Os Acordos de Évian são o resultado de negociações entre os representantes da França e do Governo Provisório da República Argelina (GPRA) durante a Guerra da Argélia, acordos que foram assinados a em Évian-les-Bains, na Alta Saboia (França) e que se traduziram pelo cessar fogo aplicado a todo o território argelino a partir do dia seguinte.

Os acordos foram aprovados durante o referendo de , por 91% dos votantes da França metropolitana, já que os eleitores dos departamentos da Argélia estavam excluídos dessa votação.

Os Acordos de Évian puseram fim a sete anos e cinco meses de guerra, durante a qual a França enviou cerca de homens e durante a qual de a argelinos foram mortos (mais de um milhão e meio segundo o Estado argelino). Do lado francês contam-se mortos de militares, a harkis, e entre 4000 a 6000 entre os civis 'europeus', assim como cerca de feridos.

No terreno, os acordos, longe de trazerem à população paz, inauguram um período de violência e de massacres dos harkis.

A expressão Acordos de Évian é uma expressão jornalística já que o seu nome oficial é Déclaration générale des deux délégations du 18 mars 1962.

Variantes Atendendo aos interesses em jogo há variantes segundo um governo e outro. Assim o texto argelino de 1962 fala de Gouvernement provisoire de la République algérienne (GPRA) enquanto a França se refere à FLN, a Frente de Libertação Nacional.

Disposições O acordo compreende duas partes, uma em que se acorda o cessar fogo e uma outra sobre declarações relativas à Argélia tais como: período de transição, prisioneiros e referendo para a autodeterminação para a validação da independência.

Notas e publicações René Mayer Algérie, mémoire déracinée L'Harmattan 1999

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