Este artigo documenta as estatísticas da pandemia de COVID-19 no Brasil e pode não incluir todas as informações mais recentes. Até , confirmaram-se casos, a maior parte deles no estado de São Paulo, enquanto o número total de óbitos foi de . As notificações de casos pela COVID-19 são gerenciadas pela Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, onde as estatísticas são reunidas a partir das notificações das secretarias estaduais de saúde. Podem ocorrer discrepâncias entre os dados de cada Estado durante o período de atualização desses dados.
Casos iniciais A tabela abaixo relaciona os primeiros casos confirmados de COVID-19 no Brasil entre 25 de fevereiro e 10 de março de 2020, período este que corresponde às 2 primeiras semanas a partir do primeiro caso confirmado.
CasoDataIdadeSexoNacionalidadeUFOrigem da infecçãoReferências 125 de fevereiro de 2020 61Masculino 229 de fevereiro de 2020 32 34 de março de 2020 46 4 13Feminino 55 de março de 2020 27 6 37 7 rowspan="2" 8 9 52 106 de março de 2020 34 11 Masculino 12 rowspan="2" rowspan="2" 13 14 7 de março de 2020 52Feminino 15 rowspan="4" rowspan="4" 16 17 18 19 46Feminino 208 de março de 2020 42Feminino21Masculino22 rowspan="3" rowspan="3" 23242547Feminino269 de março de 202027Masculino274228702956Feminino30613110 de março de 202060Masculino32 rowspan="3" rowspan="3" 3334
Casos por região e unidade federativa
As notificações de COVID-19 são gerenciadas pela Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde do MS, onde as estatísticas são reunidas a partir dos números das secretarias estaduais de saúde. No entanto, algumas discrepâncias podem ocorrer durante o período de atualização dos dados. A tabela abaixo apresenta o número de casos confirmados de COVID-19 e o total de óbitos decorrentes em cada região do Brasil, distribuídos conforme o estado.
Casos por município
Evolução ao longo dos dias
Crescimento de casos e óbitos Os gráficos abaixo apresentam o crescimento de casos e óbitos a partir da confirmação, pelo Ministério da Saúde, do primeiro caso no país (26/02/2020). Nos gráficos de casos e óbitos novos, as barras representam o número real de notificações por dia, enquanto a linha é uma média móvel de sete dias para ajudar a suavizar as anomalias entre um dia e outro e revelar a tendência geral. Os dados são do Ministério da Saúde (MS).
Crescimento percentual diário O quadro abaixo apresenta o número acumulado de casos confirmados e de óbitos conforme o dia relacionando, também, a proporção de crescimento diário relativamente ao dia anterior.
Balanço do primeiro mês Os gráficos abaixo apresentam um resumo da evolução da COVID-19 no Brasil durante o primeiro mês da pandemia (25/02/20 a 25/03/20), conforme dados do Ministério da Saúde. Deve-se levar em conta, conforme destacado pelo secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde Wanderson Kleber de Oliveira, que nesse período os testes ficaram restritos aos casos sintomáticos havendo, portanto, um grande número de casos não notificados.
Estimativas e previsões científicas
Casos não notificados
Em 22 de março de 2020, o Centro de Modelagem Matemática de Doenças Infecciosas (CMMID) da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM) publicou um estudo, repercutido pela mídia nacional, estimando que os casos reportados no Brasil corresponderiam apenas a 11% do número total de casos. Nesta situação, o quantitativo real de casos brasileiros seria aproximadamente 9 vezes maior do que o total de casos relatado pelas autoridades de saúde. Segundo este estudo, o mesmo fenômeno teria ocorrido em outros países, conforme ilustrado no gráfico abaixo.
Número de mortes
Em 26 de março de 2020, o Grupo de Resposta à COVID-19 do Colégio Imperial de Londres publicou um estudo, também repercutido pela mídia nacional, estimando que o número de casos, hospitalizações e mortes decorrentes da pandemia de COVID-19 podem ser reduzidos de acordo com a intensidade das medidas de restrição adotadas. Neste estudo, foram analisados cinco cenários:
Cenário 1: Nenhuma medida é tomada. Cenário 2: Distanciamento social da população em geral (redução de cerca de 40% do contato social de todos). Cenário 3: Distanciamento social da população com isolamento reforçado de idosos (redução de 60% do contato social dos idosos e cerca de 40% dos demais). Cenário 4: Supressão tardia (redução de 75% do contato social de todos quando se verifica 425 mortes semanais). Cenário 5: Supressão precoce (redução de 75% do contato social de todos quando se verifica 3400 mortes semanais).
Os cenários 1, 2 e 3 foram estudados para quatro diferentes valores de R0 (número básico de reprodução): 2.4, 2.7, 3 e 3.3. Os cenários 4 e 5 foram estudados apenas para R0=3. O gráfico abaixo apresenta o número previsto de mortes em cada situação.