Rosemeire "Rose" Nogueira Clauset (Jacareí, 1946) é uma jornalista brasileira. Durante o regime militar brasileiro, militou na Ação Libertadora Nacional (ALN), tendo sido encarcerada entre novembro de 1969 e julho de 1970, quando foi companheira de cela de Dilma Rousseff.Rose Nogueira - Companheira de cela e tortura de Dilma Rousseff, sorri: "remocei por causa da Comissão da Verdade". Revista TPM, 13 de julho de 2012. Rose Nogueira e a luta da mulher contra a ditadura
Foi editora do Jornal Nacional e uma das criadoras do extinto programa TV Mulher, ambos da Rede Globo.
Formada em jornalismo, trabalhou como repórter do Jornal da Tarde na capital paulista. Paralelo à profissão, em luta contra a ditadura civil-militar, exercia apoio logístico à Ação Libertadora Nacional (ALN), organização a qual também pertencia seu então marido, Luís Roberto Clauset. Rose foi presa no dia quatro de novembro de 1969, mesmo dia em que foi assassinado o líder revolucionário Carlos Marighella. Rose teve sua casa invadida pelo Esquadrão da Morte, organização paramilitar liderada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Sua captura aconteceu apenas um mês após ter dado a luz a seu filho, enquanto ainda se recuperava de complicações decorrentes do parto. Trazida diretamente ao Deops/SP, permaneceu presa por quase dois meses, enfrentando a tortura e a precariedade de higiene e alimentação. Concluiu sua pena no Presídio Tiradentes, totalizando nove meses de encarceramento.
Filho: Quando foi presa, seu filho, Cacá, Carlos Guilherme Clauset, hoje com 42 anos, mal tinha completado 1 mês de vida. “Me deram uma injeção para que o leite secasse e falavam: ‘Está ouvindo choro de criança? É do seu filho’”, lembra. Essa parte da tortura, porém, era psicológica. Cacá não corria perigo, já que Rose conseguiu que a criança ficasse sob os cuidados da sogra. Nos nove meses que passou encarcerada no presídio Tiradentes, em São Paulo, chegou a dividir a cela com mais 50 mulheres, entre elas a Ex-presidenta Dilma Rousseff – eram conhecidas como “as donzelas da torre”. Seus olhos se enchem de lágrimas ao falar do dia em que a companheira tomou posse como a primeira presidenta do país. “Ver a Dilma passando em revista das Forças Armadas foi das coisas mais emocionantes da minha vida.”
A prisão de Rose Nogueira no dia 04 de novembro de 1969, em São Paulo, logo após dar a luz ao seu filho Caca,no dia 30 de setembro, em uma cirurgia complexa que a obrigou a ficar mais de 20 dias internada.
Pós ditadura, Rose Nogueira deu continuidade a sua vida como jornalista, atuando na TV Cultura, na Editora e da TV Globo. Em 1997 descobriu que tinha sido demitida em 1969 por ambandono de emprego, período no qual estava presa no Deops. Ainda publicou a obra “Crimes de Maio”, na qual a autora apresenta informações sobre os crimes cometidos pela repressão.
Ligações externas Entre Vistas com Rose Nogueira sobre os 55 anos do golpe militar. Juca Kfouri entrevista Rose Nogueira. Entre Vistas. Rede TVT, 4 de abril de 2019.
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