A tabela abaixo lista as pessoas envolvidas na Operação Lava Jato da Polícia Federal do Brasil, incluindo condenados e absolvidos; réus a serem julgados; denunciados e indiciados a serem acatados ou não como réu; aqueles não acatados e arquivados ou rejeitados; e investigados com inquérito ainda não concluído. A lista inclui tanto políticos quanto parentes de políticos e operadores do esquema (doleiros, funcionários ou diretores das empresas envolvidas e servidores públicos).

Para uma lista apenas das pessoas condenadas, veja a lista de pessoas condenadas na Operação Lava Jato.

Para uma lista somente dos políticos indiciados ou citados, sem contar operadores do esquema ou parentes, confira a tabela Lista de políticos envolvidos na Operação Lava Jato (nesta página) e o ranking de partidos políticos com maior número de políticos indiciados na Lava Jato.

Histórico Desde o início da operação, em março de 2014, investigaram-se os doleiros Alberto Youssef, Carlos Habib Chater, Nelma Kodama e Raul Henrique Srour, presos. Com a prisão do doleiro Youssef, ainda em 2014, descobriu-se um vínculo com Paulo Roberto Costa, que passou a ser investigado, e foi preso. Paulo Roberto Costa e Youssef, em suas delações premiadas, citaram uma série de envolvidos, que passaram a ser investigados. Estiveram entre os envolvidos funcionários da Petrobras como Nestor Cerveró, Jorge Zelada (último ex-diretor a ser preso), Eduardo Musa, Pedro Barusco e Renato Duque, empreiteiros, como Gerson Almada, Marcelo Odebrecht, Otávio Azevedo e Ricardo Pessoa, além de políticos diversos que passaram a ser investigados, como André Vargas, cassado, pela sua ligação com Youssef, Luiz Argolo e Pedro Corrêa, e operadores como Adir Assad. e Fernando Soares, todos presos em determinados momentos da operação.

Em 2015, a partir da delação premiada de Pedro Barusco, investigaram-se João Vaccari Neto, Renato Duque e Zwi Skornicki, e a partir da delação de Eduardo Musa, investigou-se o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, posteriormente afastado, cassado e preso. Em seguida investigaram-se Flávio David Barra e Othon Luiz Pinheiro da Silva, presos, em uma fase posteriormente desmembrada, e encaminhada a outro juízo, no Rio de Janeiro. Em agosto de 2015, com a delação de Ricardo Pessoa, José Dirceu, Alexandre Romano, José Adolfo Pascowitch e Milton Pascowitch passaram a ser investigados, e alvos de operações, batizadas de Pixuleco e Pixuleco II. A partir destas operações foram investigados e alvos de operações José Antunes Sobrinho e Roberto Gonçalves. Em novembro de 2015, Delcídio do Amaral, que era investigado, foi preso em flagrante, por obstrução de justiça, ao ser flagrado em áudio, tramando a fuga de Nestor Cerveró com objetivo de evitar uma delação premiada do ex-diretor da Petrobras, em uma operação autorizada pelo relator Teori Zavascki, que autorizou a prisão de André Esteves, na mesma operação.

Em 2016, investigaram-se Marcos Valério (preso no mensalão) e José Carlos Bumlai, preso. No mesmo ano, investigaram-se João Santana e sua esposa, em uma operação batizada de Acarajé, presos, e posteriormente delataram. Em seguida, investigaram-se Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de condução coercitiva e condenado em julho de 2017; Silvio Pereira, Delúbio Soares e Gim Argello, presos. Em maio de 2016, investigou-se João Cláudio Genu e em agosto Ildefonso Colares Filho. Em meados do ano, com as delações de João Santana e esposa, investigou-se Eike Batista. Ιnvestigaram-se e prenderam-se em setembro de 2016 Antonio Palocci, a partir da delação de Delcídio, e Guido Mantega, sendo Mantega solto no mesmo dia. Ao fim do ano, investigou-se Sérgio Cabral, alvo da Operação Calicute, posteriormente desmembrada pelo STF, resultando numa série de desdobramentos que investigou a esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, prendeu Eike Batista, doleiros, e conselheiros do TCE-RJ.

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