A Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL) é uma instituição de ensino vinculada à Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC), referência na oferta de educação pública de qualidade no Estado do Rio de Janeiro.

Localizada no bairro do Barreto, em Niterói, a ETEHL funciona em regime de tempo integral, de segunda a sábado, nos turnos da manhã e da tarde, e também no turno da noite para os estudantes do ensino técnico subsequente.

A unidade oferece Ensino Fundamental II, Ensino Médio, cursos técnicos e ensino técnico subsequente, promovendo formação acadêmica e profissional integrada às demandas do mercado de trabalho.

Além da formação regular, a escola conta com o projeto +Esporte & Saúde e abriga uma unidade do FIC (Formação Inicial e Continuada), ampliando as oportunidades de aprendizado e desenvolvimento da comunidade escolar.

O campus também sedia o Centro de Educação Tecnológica Profissional (CETEP) do Rio de Janeiro, fortalecendo a articulação entre ensino, inovação e prática profissional.

A instituição recebeu o nome em homenagem ao industrial brasileiro Henrique Lage, personalidade de destaque na história econômica e industrial do país.

Estrutura e Instalações

A Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL), unidade de ensino médio e técnico da FAETEC, conta com dois complexos principais de salas de aula, conhecidos como Prédio Velho e Prédio Novo.

O Prédio Velho possui dois andares, além do térreo. No térreo estão localizados a orientação educacional, a supervisão, a secretaria escolar (com atendimento ao público externo às terças, quartas e quintas-feiras, das 10h às 17h; nos demais dias, o serviço é interno), a sala dos professores, a coordenação pedagógica e de turno, além de duas salas de informática.

No segundo andar encontram-se diversas salas de aula e os laboratórios de corrosão, química, física e AutoCAD. O último andar abriga o laboratório de TI/AutoCAD e uma sala multimídia, utilizada para aulas, palestras e eventos institucionais, como a SABIETEHL, a Semana da Mulher e a HISPANETEHL.

O Prédio Novo, interligado ao segundo andar do Prédio Velho, também possui dois andares. O primeiro é destinado ao laboratório de edificações e às salas de desenho técnico, equipadas com mesas especiais. O segundo andar abriga salas de aula comuns, uma sala de artes com materiais diversos, uma sala de protótipos e o espaço da equipe de robótica da escola.

O campus dispõe de duas cantinas privadas (uma para o ensino médio e outra para o ensino fundamental), três quadras descobertas — sendo uma de futsal, uma poliesportiva e uma de areia (utilizada para futvôlei e vôlei de praia) —, além de um campo de futebol de areia e um ginásio poliesportivo com arquibancada. O Centro Esportivo (CEFE) conta com salas destinadas às modalidades de judô, taekwondo, ginástica artística, vôlei, dança e alongamento.

Na área de laboratórios, destaca-se o laboratório de manutenção de máquinas navais, atualmente em processo de integração com os cursos de Construção Naval e Máquinas Navais, formando o maior complexo de aulas práticas da unidade. O prédio da direção abriga, no andar superior, os laboratórios de eletrotécnica e eletrônica, e, no térreo, a biblioteca escolar, equipada com computadores de uso livre para pesquisas e trabalhos. Há também o prédio do FIC, destinado a cursos de formação inicial e continuada (extracurriculares).

O campus conta ainda com uma sala do Grêmio Estudantil, uma papelaria interna (onde são oferecidos serviços de cópias, venda de insumos e uniformes oficiais) e uma mesa de futvôlei recentemente adquirida.

A ETEHL oferece refeições diárias aos alunos, incluindo café da manhã servido às 7h, além de lanches e almoço.

Os horários de funcionamento do refeitório são:

Lanches: segunda a sábado – manhã (8h40 às 9h) e tarde (14h40 às 15h) Almoço: segunda a sexta – das 11h30 às 13h30

Entre os principais eventos acadêmicos promovidos pela escola está a FECETEHL (Feira Científica e Técnica da ETEHL), na qual estudantes apresentam projetos desenvolvidos ao longo do curso para o público, empregadores e a imprensa.

História da Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL)

De acordo com o portal da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE), a Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL) teve origem em 16 de junho de 1923, no bairro do Barreto, em Niterói (RJ), sendo inicialmente denominada Escola Profissional Washington Luiz e criada pela Sociedade Escola Técnica Fluminense (ABENGE, 2012).

Segundo o site Wikimapia (2023), “em janeiro de 1926, a escola foi incorporada à rede estadual de ensino” e, posteriormente, “em 1931, uniu-se à Escola Profissional Visconde de Moraes, passando a se chamar Escola do Trabalho do Rio de Janeiro.” Essa fusão marcou o início de sua consolidação como uma das principais instituições de ensino profissional do estado.

Na década de 1940, conforme registro do Wikimapia (2023), a instituição passou a homenagear o industrial Henrique Lage, recebendo oficialmente o nome de Escola Profissional Henrique Lage. Em 1988, segundo Cruz (2022, p. 45), “a escola adotou definitivamente o nome Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL)”, acompanhando as transformações na estrutura administrativa da rede estadual de ensino técnico.

Com a reestruturação do ensino profissional na década de 1990, a ETEHL foi incorporada à Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC), tornando-se uma de suas unidades mais antigas e representativas (CRUZ, 2022).

De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Dia (2023), “a Escola Técnica Estadual Henrique Lage comemorou 100 anos de existência, sendo reconhecida como uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Estado do Rio de Janeiro.”

Além de sua relevância educacional, a ETEHL possui papel histórico no desenvolvimento da formação industrial e naval. Segundo a Associação Brasileira de Corrosão (ABRACO, 2010), “a escola tornou-se referência nacional na capacitação de profissionais voltados aos setores navais e de manutenção industrial.”

Pesquisas recentes, como as de Pereira (2020) e Cruz (2022), destacam que o acervo histórico da instituição — composto por documentos administrativos, registros de alunos, fotografias e materiais didáticos — tem sido fonte de estudos sobre a história da educação profissional no estado do Rio de Janeiro.

Cursos oferecidos

A ETEHL oferece diversos cursos técnicos de nível médio, voltados para a formação profissional em áreas industriais e navais. Segundo relatório institucional, “a escola … ministra cursos técnicos de nível médio a mais de 80 anos na cidade de Niterói” e atualmente “oferece cinco cursos técnicos nas modalidades concomitante e seqüencial: Edificações, Eletrônica, Eletrotécnica, Construção Naval e Máquinas Navais”.

Técnico em Edificações

O curso de Edificações é voltado para a construção civil e abrange leitura e interpretação de projetos, execução de obras, levantamentos, acabamentos e manutenção predial. Segundo o portal JusBrasil, “a instituição oferece cursos técnicos de nível médio nas áreas de Edificações, Eletrônica, Eletrotécnica, Construção Naval e Máquinas Navais” (JUSBRASIL, 2025, s/p).

Embora não haja registros públicos de invenções patenteadas diretamente ligadas a esse curso, seus estudantes participam de feiras técnicas e de projetos de prototipagem apresentados na FECETEHL.

Técnico em Eletrônica

O curso de Eletrônica aborda o estudo de circuitos, microcontroladores, instrumentação, automação e manutenção de sistemas industriais. Segundo a própria FAETEC (2023), “os alunos da ETE Henrique Lage brilharam na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace) com o projeto Medidor de consumo elétrico para controle de gastos via Wi-Fi”.

Esse projeto foi desenvolvido pelos alunos Pedro Miguel Cardoso e Catharina Borges, sob orientação do professor Altair Martins dos Santos, e ficou entre os três primeiros colocados no evento (FAETEC, 2023, s/p).

Outro destaque do curso foi o projeto Caixa inteligente para separar e armazenar resistores, criado pelos estudantes João Lucas Alves Mesquita e Miguel Siqueira Paz Teixeira, selecionado para a MOSTRATEC 2024, demonstrando o foco da escola em inovação tecnológica (FAETEC, 2024).

Técnico em Eletrotécnica

O curso de Eletrotécnica forma profissionais para atuar na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, além de automação e manutenção de sistemas elétricos.

De acordo com a Wikipédia, “alunos da Escola Técnica Estadual Henrique Lage desenvolveram a Chave Virtual, um dispositivo eletrônico que permite acionar portas e veículos sem contato físico” (WIKIPÉDIA, 2023, s/p).

Esse invento, idealizado por estudantes da instituição, recebeu destaque pela aplicação prática de conceitos de eletrotécnica e eletrônica em soluções para segurança.

Técnico em Construção Naval

O curso de Construção Naval é dedicado à concepção e manutenção de embarcações e plataformas marítimas. Segundo a ABRACO (2010), “a retomada dos investimentos na indústria naval fluminense aumentou a demanda por profissionais técnicos, justificando a reintrodução do curso de Estruturas Navais (Construção Naval) na ETEHL”.

Embora não haja registros de inventos específicos, os alunos participam de projetos integradores de construção naval, como competições de barcos movidos a energia solar.

Técnico em Máquinas Navais

O curso de Máquinas Navais forma técnicos capazes de operar e manter sistemas de propulsão, máquinas auxiliares e plantas a bordo.

Em reportagem publicada por O Globo (2018), “alunos da ETE Henrique Lage e da UFF participaram do Desafio Solar Brasil com barcos movidos a energia solar, projetados e construídos pelos próprios estudantes”.

Esse projeto interdisciplinar evidencia o papel da escola na integração entre inovação tecnológica e sustentabilidade (O GLOBO, 2018, s/p).

Relações Públicas Protestos contra Luís Fernando Pezão (2013 - 2015) miniatura|250px|esquerda|Estudantes da ETEHL protestando durante passeata no ano de 2013 No ano de 2015, a Escola Técnica Estadual Henrique Lage tem organizado, realizado e chamado a atenção da cidade diversas vezes por causa de protestos e passeatas em vias públicas contra o governo e o governador Luiz Fernando Pezão por causa das diversas faltas de verbas e de matérias na unidade não disponibilizado pelo governo. As principais revindicações foram principalmente para a higienização da unidade, falta de material escolar que a escola deveria fornecer e por causa de seu estado precário.Alunos da Escola Técnica Henrique Lage fazem manifestação no Barreto soumaisniteroi. (Junho, 2013).

Também em abril do mesmo ano, uma reunião de mais de 300 estudantes da unidade com o apoio de alunos do Colégio Pedro II, localizado próximo ao campus do ETEHL, formaram um protesto enorme que foi desde Niterói até a sede da Faetec no bairro de Quintino Bocaiuva para expor os problemas ao presidente da rede escolar.Alunos da Faetec fazem passeata

Em 2013 também houve um protesto por causa de infraestrutura precária no dia 26 de junho, um dia depois da presidente Dilma Rousseff ter anunciado cinco novos pactos nacionais em diversas áreas, entre elas a educação.

Protestos e Greve de 2016 250px|miniatura|direita|Protesto pelo movimento #NãoTáNormalFaetec e 2016 No dia 2 de março de 2016 foi começada uma greve estadual que englobou todas as escolas de ensino estaduais do estado do Rio de Janeiro, onde o grêmio do Henrique Lage também se mobilizou. A motivação principal foi com a falta de verba do governo brasileiro e também com as más condições de habitação das escolas.