A , conhecida a partir de 395 como Diocese do Ilírico (Illyricum) ou Diocese da Ilíria, foi uma diocese do período final do Império Romano cuja capital, sede do vigário, era Sirmio.

História As províncias da diocese originalmente faziam parte da prefeitura pretoriana da Itália, mas posteriormente juntaram-se à prefeitura pretoriana da Ilíria quando a diocese foi criada em 356. Disputada por ambos as metades do império, a Panônia era uma das duas dioceses que foram incorporadas à porção oriental da Tetrarquia que não tinha raízes culturais gregas (a outra era a Dácia), e acabou sendo transferida definitivamente para o Império Romano do Ocidente com a morte de Teodósio I em 395 e reincorporada à Itália. Pelas décadas seguintes a Panônia foi continuamente ocupada por tribos bárbaras, principalmente godos e hunos. Em 427, os romanos alegaram terem conseguido retomar a região.

Em 425, Gala Placídia, em um acordo firmado com o imperador Teodósio II , concedeu ao Império Bizantino a cidade de Salona, na Dalmácia. Seu destino final é incerto: a região foi perdida para os hunos na década de 440, embora a Dalmácia tenha ficado sob controle imperial até a década de 480. Em 454, com o colapso do Império Huno, o imperador bizantino Marciano assentou os ostrogodos liderados pelos irmãos Valamiro, Videmiro e Teodomiro na Panônia como federados. Em 504, sob , os ostrogodos tomaram Sírmio e o distrito vizinho que estava sobre controle dos gépidas.

Estrutura A Diocese da Panônia incluía as seguintes províncias: Dalmácia (Dalmatia) Nórica Ripense (Noricum Ripense) Nórica Mediterrânea (Noricum Mediterraneum) Panônia I (Pannonia Superior ou Prima) Panônia II (Pannonia Secunda ou Inferior) Panônia Sávia (Pannonia Savia ou Pannonia Valeria) Valéria Ripense (Valeria Ripensis)

Estava ainda sob sua jurisdição o exarca de Sirmio, as metrópoles de Lauríaco, Vindomana, Sirmio, Salona, Salisburgo e o "locus incertus" (veja Miholjanec).

Bibliografia

The Times History of Europe, Times Books, London, 2001.