O pássaro vanga-de-prévost (Euryceros prevostii; nomeado, em inglês, helmetbird ou helmet vanga; na tradução para o português, "pássaro-de-capacete" ou "vanga-de-capacete", devido à conformação do seu bico) é uma ave da família Vangidae. Foi classificada pelo ornitólogo francês René Primevère Lesson, em 1831, sendo a única espécie incluída no gênero monotípico Euryceros; endêmico das florestas tropicais pluviais da região norte e principalmente nordeste da ilha de Madagáscar, no sudeste da África; em habitat de floresta primária, geralmente abaixo de 800 metros de altitude. A sua denominação, no descritor específico, prevostii, é uma homenagem a Alphonse Prévost, artista e ornitólogo francês, morto em 1850.
Descrição Euryceros prevostii é o mais espetacular representante de sua família e difícil de se confundir com qualquer outra espécie de sua região; com 28 a 31 centímetros de comprimento, negro em visão frontal, porém com as penas que lhe cobrem o dorso e regiões centrais da cauda de coloração castanha; destacando-se um enorme bico, adunco, de aparência maciça e cor azul-clara brilhante, com sua extremidade negra. O juvenil apresenta uma mistura de marrom escuro e pálido, com seu bico marrom pálido. Macho e fêmea são iguais.
Nidificação e comportamento nupcial Os vangas-de-prévost são monogâmicos e sua época de reprodução vai de outubro a janeiro na região da península de Masoala. Ambos os sexos trabalham na construção do ninho, que lembra a parte superior de um cálice, com 15 centímetros de diâmetro, e é feito com fibras vegetais trançadas, musgos e galhos, sendo colocado em uma bifurcação numa árvore entre 2 a 4 metros de altura e onde são postos 2 ou 3 ovos branco-rosados. Houve registro, durante a cerimônia pré-cópula, do macho presentear a fêmea com alimentos.
Alimentação Dentre os Vangidae, Euryceros prevostii é um dos pássaros mais predatórios, alimentando-se de insetos ou outros invertebrados, como aranhas, caracóis e caranguejos, e até mesmo alimentando-se de vertebrados, como camaleões e outros tipos de lagartos ou anfíbios. Indivíduos podem retornar repetidamente para as extremidades dos ramos e executar intrincadas acrobacias, a fim de finalmente extrair, em manobras de caça, suas presas; até mesmo pendurados em ramos, de cabeça para baixo, descendo do estrato médio de vegetação, onde ocupam, ao solo, ou próximo ao nível do solo, para forragear.
Conservação De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), esta é uma espécie em perigo, avaliada como de importância em seu risco de extinção devido ao fato de possuir baixa tolerância a ambientes antrópicos, resultantes da exploração agrícola e extração comercial da madeira. Acredita-se que sua população esteja declinando, em consonância com o desmatamento e a degradação da floresta tropical de terras baixas, dentro do seu alcance de distribuição. Com os possíveis efeitos da mudança climática decorrente do aquecimento global, mostrou-se que o nicho ecológico desta espécie pode quase desaparecer em um período de 50 anos, entre 2000 a 2050.
Ligações externas Estampa de selo postal malgaxe com o pássaro vanga-de-prévost (Euryceros prevostii), ano de 1963.
Categoria:Passeriformes Categoria:Aves de Madagáscar Categoria:Aves descritas em 1831 Categoria:Espécies vulneráveis