Marco Aurélio Sabino Juliano ()Seu nome completo é conhecido por causa de suas moedas, onde aparece como "M AUR IULIANUS", e também das fontes literárias: Aurélio Vítor (Epitome, 38.6) e Zósimo (1.73; 1.3), que usam "Sabinus Iulianus", e Aurélio Vítor (Liber, 39.10), que usa "Iulianus"., conhecido também como Juliano da Panônia, foi um usurpador romano contra o imperador Carino ou Maximiano no século III. É possível que até quatro usurpadores com nomes similares tenham se rebelado neste mesmo período de mais ou menos uma década e pelo menos um é conhecido através de suas moedas.

Usurpador contra Carino (283-285) Juliano era um corrector no norte da Itália em 283 ou 284Aurélio Vítor, Liber, 39.10. (e não um prefeito pretoriano como afirmam algumas fontes)Zósimo, i.73.1.. Logo depois que as notícias sobre a morte do imperador Caro ou Numeriano, 283 ou novembro de 284 respectivamente, alcançaram as províncias ocidentais, Juliano se revoltou na Panônia. Ele emitiu moedas em Siscia, algumas delas celebrando a Panônia. O imperador Carino, irmão de Numeriano, que vinha da Britânia para enfrentar o usurpador, deu-lhe combate e matou-o no início de 285 na ItáliaZósimo, i.73.3. (possivelmente em Verona)Aurélio Vítor, Epitome, 38.6. ou em Ilírico.

De acordo com alguns acadêmicos, é possível que dois usurpadores tenham se misturado nesta história: um M AUR IULIANUS, corrector na Itália, que teria se revoltado depois da morte de Caro na Panônia e que foi derrotado em Ilírico e um Sabinus Iulianus, prefeito pretoriano, usurpador na Itália depois da morte de Numeriano, derrotado perto de VeronaMorris..

Âmnio Anício Juliano

Outro usurpador, chamado somente de Juliano, causou alguma confusão na província da África contra Carino com apoio dos quinquegentaniAurélio Vítor, Liber, 39.22.. Alguns historiadores defendemBruce, L.D., "Diocletian, the Proconsul Iulianus and the Manichaeans", in C. Deroux, Studies in Latin Literature and Roman History, iii (Collection Latomus, 180; Brusselles), 336-347. que o Juliano, procônsul da África atestado por uma carta não datada, teria sido morto Maximiano depois de ser falsamente acusado de traição.

Usurpador contra Maximiano e Diocleciano Um terceiro (ou quarto) Juliano aparece numa revolta no período anterior à ascensão de Maximiano (1 de março de 286) e a data em que Constâncio Cloro e Galério tornaram-se césares (1 março de 293). A revolta deste Juliano ocorreu na Itália, mas terminou quando, durante um cerco, ele se atirou no fogo depois que uma das muralhas da cidade ruiuAurélio Vítor, Epitome, 39.3-4..

Bibliografia

Fontes primárias

Aurélio Vítor, Epitome de Caesaribus, 38.6, 39.3-4 Aurélio Vítor, Liber de Caesaribus, 39.10, 39.22 Zósimo, Historia Nova,

Fontes secundárias

Categoria:Romanos antigos do século III Categoria:Usurpadores romanos Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Romanos de gentes desconhecida Categoria:Biografias de múltiplas pessoas