A Presidência de Barack Obama teve início ao meio-dia (UTC-5) de 20 de janeiro de 2009, tornando-se o 44º Presidente dos Estados Unidos da América. Obama era Senador dos Estados Unidos pelo estado de Illinois na época de sua vitória sobre o Senador do Arizona John McCain na eleição presidencial de 2008. Barack Obama é o primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos, assim como o primeiro nascido no Havaí.
Suas decisões políticas abrangeram a crise financeira global e incluíram mudanças nas políticas de impostos, na legislação para a reforma da Indústria da saúde dos Estados Unidos, iniciativas de política externa e a libertação de forma gradual dos prisioneiros da Prisão de Guantánamo em Cuba. Ele participou do encontro de 2009 do G-20 em Londres, visitando mais tarde as tropas americanas no Iraque. Em viagem por diversos países europeus após o encontro do G-20, anunciou em Praga sua vontade de negociar a redução do arsenal nuclear mundial, levando a sua eventual extinção. Em outubro de 2009 foi agraciado com o Nobel da Paz pelos seus "esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".
Obama foi eleito para o segundo mandato em 6 de novembro de 2012, derrotando o concorrente republicano Mitt Romney com 65.9 milhões de votos populares e 332 votos eleitorais, citando seus objetivos para o segundo mandato em seu discurso de vitória. Ele ressaltou a necessidade de combater a desigualdade econômica e ao mesmo tempo lidar com a adaptação ao aquecimento global, bem como a reforma do ensino americano para promover a tecnologia e inovação, dizendo: "Acreditamos em uma América generosa".
Período de transição thumb|upright|Foto presidencial do primeiro mandato de Obama, tirada durante o período de transição
O período de transição presidencial começou após a eleição de Obama para a presidência em 4 de novembro de 2008. O projeto da transição de Obama-Biden foi co-presidido por John Podesta, Valerie Jarrett, e Pete Rouse. Durante o período de transição, Obama anunciou suas nomeações para o novo gabinete. Logo após a eleição de 4 de novembro, Obama escolheu o representante pelo Illinois, Rahm Emanuel, como Chefe de Gabinete da Casa Branca.
As nomeações para o novo gabinete incluíram a sua principal ex-adversária nas primárias, Hillary Rodham Clinton, como secretária de Estado, e Bill Richardson como secretário de Comércio (embora Richardson tenha desistido do cargo em 4 de janeiro de 2009). Obama nomeou Eric Holder como procurador-geral, tornando este o primeiro afro-americano a ser nomeado para essa posição. Ele também nomeou Timothy Geithner como Secretário do Tesouro. Em 1 de dezembro, Obama anunciou que havia pedido a Robert Gates que permanecesse como secretário de Defesa, tornando Gates o primeiro secretário de Defesa a trabalhar para um presidente com um partido diferente do qual ele havia sido primeiramente nomeado. Ele nomeou a ex-secretária adjunta para assuntos africanos, Susan Rice, para o cargo de embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, nomeando-a mais tarde como Conselheira de Segurança Nacional.
Durante a transição, ele manteve o site Change.gov, onde ele escrevia para os leitores e anunciava os novos membros de seu gabinete. O site também permitiu que as pessoas compartilhassem suas histórias e visões entre si e com a equipe de transição, que acabou tornando-se um livro, o Citizen's Briefing Book, que foi dado a Obama logo após sua posse. A maioria das informações de Change.gov foram transferidos para o site oficial da Casa Branca, o whitehouse.gov, logo após a posse de Obama.
Posse thumb|Barack Obama sendo empossado como presidente dos Estados Unidos.
Obama foi empossado em 20 de janeiro de 2009. Oficialmente ele assumiu o poder ao meio dia (horário de Washington), e completou o juramento de posse às 12:05, fazendo logo em seguida seu discurso inaugural. Após seu discurso ele seguiu para a Sala Presidencial no Capitólio e assinou três documentos: uma proclamação comemorativa, uma lista de compromissos do seu gabinete e uma outra lista de compromissos do seu sub-gabinete, antes de participar de um almoço com líderes do Congresso, de sua administração e alguns convidados. Para comemorar o 200o aniversário do nascimento do ex-presidente Abraham Lincoln, Obama utilizou na sua posse a mesma Bíblia usada por Lincoln quando empossado em 1861.
Na administração do juramento, o Chefe de Justiça John Roberts trocou a palavra "fielmente" e erroneamente confundiu a frase "Presidente dos Estados Unidos" com "Presidente para os Estados Unidos" em seguida recomeçando a frase da forma correta; uma vez que Obama repetiu a forma incorreta, alguns estudiosos argumentam que o Presidente deveria ter retomado o juramento do início. Em 21 de janeiro, Roberts readministrou o Juramento a Obama em uma cerimônia privada na Casa Branca, fazendo dele o sétimo presidente a refazer o juramento; o Conselheiro da Casa Branca Greg Craig disse que Obama refez o juramento como uma forma de "excesso de cautela".
Primeiros cem dias
Expectativas O centésimo dia de Obama no cargo foi em 29 de abril de 2009. Em sua primeira entrevista pós eleição para o 60 Minutes, Obama disse que estudou os primeiros cem dias de Franklin Roosevelt, acrescentando, "Os primeiros cem dias são importantes, mas provavelmente os primeiros mil dias farão a diferença."
Diversas agências de notícias criaram páginas de internet cobrindo o assunto.Examplos:
Comentaristas opinaram sobre os desafios e as prioridades das políticas interna, externa, econômica e ambiental. A CNN listou algumas questões econômicas que "Obama e sua equipe terão que enfrentar nos seus primeiros cem dias", acima de tudo, será aprovar e implementar um pacote de recuperação para lidar com a crise financeira global. Clive Stafford Smith, um advogado britânico de direitos humanos, expressou sua esperança que o novo presidente feche Guantánamo nos seus primeiros cem dias no cargo. Depois de assessores do presidente anunciarem sua intenção de dar um grande discurso sobre política externa na capital de um país islâmico, especulou-se em Jacarta que ele poderia retornar à antiga cidade onde passou parte da infância, ainda durante os cem pimeiros dias de seu mandato.
O The New York Times dedicou uma série de cinco partes, apresentadas ao longo de duas semanas, com uma análise dos primeiros cem dias da administração Obama. A cada dia as análises de um especialista político eram seguidas de artigos livremente editados pelos leitores. Os escritores compararam as expectativas de Obama com as situações de Franklin Roosevelt (16 de janeiro, Jean Edward Smith), John Kennedy (19 de janeiro, Richard Reeves), Lyndon Johnson (23 de janeiro, Robert Dallek), Ronald Reagan (27 de janeiro, Lou Cannon), e Richard Nixon (4 de fevereiro, Roger Morris).
Legislação e ordens executivas Poucos minutos após o Juramento de posse em 20 de janeiro, o Chefe do Estado Maior de Obama, Rahm Emanuel, reduziu o sigilo dado aos registros presidenciais, revogando a ordem executiva do presidente George W. Bush. Devido à crise econômica, o Presidente decretou o congelamento dos salários dos funcionários seniores da Casa Branca que ganhassem mais de 100.000 dólares por ano. Ele renunciou as próprias novas regras nas nomeações de William Lynn como vice-secretário de Defesa, Jocelyn Frye como diretora de políticas e projetos do escritório da Primeira-dama e Cecilia Muñoz como diretora de assuntos intergovernamentais do escritório executivo do presidente, levando a algumas críticas sobre a hipocrisia e a violação da sua promessa de transparência governamental. thumb|250px|O Presidente Obama assinando uma lei em 17 de fevereiro de 2009 em Denver, Colorado, o vice-presidente Joe Biden aparece em pé atrás dele. Na sua primeira semana no cargo, Obama ordenou a suspensão de todos os processos em andamento na Prisão de Guantánamo e o fechamento da unidade no prazo de um ano. Ele também requereu que o Manual de Campo do Exército seja adotado como guia nos interrogatórios contra o terrorismo, banindo a tortura e outras técnicas, como o afogamento simulado.Obama Reverses Key Bush Security Policies, The New York Times, January 22, 2009 Obama apresentou outro decreto-lei intitulado "Compromissos Éticos do Poder Executivo", impondo restrições aos funcionários do poder executivo e colocando restrições mais rígidas sobre a prática de lobby na Casa Branca. Obama assinou dois memorandos presidenciais a respeito da independência energética, ordenando que o Departamento de Transporte a estabelecer melhores normas sobre a eficiência dos combustíveis antes que os modelos de automóveis de 2011 sejam lançados e permitindo aos estados a elevar seus padrões de emissões acima do padrão nacional. Ele também finalizou a Política da Cidade do México, proibindo destinar verbas federais a grupos internacionais que ofereçam serviços de aborto ou aconselhamento.Obama reverses Bush abortion-funds policy
Na primeira semana de governo ele também estabeleceu um rotina de disponibilizar um vídeo no site oficial da Casa Branca e no Youtube, bem como aqueles lançados durante o seu período de transição. A primeira postagem teve 600.000 visualizações no Youtube na tarde seguinte.
O Primeiro ato legislativo assinado por Obama foi em 29 de janeiro que revisava o prazo de prescrição para a apresentação de ações judiciais. Em 3 de fevereiro, ele assinou um ato de melhoria no atendimento do programa de saúde infantil, aumentando de 7 para 11 milhões o número de crianças assistidas.
Índices de aprovação e opinião
2009
Após o seu período de transição, Obama assumiu o cargo com uma taxa de aprovação de 82%. Ao final da primeira semana, 68% dos entrevistados pelo Gallup aprovavam a forma de trabalho de Obama, o segundo maior índice de aprovação de um Presidente no início de mandato desde a Segunda Guerra Mundial. Obama ficou atrás de John Kennedy com 72% e a frente de Dwight D. Eisenhower com 68%. Ele também ficou atrás de presidentes que assumiram o cargo em tempos de crise como Harry Truman com 87%, Lyndon B. Johnson com 78% e Gerald Ford com 71%). Durante fevereiro, pesquisas mostraram índices de aprovação diferentes: 62% (CBS News), 64% (USA Today/Gallup), 66% (Gallup) e 76% em uma pesquisa isolada (CNN/Opinion Research). O Gallup apresentou no final de fevereiro uma nova pesquisa onde a aprovação aumentou de 59% para 67%.
Durante o outono de 2009, a pesquisa efetuada pela Rasmussen estimava o índice de aprovação de Obama variando entre 45% e 52% e a desaprovação entre 48% e 54%; a partir de 11 de novembro a Pew Research estimou a aprovação de Obama entre 51% e 55% e sua desaprovação entre 33% e 37%.
Tratamento da economia
miniaturadaimagem|Obama e sua equipe comemorando a passagem do Affordable Care Act, em março de 2010, uma das principais legislações de sua presidência.