thumb|direita|upright=1|Fotografia do início do século XX. Sant'Andrea in Vincis, também conhecida como Sant'Andrea de Funariis e Sant'Andrea in MentuzaHülsen 1927, era uma igreja de Roma localizada na Via di Tor dei Specchi, a atual Via del Teatro di Marcello, no rione Campitelli, perto da encosta oeste do monte Capitolino. Era dedicada a Santo André. "Vincis" supostamente se refere aos grilhões com os quais os presos na prisão vizinha estavam detidosLombardi 1998 , p. 251. Segundo outra teoria, "vincis" seria uma corruptela do nome familiar Guinizi. Segundo uma terceira teoria, "vincis" seria uma corruptela de "vinci" ou "vimini" era uma referência a elos de correntes. "Funaris" é uma referência a cordas. Aparentemente, cordas e correntes eram fabricadas nas imediações na Idade Média. Finalmente, "Mentuza" seria uma distorção de "Matuta", uma referência ao Templo de Mater Matuta, do século V a.C., nas imediaçõesPautrier 2013 , p. 42.
História thumb|esquerda|upright=.8|Localização no Mapa de Nolli (1748). thumb|direita|upright=1|Aquarela de Achille Pinelli (1834). Esta igreja foi mencionada pela primeira vez no Catalogo di Cencio Camerario, uma lista das igrejas de Roma compilada por Cencio Savelli em 1192, com o nome de Sco. Andree Funariorum. Em 1406 foi fundada em Roma a Università [Confraria] dei Marmorari, a guilda dos trabalhadores de mármore, que passaram a utilizar o Oratorio di San Silvestro da igreja de Santi Quattro Coronati. Em 1597, eles passaram a utilizar a igreja de San Leonardo de Albis, mas ela foi demolida no início do século XVII para permitir a construção do Palazzo Costaguti, na Piazza MatteiArmellini 1982 , p. 555Lombardi 1998 , p. 286. Finalmente, a guilda recebeu, em 1623, a posse de Sant'Andrea e, no século seguinte, ela foi completamente reformada, ganhando uma nova fachada barroca de Carlo Puri de Marchis ( 1720–1795).
Descrição thumb|esquerda|upright=.8|Localizada da igreja no mapa de Giovanni Antonio Falda (1676). Nesta imagem, o Monastero di Tor de' Specchi está do outro lado da rua que seria transformada na Via del Teatro di Marcello. A rua na qual a igreja estava localizada era chamada de Strada di Tor de' Specchi antes de ter sido incorporada pela Via del Teatro di Marcello e drasticamente alargada. A rua antiga era estreita e corria imediatamente abaixo dos muros do Monastero di Tor de' Specchi; a igreja ficava recuada em relação à rua do outro lado de uma pequena praça quadrada (um indicativo de sua origem antiga), anterior à via. O local atualmente fica perto da esquina com a Via Montanara, na direção da Piazza Venezia. Do outro lado da entrada medieval para o convento, do outro lado rua, é possível encontrar um nicho arqueado no muro de contenção e a igreja costumava ficar à esquerda dele. A linha da fachada ficava aproximadamente onde fica atualmente a linha dupla branca pintada no meio da Via del Teatro di Marcello.
A ordem inferior desta fachada tinha três portais, dos quais os laterais eram coroados por tímpanos curvos quebrados. No meio da ordem superior ficava um afresco do século XV representando a Virgem e o Menino. No interior, o altar-mor abrigava uma pintura representando o martírio dos Quatro Mártires Coroados de um aluno de Caravaggio. Ela chegou a ser atribuída ao mestre, mas pesquisas posteriores revelaram que ela era de Giovanni Antonio Galli, Lo Spadarino. O afresco no teto representava a "Glória dos Quatro Mártires Coroados" e era obra de Antonio Nessi, um aluno de Sebastiano Conca. Além disto, havia ainda pinturas no coro de um artista anônimo representando a morte, o sepultamento e a glorificação dos Quatro Mártires. Na restauração de 1762, uma sala foi encontrada sob o altar com afrescos e três túmulosNibby 1838 , pp. 93–94Melchiorri 1840 , pp. 419-420.
Durante a década de 1920, um enorme programa de obras foi realizado para liberar o monte Capitolino de suas construções medievais e todo a vizinhança que ficava entre Santa Maria in Aracoeli e o Teatro de Marcelo, incluindo edifícios sagrados, foi demolida. A igreja de Sant'Andrea especificamente foi demolida em 1929. Seus móveis e seus arquivos foram preservados pelo Museo di Roma. Durante as obras de demolição, partes de uma igreja medieval e de um outro edifício do século X foram descobertos.
Bibliografia
Categoria:Igrejas destruídas de Roma Categoria:1929 Categoria:Roma R. X Campitelli