A Nova Rota da Seda, também conhecida como Iniciativa Cinturão e Rota (em inglês: Belt and Road Initiative), "Um Cinturão, Uma Rota" (; pinyin: Yīdài Yīlù) ou Cinturão Econômico da Rota da Seda e da Rota da Seda Marítima do Século 21 (), é uma estratégia global de desenvolvimento de infraestrutura adotada pelo governo chinês em 2013. Tem como proposta investir em projetos em mais de 150 países, como o desenvolvimento de portos, ferrovias, rodovias, usinas, aviação e telecomunicação.

Composta pela "Rota da Seda", seis corredores econômicos terrestres, e pela "Rota da Seda Marítima", que envolve o desenvolvimento de portos, a iniciativa foi primeiramente divulgada por Xi Jinping, secretário geral do Partido Comunista da China (PCCh), durante uma visita oficial ao Cazaquistão em setembro de 2013. Até 2016, o projeto era oficialmente conhecido como "Um Cinturão, Uma Rota", contudo, o título oficial foi alterado após o governo chinês considerar a ênfase na palavra "um" propensa a erros de interpretação.

O termo "cinturão" se refere às rotas terrestres propostas para transporte rodoviário e ferroviário na Ásia Central, onde ocorreu a histórica rota de comércio de seda. O termo "rota" refere-se à "Rota da Seda Marítima", que passa pelo Indo-Pacífico e conecta o Sudeste Asiático, a Ásia Meridional, o Oriente Médio e a África. As rotas de transporte terrestre incluem o Corredor Econômico China-Paquistão, a Ponte Terrestre Eurasiática e a Nova Ponte Terrestre Eurasiática. Os projetos marítimos incluem mais de cem portos, como os de Hambantota (Sri Lanka), Gwadar (Paquistão) e Pireu (Grécia).

Em 2025, de acordo com estatísticas econômicas internacionais, os países participantes representavam quase 75% da população mundial e mais da metade do PIB global. O governo chinês declarou que o projeto se trata de uma "tentativa de melhorar a conectividade regional e abraçar um futuro mais brilhante". No entanto, a iniciativa também tem sido associada a preocupações acerca da diplomacia da armadilha da dívida, dos impactos ambientais e dos direitos humanos, além de ser percebida como um impulso para o domínio chinês nos assuntos globais a partir de uma rede comercial centrada na China.

Contexto histórico A iniciativa foi apresentada pelo secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCCh) Xi Jinping em setembro e outubro de 2013 durante visitas ao Cazaquistão e à Indonésia, e posteriormente promovida pelo primeiro-ministro chinês Li Keqiang durante visitas de Estado à Ásia e Europa. A iniciativa recebeu cobertura intensiva da mídia estatal chinesa e, em 2016, tornou-se frequentemente apresentada no Diário do Povo.

Membros Os países se juntam à Iniciativa Cinturão e Rota assinando um memorando de entendimento com a China sobre sua participação. O Governo da China mantém uma lista de todos os países envolvidos em seu Portal Cinturão e Rota, e a agência de notícias estatal Xinhua News Agency emite um comunicado de imprensa sempre que um memorando de entendimento relacionado à Iniciativa Cinturão e Rota é assinado com um novo país. De acordo com observadores do Centro de Desenvolvimento e Finanças Verdes da Universidade de Fudan, além da China, havia 154 países formalmente filiados à Iniciativa Cinturão e Rota em 2023. Uma análise independente da Alemanha, da mesma época, também encontrou 148 estados-membros de 249 entidades políticas pesquisadas. A lista completa dos membros atuais de acordo com o governo chinês está abaixo:

Ver também Global Gateway Rota da Seda

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