Shazam, como era conhecido também como Capitão, anteriormente como Capitão Marvel, é um personagem fictício e super-herói das histórias em quadrinhos pertencente à editora DC Comics, onde seu alter-ego é uma criança, Billy Batson, que se transformava num herói gritando “Shazam!”. Criado originalmente pela extinta Fawcett Comics e adquirido pela DC Comics, 27 anos após sua existência, a editora Marvel Comics registra personagem homônimo, assim, após 71 anos deixa seu nome de origem, Capitão Marvel, assumindo o nome do mago na fase Os Novos 52, algo que continuou na fase Renascimento e persiste até hoje. Entre suas capacidades estão superforça, velocidade, resistência, voo e poderes mágicos.
Criado em 1939 pelo roteirista Bill Parker e pelo desenhista C. C. Beck, o personagem apareceu pela primeira vez na revista em quadrinhos Whiz Comics #2, lançado em fevereiro de 1940, durante a era de ouro dos quadrinhos. Com uma história que envolve uma fantasia adolescente, Billy Batson, um jovem que trabalha como repórter de rádio e foi escolhido, devido a sua bondade interior, para receber os poderes do Mago Shazam, a fim de preservar a justiça e a paz no Universo. Sempre que Billy fala o nome "Shazam", ele é instantaneamente atingido por um raio mágico que transforma-o em um super-herói adulto com poderes sobre-humanos (e vice-versa, uma vez que o personagem pode voltar a forma infantil da mesma forma). Os poderes do Capitão Marvel são oriundos de seis personagens que lhe concedem tais características — sendo eles, Salomão (sabedoria), Hércules (vasta força física), Atlas (resistência, invulnerabilidade), Zeus (poderes mágicos), Aquiles (coragem) e Mércurio (velocidade, capacidade de voo). Shazam é designado, pelos próprios deuses que lhes concedem os poderes, como o Campeão da Humanidade.
Billy Batson enquanto Shazam (ou Capitão Marvel), possui homônimos que são os Tenentes Marvel (formado por: Marvel Cowboy, Marvel Gordo e Marvel Matuto), liderados pelo Capitão Marvel junto com Capitão Marvel Jr. (Freddy Freeman), sua irmã gêmea Mary Marvel (Mary Bromfield), Tio Marvel (Dudley H. Dudley), formam a original Família Marvel. Após os eventos de Flashpoint, nos Novos 52, foram mantidos Billy Batson (Shazam), Freddy Freeman (Shazam Jr.) e Mary Bromfield (Lady Shazam), cada um possui um poder, coragem de Arquiles, poder de Zeus e resistência de Atlas, respectivamente, sendo adicionados Eugene Choi (sabedoria de Salomão), Pedro Peña (força Hércules) e a Darla Dudley (velocidade de Mercúrio), a fusão dos seis irmãos forma o Capitão Trovão. O sétimo campeão é o pai biológico de Billy, C.C. Batson (Papa Shazam), e os setes campeões formam a Família Shazam.
Fawcett deixou de publicar os quadrinhos relacionados ao Capitão Marvel em 1953, em parte por causa de um processo por infração de direitos autorais da DC Comics, alegando que o Capitão Marvel era uma cópia do Super-Homem. Em 1972, DC licenciou os personagens da Família Marvel de Fawcett, e ele voltou a ser publicado. Em 1991, a DC adquiriu todos os direitos sobre os personagens.Thomas, Roy; Jerry Ordway (julho de 2001). "Not Your Father's Captain Marvel! An Artist-by-Artist Account of a Doomed Quest for a 1980s Shazam! Series". Alter Ego. Two Morrows Publishing. 3 (9): 9–17. A DC desde então integrou o Capitão Marvel e a Família Marvel em seu Universo DC e tentou reviver a propriedade várias vezes, com sucesso misto. Devido a conflitos de marca registrada sobre outro personagem chamado "Capitão Marvel", propriedade da Marvel Comics, DC marcou e comercializou o personagem usando a marca registrada Shazam! desde sua reintrodução em 1972. Isso, por sua vez, levou muitos a assumir que "Shazam" era o nome do personagem, mais tarde renomeou oficialmente o personagem como Shazam quando relançou suas propriedades de quadrinhos em 2011.Shazam! Os 75 anos do Capitão Marvel
Histórico de publicação
Fawcett Comics
Capas das edições ashcan de Flash Comics #1 e Thrill Comics #1, publicado pela Fawcett Comics em novembro de 1939. Arte de C. C. Beck.Com a eminência do sucesso rapidamente alcançado pelo personagem (chegando a ofuscar o Homem de Aço), a National iniciou um processo judicial contra a Fawcett Publications, por sua subsidiária Fawcett Comics, argumentando que o Capitão Marvel representava "um plágio descarado" de seu principal personagem, Superman.
O personagem Capitão Marvel estreou em segundo número da revista Whiz Comics, publicada pela Fawcett Comics em fevereiro de 1940 e foi criado em 1939 pelo roteirista Bill Parker e pelo desenhista C. C. Beck, o nome do herói seria inicialmente "Capitão Trovão" (Captain Thunder, em inglês), mas foi modificado para Marvel (que em inglês quer dizer algo como maravilhoso, incrível), pouco antes do lançamento da revista, pois já havia um personagem com esse nome na editora Fiction House, assim como os títulos propostos para a revista de estreia, Flash Comics, pertencente a DC e Thrills Comics, que remetia a uma revista da Standard Comics, a revista foi renomeada com o título Whiz Comics, embora os dois títulos propostos tenham sido impressos como “Edições Ashcan” (usadas pelas editoras para registrar as revistas) Consequentemente, a revista foi rebatizada como Whiz Comics, e o desenhista da Fawcett, Pete Costanza, sugeriu mudar o nome do Captain Thunder para "Captain Marvellous", que os editores abreviaram para "Captain Marvel". Os balões da fala na história foram reescritos para rotular o herói da história principal como "Capitain Marvel".
Capitão Marvel usava uma roupa totalmente vermelha, com uma capa amarela curta e um relâmpago dourado desenhado no peito do uniforme, tendo sua imagem física moldada a semelhança do ator cinematográfico Fred MacMurray.
A batalha judicial prolongou-se por doze anos, encerrando-se em 1953 com um acordo proposto pela Fawcett, que havia decidido, devido às baixas vendas de sua revista, abandonar a publicação de histórias em quadrinhos e dedicar-se a outros ramos editoriais. Devido a esse acordo, o Capitão Marvel mergulhou no esquecimento durante o restante dos anos 1950 e todos os anos 1960 no mercado norte-americano, retornando a ser veiculado somente durante a década de 1970. No Brasil, no entanto, ele foi republicado normalmente durante os anos 1960, pela RGE, do Rio de Janeiro. E, no Reino Unido, teve até um substituto, o Marvelman, atualmente conhecido como Miracleman.
Marvelman / Miracleman
miniaturadaimagem|Os quadrinhos foram uma importante fonte de propaganda durante a Segunda Guerra para os Estados Unidos. Na década de 1950, uma pequena editora britânica, L. Miller and Son, publicou uma série de reproduções em preto-e-branco de quadrinhos americanos, incluindo a série Capitão Marvel. Com o resultado da ação judicial Nacional v. Fawcett, A editora teve seu fornecimento de quadrinhos do Capitão Marvel abruptamente interrompido. Eles pediram a ajuda de um escritor de quadrinhos britânico, Mick Anglo, que criou uma versão mal-disfarçada do super-herói chamado Marvelman. Capitão Marvel Jr., foi adaptado para criar Young Marvelman, enquanto Mary Marvel gerou uma versão masculina, o Kid Marvelman. A palavra mágica "Shazam!" foi substituída por "Kimota" ("Atomik" soletrado ao contrário). Os novos personagens assumiu a numeração da série original do Capitão Marvel no Reino Unido com número da edição # 25.
Marvelman foi cancelado em 1963, mas foi revivido em 1982 pelo escritor Alan Moore nas páginas da Warrior Magazine. Começando em 1985, as aventuras em preto-e-branco de Moore foram reimpressas em cores pela Eclipse Comics sob o novo título Miracleman (já que a Marvel Comics opôs-se à utilização da palavra"Marvel" no título), a publicação continuou nos Estados Unidos depois da Warrior. Dentro do enredo meta-textual da série de quadrinhos em si, notou-se que a criação de Marvelman foi baseada nos quadrinhos no Capitão Marvel, tanto por Alan Moore, quanto pelo escritor Neil Gaiman. Em 2009, a Marvel Comics obteve os direitos das histórias originais personagens e histórias de Marvelman e em 2013 de suas versões posteriores.
Em 1966, a M.F Enterprises produziu seu próprio Capitão Marvel: um super-herói androide de outro planeta cuja principal característica era a capacidade de dividir seu corpo em várias partes, cada uma das quais poderia se mover por conta própria. Ele desencadeou a separação por gritando "Split!" (dividir) e podia se remontar gritando "Xam!" Ele tinha a identidade de um jovem humano chamado Billy Baxton. Esta versão do Capitão Marvel foi creditado nos quadrinhos como sendo "baseado em um personagem criado por Carl Burgos". Burgos é conhecido pela criação de outro androide, o Tocha Humana Original, criado para a Timely Comics, nome usado pela Marvel na Era de Ouro das histórias em quadrinhos.
Shazam! Em 1973, a DC Comics, a editora responsável pelo processo judicial, adquiriu a licença da personagem e retomou sua publicação nos Estados Unidos.
No entanto, a nova revista teve de se chamar Shazam, porque a agora Marvel Comics era a detentora da marca Captain Marvel (Ela lançou o seu Capitão Marvel em 1967). O Suspendium foi a explicação que a DC Comics encontrou para explicar porque o elenco de Capitão Marvel não havia envelhecido desde que parou de ser publicado pela Fawcett Comics em 1953. Tal substância inventada pelo vilão Dr. Silvana pôs em animação suspensa toda a Família Marvel, bem como o resto do elenco e o próprio Silvana, por 20 anos. A DC pagou a Fawcett e depois de 1977, sua sucessora, a CBS Publishing uma taxa de licenciamento por edição, por página para cada um dos personagens Fawcett que apareceram, seja na revista Shazam! ou crossovers em outras séries de quadrinhos.Thomas, Roy; Jerry Ordway (julho de 2001). "Not Your Father's Captain Marvel! An Artist-by-Artist Account of a Doomed Quest for a 1980s Shazam! Series". Alter Ego. Two Morrows Publishing. 3 (9): 9–17.
Quando retornou, o personagem era ainda desenhado por seu maior ilustrador, C. C. Beck, que se manteve, à frente do título durante apenas nove números sendo logo substituído. Originalmente, admitia-se que Capitão marvel e todos os personagens relacionados viviam na Terra S, uma dimensão a parte da Terra Paralela principal da DC, a Terra 1, onde estava a Liga da Justiça. A revista Shazam! foi bimestral (nos EUA), durou 35 números, de 1973 a 1978. Passou por várias fases; a partir do número 25, a série de TV de Shazam começou a influenciar o título, quando começou a ser impresso "A DC TV Comic" (um quadrinho DC da TV) nas capas de Shazam!. No número 25, Ísis, que surgiu como um seriado gêmeo a Shazam fez sua primeira aparição num quadrinho, e logo ganhou sua própria série, que durou 8 números. No número 26, tentou-se adaptar-se para comportar a realidade apresentada em sua popular série de TV, onde o Mago Shazam deu a Billy Batson o Eterni-phone, aparelho que permitia comunicar-se com os Elders, as figuras mitológicas que compunham o nome de Shazam. O Sr. Morris, da rádio WHIZ, deu a Billy um novo emprego, onde ele poderia ser um repórter móvel, guiando um furgão da rádio por todo o país. Além disso, Dudley, o Tio Marvel, deixou seu uniforme de lado e cultivou um bigode. Ele ofereceu-se para acompanhar Billy como seu "Mentor". O Mago Shazam permaneceria na Pedra da Eternidade, e Capitão Marvel Jr. e Mary Marvel ficariam em Fawcett City para defender a cidade. A partir do número 34, a arte de Shazam se libertou do traço inspirado por C.C. Beck e adotou um visual mais realista, que estava em voga nos quadrinhos da época. Infelizmente a série foi cancelada no número seguinte, 35.
Captain Thunder Em Superman #276, de junho de 1974, o Superman enfrentava um personagem chamado Captain Thunder (Capitão Trovão), óbvia cópia do Capitão Marvel (A DC já havia adquirido a licença do personagem, mas não o utilizou).Michael Eury. The Krypton Companion TwoMorrows Publishing, 2006. 146 p. ISBN 9781893905610
Captain Thunder (1982)