Bigeneridade ou gênero duplo, no contexto social e não genético, é uma identidade de gênero que inclui qualquer uma das várias identidades de gênero e comportamentos. Alguns indivíduos bigêneros expressam duas personalidades distintas, uma feminina e outra masculina; outros consideram que eles se identificam como possuindo dois gêneros simultaneamente. É reconhecido pela Associação Americana de Psicologia como um subconjunto do grupo transgênero.
Uma pesquisa realizada em 1999 pelo Departamento de Saúde Pública de São Francisco observou que, entre a comunidade transgênero, menos de 3% daquelas pessoas que foram designadas homens ao nascer e menos de 8% das que foram designadas mulheres no nascimento identificam-se como bigêneras.
Descrição Uma identidade de gênero bigênera tem sido descrita como variando ao longo do tempo entre dois extremos. Esses períodos podem ser desde a algumas horas a alguns anos e não há limite para o número de vezes que pode mudar. Um estudante da Universidade do Missouri, Kansas, descreveu essa alternância, dizendo
Identificar-se como bigênero é tipicamente entendido como o indivíduo que se identifica como masculino e também feminino e/ou se move entre as expressões de gênero masculina e feminina com pouco meio termo. Isso é diferente de a pessoa se identificar como gênero-fluido, que é quem alterna entre quaisquer identidades de gênero fixo e pode experimentar toda uma gama ou espectro de identidades ao longo do tempo.
Teorias Em 2012, os pesquisadores Vilayanur S. Ramachandran e Laura K. Case teorizaram que a alternância de estados de gênero em pessoas bigêneras não é apenas explicada pela natureza socialmente construída de gênero. Indivíduos relataram que as mudanças no gênero são tipicamente involuntárias e ocorrem quando o indivíduo prefere permanecer no outro gênero. No estudo, mais da metade das pessoas estudadas relataram ter experiências de membro fantasma ― como experimentar ereções fantasmas quando o próprio corpo não tinha um pênis. Aqueles que relataram sentir membros fantasmas as avaliou como moderado em força (uma média de 2,9 em uma escala de 5 pontos). O estudo também revelou um grande número de pessoas bigêneras como portadoras de transtorno bipolar (9 de 32). Além disso, a destreza de ambas as mãos (ambidestria) ocorreu a uma taxa maior em respondentes bigêneros.
Bandeiras Não há uma bandeira oficial para bigênero, mas há pelo menos quatro versões mais conhecidas, destacadas abaixo.
Ver também Papel social de gênero Masculinidade hegemônica Estereótipo de gênero Trigênero
Ligações externas Xatakaciencia.
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