Amor de Perdição foi uma adaptação cinematográfica da obra homónima de Camilo Castelo Branco, realizada por Georges Pallu, em 1921. Produzido pela Invicta Film e distribuído pela Castello Lopes, o filme mudo, com intertítulos, e a preto e branco, estreou a 9 de novembro de 1921 no Cinema Olympia, no Porto, e a 28 de novembro no Cinema Condes, em Lisboa.

Foi o primeiro filme português a ser distribuído comercialmente nos Estados Unidos, em 1922, sob o nome Love of Perdition, como um filme de 4 partes, das 15 originais.

Foi também a primeira vez que a obra literária Amor de Perdição foi adaptada ao cinema. Posteriormente foram realizados os filmes Amor de Perdição (1943), por António Lopes Ribeiro, e Amor de Perdição (1979), de Manoel de Oliveira, com base na mesma obra.

Sinopse Simão Botelho, um jovem estudante de Coimbra, apaixona-se perdidamente por Teresa de Albuquerque, contudo os pais de ambos odeiam-se e opõem-se a tal união, havendo a intenção de casar Teresa com o seu primo Baltasar Coutinho. Recusando-se a aceitar o matrimónio, Teresa é enviada para o convento, enquanto Simão, sob a proteção do ferreiro João da Cruz, tenta engendrar um plano para a resgatar. Simultaneamente, Mariana da Cruz apaixona-se perdidamente por Simão e por ele aceita qualquer sacrifício.

Elenco Pato Moniz, como Tadeu de Albuquerque António Pinheiro, como João da Cruz Brunilde Júdice, como Mariana da Cruz Irene Grave, como Teresa de Albuquerque Samuel Dinis, como Baltasar Coutinho Alfredo Ruas, como Simão Botelho Luis Leitão, como Domingos Botelho Maria Júdice da Costa, como Rita Preciosa

Produção Naquela que foi a primeira adaptação cinematográfica da obra clássica de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição foi adaptada para o cinema com argumento do jornalista Guedes de Oliveira.

Com um orçamento de cerca de 95 contos de réis, o filme constituiu um esforço de produção, não só devido à precária dimensão da indústria cinematográfica portuguesa de então, como também aos cuidados postos pela Invicta Film, em manter fidelidade ao espírito romanesco do século XIX, com o realizador Georges Pallu a prodigalizar todas as qualidades de espectáculo e realismo da expressão por imagens.

A rodagem do filme deu-se entre Março e Junho de 1921, dividindo-se as filmagens das cenas exteriores entre os solares da Portela e dos Condes da Regaleira, a Casa do Engenho Novo em Porto Brandão, na Caparica, e na Universidade de Coimbra, respeitando a indumentária estudantil de então.

Galeria

Restauro e Re-exibição Para assinalar os cem anos da estreia do filme nos cinemas portugueses, Amor de Perdição foi exibido em formato de filme-concerto nos coliseus de Lisboa e do Porto, com a banda sonora original composta por Armando Leça, reconstruída e adaptada pelo pianista e compositor Nicholas McNair, com a colaboração dos musicólogos Manuel Deniz Silva e Bárbara Carvalho, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, numa iniciativa conjunta com a Cinemateca Portuguesa.

Ver também Cinema de Portugal

Ligações externas Ficha do filmeem CinePT-Cinema Portugues Amor de Perdiçãoem Internet Movie Database

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