Simbácio (; ; ) foi um nobre armênio (nacarar), o senhor de Astianena, do final do e começo do VII, durante o reinado do xainxá .

Nome

Simbácio () é a forma latina do armênio Sembate (, Smbat), que embora se saiba ter uma origem iraniana, não se conhece seu significado. Foi registrado em grego como Simbácio (, Symbátios) e em persa novo como Sunfade (, Sunfād) e Simbá / Simbade (, Sinbād). A tradição armênia preservada em Moisés de Corene atribuiu a origem do nome a Xambate (, Šambatʻ), um suposto hebreu ativo nos tempos do mítico .

Vida

thumb|esquerda|upright=1.05|Dinar de thumb|upright=1.05|esquerda|Soldo de Focas

A existência de Simbácio é atestada apenas na História de Taraunitis de João Mamicônio, obra considerada não fiável, e autores como Christian Settipani põe dúvida a sua existência. Na obra é descrito como príncipe de Astianena. Aparece no começo do reinado do imperador Focas , quando ajuda na luta contra invasão de Raanes e seus seis mil homens. Participou na ação conjunta liderada por Vaanes II e comandou homens. Causou grande massacre lá e se apressou em decapitar Raanes e colocar as tropas em fuga. Assediou-os até que pediram que parasse e prometeram pagar-lhes impostos. Após mais algumas discussões, disse: "Ou nos dê a cabeça de Raanes ou nos dê 30 mil daecãs". Pagaram 30 mil daecãs e quando preparavam-se para fugir foram massacrados.

Durante a invasão de Surena, Simbácio e chegaram com seis mil homens ao auxílio de (pai do último) e Varazes de Palúnia quando combatiam os persas próximo do Mosteiro do Glaque. Ao saber que seu pai estava bem, Vaanes atacou, abrindo caminho e avançando. Abriu uma das alas enquanto Simbácio limpou a outra, e assumindo a condução da guerra, começaram a matar os líderes do exército persa. Movendo, Vaanes cercou a outra ala, e tendo prendido as tropas iranianas no meio, as destruíram até a noite. Depois, quando Tigranes invadiu, Simbácio I confiou a ala esquerda de seu exército a Simbácio.

Simbácio também participou na luta contra as tropas invasoras de Varduri enviadas 18 anos depois. Num dos confrontos, uma brigada de fugitivos persas foi para junto dos clérigos que acompanhavam o exército armênio e imploraram por suas vidas. Quando a brigada de Simbácio chegou, perguntaram: "Onde estão os persas que vieram atrás dos fugitivos?" Mas os clérigos não os entregaram e então Simbácio perguntou: "O que aconteceu com os iranianos?" Os clérigos responderam: "Eis que estão com seus pais". Então a batalha cessou. Voltaram os fugitivos a Megueti, encontrando 480 deles. Lhes deram tesouros e cavalos e os liberavam para ir aos persas como porta-vozes para relatar as maravilhas que haviam encontrado dos clérigos dos armênios.

Bibliografia

Categoria:Armênios do século VI Categoria:Armênios do século VII Categoria:Armênios do Império Sassânida Categoria:Família Mamicônio