200px|direita|thumb|Cruz feita com madeira de barcos de imigração quebrados na ilha italiana de Lampedusa. Em abril de 2015, pelo menos cinco barcos que transportavam centenas de imigrantes para a Europa afundaram no Mar Mediterrâneo, com um número de mortes combinada estimado em mais de 1.100 pessoas. O primeiro naufrágio ocorreu no dia 13 de abril, com naufrágios adicionais em 16, 19 e 20 de abril. Os naufrágios aconteceram num contexto de conflitos em curso em vários países do Norte da África e do Oriente Médio, bem como de recusa de vários governos da União Europeia (UE) em financiar a Operação Mare Nostrum, que foi substituída pela Operação Tritão da Frontex em novembro de 2014. Muitas embarcações de imigrantes têm viajado da Líbia para o ilha italiana de Lampedusa ou para o porto de Augusta, na Sicília, embora o incidente de 20 de abril tenha ocorrido na costa da ilha grega de Rodes, no Mediterrâneo Oriental. Outros naufrágios têm acontecido nos últimos meses e anos, mas os de abril tornaram-se notáveis pela quantidade de imigrantes afogados no mar Mediterrâneo.
Reações A Organização Internacional para as Migrações disse que as mortes no mar aumentaram nove vezes após o fim da Operação Mare Nostrum. A Anistia Internacional condenou os governos europeus pelo "descaso com a crise humanitária na região do Mediterrâneo" e que a União Europeia está "virando as costas às suas responsabilidades e claramente ameaçando milhares de vidas". A Anistia Internacional e a Human Rights Watch também criticaram o baixo financiamento das operações de busca e salvamento.
O Papa Francisco expressou sua preocupação com a perda de vidas e pediu aos líderes da UE para "agir de forma decisiva e rapidamente para impedir que essas tragédias se repitam."
Ver também Crise migratória na Europa Guerra Civil Síria Guerra Civil Líbia (2014-presente) Conflito na Líbia (2011–2014) Estado Islâmico do Iraque e do Levante Afro-europeus Refugiado climático
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