O Leão de Queroneia é um monumento erguido na periferia da cidade de Queroneia, na Grécia, para homenagear os guerreiros tebanos mortos na Batalha de Queroneia de , lutando contra as forças de Filipe II da Macedônia.
Data do , e possivelmente foi erguido logo depois da batalha.Palairet, Michael. Macedonia: A Voyage through History (Vol. 1, From Ancient Times to the Ottoman Invasions). Cambridge Scholars Publishing, 2016, p. 40Cartledge, Paul. Ancient Greece: A History in Eleven Cities. Oxford University Press, 2009, s/p. Diz uma tradição que foi mandado construir pelo próprio Filipe, sensibilizado pela coragem dos guerreiros, mas a veracidade dessa história é debatida.Worthington, Ian. By the Spear: Philip II, Alexander the Great, and the Rise and Fall of the Macedonian Empire. Oxford University Press, 2014, pp. 88-89
Foi redescoberto em 3 de junho de 1818 pelo arquiteto inglês George Ledwell Taylor e seus amigos, os arquitetos John Sanders, William Purser e Edward Cresy, que passeavam a cavalo em direção às ruínas da cidade antiga de Queroneia, usando como guia a Descrição da Grécia de Pausânias. No caminho, o cavalo de Taylor tropeçou num bloco de mármore. Examinando a pedra, Taylor percebeu que era esculpida, e chamou alguns aldeãos da redondeza para ajudá-lo a desenterrá-la. A pedra revelou ser uma grande cabeça de leão, logo outras partes da estátua foram encontradas em torno, e também os remanescentes de um pedestal. O monumento logo foi reconhecido como sendo o mesmo que Pausânias disse ter sido erguido nesta área, mas que na sua época já se encontrava soterrado, e cuja localização precisa se perdera.Vaux, W. S. "On the Discovery of the Lioin at Chaeronea, by a Party of English Travellers in 1818". In: Transactions of the Royal Society of Literature of the United Kingdom, 1866; VIII: 1-11
Taylor desistiu da ideia de levar consigo os fragmentos devido ao seu grande volume, e mandou enterrar tudo novamente. Voltando a Atenas, notificou o cônsul britânico e outras autoridades e solicitou ao escritório do Almirantado autorização para carregar os fragmentos para Londres em um dos navios ingleses, mas a permissão foi negada. Pouco depois mobilizou a Dilettanti Society, uma associação de eruditos, em busca de ajuda, que tampouco foi conseguida. Na mesma época a descoberta foi anunciada na Literary Gazette. Durante a Guerra de Independência Grega os fragmentos haviam sido novamente expostos e o pedestal sofreu sérios danos. Em 1879 uma escavação descobriu que o monumento se localizava junto a uma câmara quadrangular, provavelmente parte de um antigo tumulus, ora desaparecido, onde foram achadas ossadas de 254 pessoas, dispostas em fileiras ordenadas. O conjunto continuou desmantelado até o fim do .Lethaby, W. R. "Greek Lion Monuments". In: The Journal of Hellenic Studies, 1918; 38:39-41Gabriel, Richard A. Great Captains of Antiquity. Greenwood, 2001, p. 105
Finalmente, em 1902 o governo grego autorizou o restauro, com financiamento da Ordem de Queroneia. Foi organizada uma escavação científica, que descobriu nas proximidades quase todos os fragmentos faltantes e resíduos de uma pira funerária, onde os mortos devem ter sido cremados. Foi criado um novo pedestal e no mesmo ano o leão, restaurado, era instalado no topo. A estátua do leão tem 3,8 metros de altura, e o pedestal, 3 metros.Louis Compton. "'An Army of Lovers' - The Sacred Band of Thebes". In: History Today, 1994; 44 (11): 23–29 O leão foi talhado em mármore da Beócia, mas não era peça monolítica, sendo criado em várias partes, com um interior oco.Johnston, Harry et al (eds.). The Wonders of the World: An Illustrated Encyclopaedia, vol 1: Asia. Concept, 2005, p. 834 Geralmente se aceita que as ossadas encontradas na câmara junto ao monumento pertencem aos guerreiros que integravam o Batalhão Sagrado de Tebas.Rahe, Paul A. "The Annihilation of the Sacred Band at Chaeronea". In: American Journal of Archaeology,1981; 85 (1):84–87Pritchett, William Kendrick. "Observations on Chaironeia". In: American Journal of Archaeology,1958; 62 (3): 307–311Munn, Mark. "Thebes and Central Greece". In: Tritle, Lawrence A. (ed.) The Greek World in the Fourth Century: From the Fall of the Athenian Empire to the Successors of Alexander. Routledge, 2013, s/p. Uma cópia do monumento foi instalada na Praça Pitágoras em Samos."Pythagoras Square and the Lion". iSamos
Ver também
Queroneia Escultura da Grécia Antiga
Categoria:Estátuas Categoria:Monumentos da Grécia Categoria:Esculturas da Grécia Antiga Categoria:Esculturas de leões Categoria:Esculturas de mármore