Maria de Eicken (; Bruxelas, 1571 – 21 de abril de 1636) foi um membro da baixa Nobreza flamenga que casou com o marquês Eduardo Fortunato de Baden-Baden.

Biografia Maria nasceu em Bruxelas, sendo filha de Joost Van der Eycken, senhor de Nederlooum castelo hoje localizado no Brabante Flamengo e governador da cidade de Breda. A mãe, Bárbara de Mol, filha de Martin de Mol, Grande Falcoeiro do Rei de Espanha nos Países Baixos Espanhóis.

A 13 de março de 1591, em Bruxelas, ela casou civilmente com o marquês Eduardo Fortunato de Baden-Baden. A cerimónia religiosa ocorreu a 14 de maio de 1593, quando já nascera a primeira filha.

Por ela pertencer à baixa nobreza, o casamento foi considerado morganático por Ernesto Frederico, primo de Eduardo Fortunato que reinava em Baden-Durlach. Os filhos de tal casamento ficariam, por isso, afastados da sucessão.

Ernesto Frederico invadiu Baden-Baden em 1594, que só viria a ser desocupada após a Guerra dos Trinta Anos. Em 1622, o filho mais velho de Maria e de Eduardo Fortunato, Guilherme acabou, finalmente, por recuperar Baden-Baden.

Maria viria a falecer em 1636, no Mosteiro de Porta Angelica, no vale de Flaumbach, próximo de Treis-Karden.

Casamento e descendência Do seu casamento com Eduardo Fortunato, nasceram quatro filhos: Ana Maria Lucrécia (Anna Maria Lukretia), (1592–1654); Guilherme (Wilhelm) (1593–1677), que sucedeu ao pai como marquês de Baden-Baden, com descendência; Hermano Fortunato (Hermann Fortunatus) (1595–1665) que sucedeu ao tio paterno, Filipe III, como marquês de Baden-Rodemachern; Alberto Carlos (Albrecht Karl) (1598–1626).

Referências

Bibliografia Joachim Kühn: Der Roman der Marie van Eycken, in: Ehen zur linken Hand in der europäischen Geschichte, Koehler, Estugarda, 1968, pág. 105–123

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