Assassin's Creed Valhalla é um jogo eletrônico de RPG de ação de 2020 desenvolvido pela Ubisoft Montreal e publicado pela Ubisoft. É o décimo segundo título principal da série Assassin's Creed e o sucessor de Assassin's Creed Odyssey (2018). Ambientado principalmente entre os anos de 872 e 878 d.C., o jogo narra uma história de fantasia viking durante a expansão viking para as Ilhas Britânicas. Os jogadores controlam Eivor Varinsdottir, um guerreiro viking que, ao tentar estabelecer um novo clã viking na Inglaterra, se vê envolvido no conflito secular entre a Irmandade dos Assassinos, que luta pela paz e liberdade, e a Ordem dos Templários, que busca a paz através do controle. O jogo também inclui uma história paralela, ambientada no século XXI, que acompanha Layla Hassan, uma Assassina que revive as memórias de Eivor para encontrar uma maneira de salvar a Terra da destruição.
O desenvolvimento do jogo começou em 2017, por volta do lançamento de Assassin's Creed Origins. A Ubisoft Montreal liderou seu desenvolvimento de três anos com a ajuda de outros quatorze estúdios da Ubisoft em todo o mundo, bem como da Sperasoft. Várias pessoas envolvidas no desenvolvimento de jogos anteriores da franquia Assassin's Creed retornaram para Valhalla, incluindo Ashraf Ismail, que atuou como diretor criativo de Assassin's Creed IV: Black Flag (2013) e Origins; Darby McDevitt, roteirista principal de Black Flag e Assassin's Creed: Revelations (2011) e co-roteirista de Assassin's Creed Unity (2014); e os compositores Jesper Kyd e Sarah Schachner, que compuseram a trilha sonora do jogo juntamente com o músico Einar Selvik. De forma semelhante a Origins e Odyssey, a equipe realizou uma extensa pesquisa sobre o período histórico para tornar o mundo do jogo o mais historicamente preciso possível e se inspirou na mitologia nórdica para certos elementos narrativos. A equipe também procurou resolver alguns problemas apontados pelos jogadores em Odyssey, como sua ambição excessiva, o foco limitado no conflito entre Assassinos e Templários e a ausência de elementos tradicionais de jogabilidade de Assassin's Creed, como furtividade social.
Valhalla foi lançado para PlayStation 4, Windows, Xbox One, Xbox Series X/S e Stadia em 10 de novembro de 2020, com a versão para PlayStation 5 lançada em 12 de novembro. O jogo recebeu avaliações geralmente positivas, com elogios à narrativa, personagens, dublagem, visuais, trilha sonora, design de mundo e interconectividade das atividades, enquanto foi criticado por sua duração, problemas técnicos e estrutura repetitiva. O jogo teve o maior lançamento da série Assassin's Creed até hoje, vendendo o maior número de cópias em sua primeira semana e se tornando o segundo título mais lucrativo da Ubisoft de todos os tempos.
A Ubisoft deu amplo suporte a Valhalla com dois anos de conteúdo adicional, incluindo expansões de história gratuitas e pagas, modos de jogo e eventos. O jogo foi seguido por Assassin's Creed Mirage em 2023, que se passa em Bagdá durante a Era de Ouro Islâmica e acompanha Basim Ibn Ishaq, um importante personagem secundário de Valhalla.
Jogabilidade Os jogadores terão opção de jogar de Eivor como homem ou mulher e poderão escolher a sua aparência fisica e equipamento. O combate foi alterado para permitir o uso de quase todas as armas. Também se espera que a mecânica do "Visão de Águia" retorne na forma de um corvo que será companheiro animal de Eivor no jogo. O jogador pode usar o corvo para explorar as áreas próximas, como tinha acontecido em Origins e Odyssey. O jogo dependerá menos de um sistema de nivelamento tradicional e, em vez disso, se concentrará mais na seleção de habilidades por meio de árvores de habilidades, selecionado pelo jogador enquanto Eivor avança no jogo. Os inimigos serão classificados com base na coleção de habilidades. As árvores de habilidades serão semelhantes às encontradas em The Witcher 3: Wild Hunt, Fallout 4, e The Elder Scrolls V: Skyrim. As escolhas dos jogadores por meio de opções de conversação ou jogabilidade terão impactos sobre os personagens e suas alianças políticas com outros personagens que não são jogadores.
Uma característica central do jogo é o acordo que o jogador, como Eivor, ajudará a construir e liderar durante o jogo. O diretor do jogo, Ashraf Ismail, descreveu sua importância como "muito do que você está fazendo no mundo dos jogos é, no final das contas, alimentar o assentamento para que ele possa crescer e florescer". O jogador poderá direcionar a construção de certos tipos de edifícios que, por sua vez, proporcionam benefícios para a jogabilidade. Para construir essas estruturas, o jogador precisará liderar os vikings em ataques para coletar recursos. O combate naval retornará, embora mais como um meio mais rápido de viajar para realizar ataques e escapar após um combate terrestre, em vez de se envolver com outros navios da marinha.
Valhalla é um jogo para um jogador, mas incluirá componentes on-line com o objetivo de incentivar os jogadores a compartilhar seu progresso e criatividade.
Sinopse
Em Assassin's Creed Valhalla, a história acontece perto do final do século IX, em 873, durante as Invasões Vikings da Grã Bretanha. O jogador assume o papel de Eivor, um Viking que juntamente com outros clãs da Escandinávia formam o chamado Grande Exército Pagão, em ataques e batalhas contra os reinos medievais anglo-saxões de Wessex, Nortúmbria, Ânglia Oriental e Mércia, liderados entre outros pelo Rei Alfredo. É nesta altura que Eivor encontra os Ocultos e junta-se a eles na luta contra a Ordem dos Antigos. Cidades como Winchester, Londres e Iorque estão incluídas no jogo para o jogador explorar livremente. Partes da Noruega estão igualmente incluídas.
Tal como os jogos anteriores, Valhalla também continua a história moderna, seguindo a ex-pesquisadora da Abstergo Industries, Layla Hassan, que apareceu em Assassin's Creed Origins e Assassin's Creed Odyssey.
Enredo
Em 2020, o súbito fortalecimento do campo magnético da Terra afetam negativamente o planeta. Layla Hassan, Shaun Hastings e Rebecca Crane recebem as coordenadas dos restos mortais da viking Eivor Varinsdottir na Nova Inglaterra, após exuma-los, Layla coleta seu material genético e entra dentro do Animus para reviver suas memórias.
No ano de 855 DC, um jovem viking Eivor (o jogador tem a opção de escolher se Eivor é homem ou mulher, Ubisoft considera a Eivor feminina como “oficial” mas o jogador também pode optar por jogar com sua versão masculina, apenas o gênero é mudado, nada é afetado na história e jogabilidade) testemunha seu clã ser massacrado e seus pais serem mortos por Kjotve, o Cruel durante uma festa para celebrar a aliança entre o clã de Varin e o clã do Corvo. Eivor acaba caindo numa vala e é atacado por uma matilha de lobos, recebendo o apelido de Marca-de-lobo antes de ser salvo por Sigurd, filho do Rei Styrbjorn do clã do Corvo. Dezessete anos depois, Eivor foi adotada pelo clã do Corvo e se tornou filha adotiva de Styrbjorn, e busca vingança contra Kjotve. Sua última tentativa foi fracassada e ela foi capturada pelo clã de Kjotve mas escapa e consegue recuperar o machado de seu pai. Ao tocá-lo, Eivor tem uma visão com Odin o que faz consultar a vidente Valka que talvez possa ajudá-la a decifrar as visões. Valka faz com que ela tenha outra visão dessa vez ela vê Sigurd perdendo um braço e um lobo gigante o devorando.
Após dois anos de viagem, Sigurd retorna para casa e traz consigo dois estrangeiros, Basim e Hytham, dois membros dos Ocultos que vieram para a Noruega para assassinar Kjotve pois o mesmo fazia parte da Ordem dos Anciões, Sigurd é fascinado pela sua doutrina e ideais e convence Basim a entregar uma lâmina oculta para Eivor apesar do mesmo não ser um Oculto, Eivor coloca sua lâmina em cima do antebraço ao invés de debaixo pois o mesmo não queria cometer o mesmo erro que Basim (decepar o dedo anelar). Contrariando ordens de Styrbjorn, Sigurd consegue a ajuda do Rei Harald para matar Kjotve, eles juntam um exército para invadir a vila de Kjotve onde o ataque é bem-sucedido e Eivor enfrenta Kjotve em combate onde Eivor sai vitoriosa.
Cansado de guerras e decepcionado com Sigurd e Eivor após o ataque, Styrbjorn entrega suas terras para o Rei Harald que planeja unificar a Noruega sob uma única coroa. Sigurd não aceita viver como um vassalo e decide partir com Eivor para a Inglaterra em busca de conquistarem terras e serem seus próprios senhores. Meses depois, Eivor e o clã do Corvo se estabelecem no assentamento de Ravensthorpe, e logo passam a forjar alianças com os vikings estabelecidos na Inglaterra. Com a ajuda de Randvi, esposa de Sigurd, Eivor ajuda a viking Souma a tomar Cambridge, mata o viking danês Rued e coroa Oswald como rei da Ânglia Oriental, conhece os vikings Ubba Ragnarsson e Ivar, o Desossado e os ajuda a coroar Ceolwulf como rei da Mércia. Enquanto ajuda Hytham a assassinar membros da Ordem dos Anciões com ajuda de dicas de um tal "Pobre Soldado de Cristo".
Eivor se encontra com Sigurd e Basim em Oxford onde Sigurd está em busca da Pedra-Saga, um artefato trazido por Ragnar Lodbrok para a Inglaterra do qual o mesmo acredita que pode revelar sua verdadeira origem já que Sigurd acredita ser descendente dos deuses. Com a ajuda da vidente Fulke, Sigurd acredita fortemente que o mesmo é um deus porém Eivor desconfia e se mostra relutante em aceitar as ordens de Sigurd porém o mesmo obedece por lealdade ao clã. Eventualmente, Fulke trai Eivor e se revela que serve ao Rei Alfred de Wessex e que faz parte da Ordem dos Anciões e Sigurd é sequestrado.
As visões de Eivor continuam onde a mesma revive as memórias de Odin em Asgard e Jotunheim. Durante as visões, os jotuns invadem Asgard após Loki deixar o portão da Bifrost aberto se aproveitando da ausência de Heimdall. Odin e Thor repelem a invasão e mais tarde o mesmo confronta Loki quanto a sua ausência na proteção da Bifrost. Odin encontra um lobo bebê e tenta matá-lo pois uma visão dizia que o mesmo seria morto por um lobo no Ragnarök porém é impedido por Týr. Tyr e Thor prendem o lobo numa jaula mas o mesmo cresce rapidamente e consegue escapar, Odin tenta matar o lobo porém é impedido por Loki que implora para que Odin não o mate revelando que o lobo era seu filho Fenrir. Odin poupa o lobo e depois viaja para Jotunheim em busca de uma substância chamada Hidromel para que o mesmo e outros deuses conseguissem sobreviver ao Ragnarok que estava iminente. Antes de pegar o Hidromel, Odin é confrontado por Loki que estava irado por ele ter quebrado sua promessa de que não iria derramar sangue de sua estirpe e que o mesmo teria sua vingança, eles se enfrentam e Odin sai vitorioso. Odin pega o Hidromel mas o mesmo é forçado a arrancar seu olho esquerdo como um sacrifício voluntário. Voltando para Asgard, Odin e Tyr decidem aprisionar Fenrir e fazer o mesmo perecer no Ragnarok com uma corda especial, como forma de distração, Tyr coloca seu braço direito na boca de Fenrir como forma de confiança antes de Odin o amarrar, Fenrir devora o braço de Tyr mas Odin não faz nada para impedir, apenas usando Tyr como uma mera distração. Na aurora do Ragnarok, Odin reune os deuses Thor, Tyr, Freia e Heimdall para consumir o hidromel na torre de Asgard onde os mesmos para reencarnar em corpos humanos após o Ragnarok. Loki se infiltra na torre, mata Heimdall e toma seu lugar, assim conseguindo reencarnar e orquestrar sua vingança contra Odin.
Layla não demora para descobrir que essas eram visões da Grande Catástrofe dos Isu porém Eivor as enxergava por um "filtro mitológico".