As Forças Armadas Equatorianas são a principal força de combate e defesa da República do Equador. Ela esta completamente sob controle civil, tendo como seu comandante-em-chefe o presidente da república. Conflitos com países vizinhos durante a Guerra Fria (como o Peru) moldaram a forma deste exército. Nos dias atuais, eles participam de missões da ONU e combate ao narcotráfico."Ecuadorian armed forces". Página acessada em 18 de dezembro de 2014.

História A história das Forças Armadas Equatorianas pode ser traçada para 1531, com a guerra civil no Império Inca, na vitória das tropas de Atahualpa contra as tropas de Huascar, em Riobamba. Porém, Atahualpa foi derrotado um ano depois, por conquistadores espanhóis na Batalha de Cajamarca. Trezentos anos depois, o Equador lutou contra a Espanha por sua independência, que culminou na Batalha de Pichincha, em 24 de Maio de 1822. Após essa vitória, os equatorianos se uniram as forças da Grã-Colômbia, na qual lutaram contra os espanhóis para a liberação do Peru, entre 1822 e 1825, e entre 1828 e 1829, os equatorianos se encontravam em meio a um conflito entre a Grã-Colômbia e o Peru, ao longo da fronteira. Após uma longa campanha, sob o comando do Marechal Sucre e o General Juan José Flores, acabaram vitoriosos.

O tratado de 1829 fixou a fronteira entre o Equador e o Vice-Reino do Peru. Em 1859, a nação chegou ao ponto de anarquia, levando a guerra civil e ao primeiro confronto entre Equador e Peru, resultando em perdas territoriais para o Equador. O conflito voltaria a acontecer em 1941, com mais perdas territoriais após invasão do Peru. Escaramuças na fronteira com o Peru continuaram até 1981, quando a Guerra do Paquisha, terminando com a vitória peruana e tomada do território disputado. Em 1995, os equatorianos entraram em combate com os peruanos pela ultima vez, na Guerra do Cenepa, que culminou em um cessar fogo e no Tratado do Rio de Janeiro, que traçou a fronteira entre Equador e Peru. Uma crise diplomática aconteceu em 2008 e obrigou a administração e as forças armadas a adquirir novos equipamentos e criar uma nova doutrina de defesa nacional. Em 2009, foi lançado o plano PATRIA I, que consistia na modernização do material e melhoras no planejamento e operações no território equatoriano. O plano PATRIA I foi concluído em 2011.

Funções Conforme a Constituição Equatoriana, em seu Artigo 147 §16, o presidente do Equador é o comandante em chefe das Forças Armadas, podendo designar os integrantes do alto comando. Sua direção corresponde ao Ministério da Defesa Equatoriano e o comando operacional corresponde ao Chefe do Estado Maior do Comando Conjunto das Forças Armadas.

Segundo a Constituição Equatoriana de 2008:

Art.158. - As Forças Armadas e a Polícia Nacional são instituições de proteção dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

As Forças Armadas tem como missão fundamental, a defesa da soberania e integridade territorial; A proteção interna e manutenção da ordem pública são funções privativas do estado e responsabilidade da Polícia Nacional; As servidoras e servidores das Forças Armadas e Polícia Nacional se formaram pelos fundamentos da democracia e dos direitos humanos, e respeitarão a dignidade e os direitos das pessoas, sem discriminação alguma e com apego irrestrito ao ordenamento jurídico.

O estado democrático de direito equatoriano estabelece que:

Constituição da República do Equador Art.147. - São atribuições e deveres do Presidente da República, além dos que determinam a lei 16.- Exercer a máxima autoridade das Forças Armadas e da Polícia Nacional, além de designar os integrantes do alto comando militar e policial. Lei de Defesa Art.3 - O presidente é a máxima autoridade das Forças Armadas e exerce todas as funções em conformidade com o disposto na Constituição Política da República e mais leis pertinentes. Suas funções constitucionais, nos aspectos politico-administrativos, as implementará através do Ministério da Defesa Nacional, e nos aspectos militar-estratégicos, com o Comando Conjunto, sem prejuízo de que exerçam diretamente.

Estrutura de Comando

Comandante-em-Chefe das Forças Armadas (Comandante en Jefe de las Fuerzas Armadas): o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas é o Presidente da República. Ele exerce a liderança política da segurança e defesa nacional, e conta com o auxílio do Conselho de Defesa Nacional. Conselho de Segurança Nacional (Consejo de Seguridad Nacional): o CSN é o organismo responsável pela defesa nacional, com a atribuição de estabelecer o conceito de segurança nacional, servindo como uma ferramenta essencial para o planejamento e os processos de tomada de decisão. Ministério da Defesa Nacional (Ministerio de la Defensa Nacional): é o órgão administrativo da defesa nacional. O Ministro Coordenador da Segurança Interna e Exterior concede as políticas que serão adotadas pelas instituições de defesa do país. Comando Conjunto das Forças Armadas (Comando Conjunto de las Fuerzas Armadas): Órgão máximo de planejamento, preparação e estratégia das operações militares.

Ramos

Comando Conjunto das Forças Armadas O Comando está a cargo da administração e coordenação dos ramos das Forças Armadas. Os objetivos do comando são:

Integrar os ramos militares com capacidades conjuntas e interoperabilidade; Abordar mudanças e novos cenários que garantam a paz, a segurança e o bem estar da nação.

Exército Equatoriano O Exército Equatoriano é o componente terrestre das Forças Armadas. A força conta com aproximadamente 43.600 membros ativos e 170.000 reservistas.

Força Aérea Equatoriana A Força Aérea Equatoriana é o componente aéreo das Forças Armadas, responsável pela defesa aérea do território equatoriano. A força conta com aproximadamente 9.210 membros ativos, operando 285 aeronaves.

Marinha Equatoriana A Marinha Equatoriana é o componente naval das Forças Armadas, responsável pela defesa das costas e mar territoral equatoriano, luta contra o narcotráfico, administração de portos e auxilios a navegação comercial, marítima e fluvial. A força conta com aproximadamente 21.300 membros ativos.

Hierarquia Exército Equatoriano Força Aérea Equatoriana Marinha EquatorianaOficiaisgenerais 207x207px General do Exército 207x207pxGeneral do Ar 231x231pxAlmirante 207x207pxGeneral de Divisão 207x207px Tenente-General 231x231pxVice-Almirante 207x207pxGeneral de Brigada 207x207pxBrigadeiro-General 231x231pxContra-Almirante Oficiaissuperiores 225x225pxCoronel 232x232pxCoronel 224x224px Capitão de Navio 225x225pxTenente-Coronel 232x232pxTenente-Coronel 224x224px Capitão de Fragata 225x225pxMajor 232x232pxMajor 224x224px Capitão de Corveta Oficiaisintermediários 270x270pxCapitão 279x279px Capitão 269x269pxTenente de Navio Oficiais subalternos 270x270px Tenente 279x279pxTenente 269x269px Tenente de Fragata 270x270px Subtenente 279x279px Subtenente 269x269px Alferes de Fragata 224x224px224x224px224x224px224x224pxGuarda-Marinha (4º, 3º, 2º, 1º ano, respectivamente) Praças ou graduados 325x325pxSuboficial Major 325x325px Suboficial Major 269x269pxSuboficial Major 325x325pxPrimeiro Suboficial 325x325pxPrimeiro Suboficial 269x269pxPrimeiro Suboficial 325x325pxSegundo Suboficial 325x325pxSegundo Suboficial 269x269pxSegundo Suboficial 325x325pxPrimeiro Sargento 325x325pxPrimeiro Sargento 269x269pxPrimeiro Sargento 325x325px Segundo Sargento 325x325pxSegundo Sargento 269x269pxSegundo Sargento 325x325pxPrimeiro Cabo 325x325pxPrimeiro Cabo 262x262px Primeiro Cabo262x262px Marinheiro262x262px Grumete (Segundo Ano)325x325px Soldado325x325px Soldado262x262px Grumete (Primeiro Ano)

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