Marco Antônio Colonna (; 1523 - 1597) foi um bispo e cardeal italiano da Igreja Católica.

História Marco Antônio nasceu em Roma, em 1523, membro da família Colonna. Era o segundo dos seis filhos dos nobres romanos Camilo e Vitória Colonna. Era sobrinho-neto do cardeal Pompeu Colonna. Seu primeiro nome também está listado como Marcantonio.

Estudou filosofia e teologia cristã com Felice Peretti, futuro papa Sisto V. Não se sabe quando recebeu as ordens. Abade comendatário de Subiaco, cargo do qual seu tio Francesco renunciou em seu favor, e que ele assumiu apenas dez anos depois; renunciou ao cargo em 1580 em favor de seu sobrinho Camillo.

Em 9 de julho de 1560, foi nomeado arcebispo de Taranto. Não se sabe quando foi consagrado. Colonna visitava ocasionalmente sua arquidiocese. Ele participou do Concílio de Trento entre 1562 e 1563.

O papa Pio IV criou-o cardeal-presbítero no consistório de 12 de março de 1565. Ele recebeu seu galero e a igreja titular de Santi Apostoli em 15 de maio de 1565. Participou do conclave de 1565-1566 que elegeu o papa Pio V. Em 1566, o Papa Pio V o nomeou membro de uma comissão para emendar o Decreto de Graciano. Em 13 de outubro de 1568, Cardeal Colonna foi transferido para a arquidiocese de Salerno; recebeu o pálio em 11 de janeiro de 1570; inicialmente, governou a arquidiocese por meio de vigários gerais. Em 1569, foi nomeado membro da comissão para preparar, segundo a decisão do Concílio de Trento, uma edição oficial da Vulgata. Membro da comissão de seis cardeais estabelecida por Pio V em 5 de março de 1571 para examinar e refutar a Confessio Augustana de Filipe Melanchthon e os ataques dos Centuriatori di Magdeburgo; o trabalho da comissão e da edição da Bíblia não prosseguiram e a morte do pontífice ocorreu sem que se chegasse a qualquer resultado.

O cardeal participou de novo conclave, que elegeu o papa Gregório XIII. No início de 1573, foi para Salerno. Construiu um seminário ao lado da catedral e visitou pessoalmente algumas igrejas no início de abril. Doou alguns objetos de prata à catedral e, em 26 de abril, inaugurou um sínodo provincial. Em 22 de maio de 1573, publicou Ordini da observarsi inviolabilmente , exortando a fazer um inventário de cada instituição eclesiástica e a preservá-las para estabelecer um arquivo; prestar as mesmas honras eclesiásticas a pessoas de todas as condições; e observar as constituições sinodais anteriores. As dificuldades e os conflitos com Ferrante Madrigali, capitão de Montecorvino (a quem excomungou), com o rei Filipe II de Espanha, com o cardeal Antoine Perrenot de Granvelle, vice-rei de Nápoles, e com a Cúria Romana, fizeram Cardeal Marco Antônio renunciar ao governo da sé de Salerno antes de 25 de junho de 1574, em favor de seu parente Marco Antônio Marsilio Colonna.

No Jubileu de 1575, abriu a porta santa da Arquibasílica de São João de Latrão. Entre 9 de janeiro de 1579 e 8 de janeiro de 1580 foi camerlengo do Colégio de Cardeais. Em 5 de dezembro do mesmo ano, optou pela igreja titular de San Pietro in Vincoli. Em 25 de outubro do ano seguinte, foi nomeado legado papal nas Marcas.

Participou do conclave de 1585, que elegeu o papa Sisto V. Em 13 de outubro de 1586, quando tornou-se cardeal protopresbítero, mudou novamente de igreja titular, escolhendo desta vez San Lorenzo in Lucina. A 8 de fevereiro de 1587, no pontificado de Sisto V, foi nomeado prefeito da Sagrada Congregação do Índice. Em 11 de maio de 1587, foi promovido à ordem de cardeal-bispo e assumiu a sé suburbicária de Palestrina e, dois dias depois, foi nomeado legado papal na Província de Campanha e Marítima.

Marco Antônio participou novamente de um conclave em setembro de 1590, que elegeu o papa Urbano VII, e, logo em seguida, de um segundo conclave em 1590, que elegeu o papa Gregório XIV. No início de 1591, foi nomeado presidente de uma comissão para revisar a Bíblia Sistina e, no mesmo ano, participou de um novo conclave, que elegeu o papa Inocêncio XI. Foi o bibliotecário da Biblioteca Vaticana, de 14 de fevereiro de 1591 até sua morte. Finalmente, participou do conclave de 1592, que elegeu o papa Clemente VIII.

Marco Antônio morreu em Zagarolo em 13 de março de 1597 e foi enterrado numa igreja franciscana na cidade.

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