Mânio Otacílio Crasso () foi um político da gente Otacília da República Romana eleito cônsul por duas vezes, em 263 e 246 a.C. com Mânio Valério Máximo Corvino Messala e Marco Fábio Licino respectivamente. Foi o primeiro membro de sua família a chegar ao consulado e provavelmente era irmão de Tito Otacílio Crasso, cônsul em 261 a.C..

Primeiro consulado (263 a.C.) thumb|direita|upright=1|Teatro de operações da Primeira Guerra Púnica entre 264 e 262 a.C..

1. Desembarque romano e avanço contra os siracusanos em Messana (264 a.C.). 2. Romanos derrotam um exército aliado siracusano e púnico e avançam até Siracusa. 3. Romanos protegem seu flanco tomando Hadranon e cercando Kentoripa. 3. Catânia se rende. 4. Romanos cercam, sem sucesso, Siracusa. Hierão pede a paz e se alia aos romanos (263 a.C.). 5. Romanos tomam Agrigento (262 a.C). 6. Enna e Halaisa se rendem a Roma.

Foi eleito cônsul pela primeira vez em 263 a.C. com Mânio Valério Máximo Corvino Messala, o segundo ano da Primeira Guerra Púnica.F. X. de Feller, Dizionario storico; ossia, Storia compendiata degli uomini memorabili per ingegno, dottrina, virtù, errori, delitti, dal principio del mondo fino ai nostri giorni vol. 1, G. Tasso, 1830, pp. 491 e 608 Os dois cônsules marcharam para a Sicília comandando duas legiões cada um. Aparentemente a campanha na Sicília foi comandada por Messala, apesar da coordenação entre os dois, e apenas ele recebeu um triunfo.Fastos Triunfais

Os romanos conquistaram muitas cidades sicilianas e firmaram um tratado de paz com Hierão II de Siracusa que limitava a soberania siracusana à região sudeste da Sicília.

Segundo consulado (246 a.C.) thumb|esquerda|upright=1|Teatro de operações da Primeira Guerra Púnica entre 248 e 241 a.C..

1. Amílcar Barca apóia Drépano, que esta sitiada, e saqueia a costa italiana. 2. Amílcar desembarca em monte Ercte. 3. Amílcar muda sua base de monte Ercte para Érice (Eryx). 4. Vitória naval romana nas ilhas Égadas e queda de Drépano. Cartago pede a paz (241 a.C.). Foi eleito novamente em 246 a.C., o décimo-nono ano da Primeira Guerra Púnica, desta vez com Marco Fábio Licino. Os dois continuaram as operações militares contra os cartagineses liderados por Amílcar. Apesar disto, não há relatos de batalhas importantes neste período, assim como já havia ocorrido no ano anterior e ocorreria novamente no ano seguinte.Políbio, Histórias I, 16Eutrópio, Breviarium ab Urbe condita, II, 10

Com os dois cônsules empenhados na campanha na Sicília, foi necessário nomear Tibério Coruncânio como ditador comitiorum habendorum causa para realizar as eleições consulares.

Ver também

Bibliografia Fontes primárias

Polibio, Histórias, I. 16,17; Diodoro Sículo, Eclog. XXIII.5; Lívio, Ab Urbe Condita Epit XVI; Plínio, o Velho, História Natural XXXV. 4. 7; Sêneca, Brev. Vit. 13; Macróbio, Sat. I. 6;

Fontes secundárias

G. De Sanctis - Storia dei Romani vol. 3 Parte II - Firenze, La Nuova Italia, 1969. G. Giannelli - Roma nell' età delle guerre puniche - Bologna, Ceppelli, 1938. E. Pais - Storia di Roma - Le guerre puniche - Torino, Unione tipografico-editrice torinese, 1935.

Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século III a.C. Categoria:Nascidos no século III a.C. Categoria:Mortos no século III a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Comandantes da Primeira Guerra Púnica Categoria:Romanos envolvidos nas Guerras Púnicas Categoria:Otacilii