A Estação Gávea / PUC é uma futura estação da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro. Localizada no subsolo do estacionamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a estação contará com dois acessos: um na avenida Padre Leonel Franca, em frente à universidade, e outro na rua Marquês de São Vicente, junto ao ginásio da PUC. Suas obras encontravam-se paralisadas, sem alguma previsão de retomada. Foi a única estação da linha 4 a não ser inaugurada na abertura das Olimpíadas.

Para sua conclusão, seriam necessários mais R$ 700 milhões, que seriam utilizados tanto para o término da estação quanto para escavar um túnel de 1,2 km que ligará os bairros do Leblon e da Gávea. Segundo Pezão, foram executados cerca de 48% das obras previstas.

Suas obras foram retomadas em abril de 2025, após um acordo entre o governo do estado e a concessionária Metrô Rio. O novo prazo de inauguração é para março de 2028.

Construção O projeto inicial previa que fossem construídas duas plataformas independentes em desnível, de modo a permitir, sem necessidade de fechamento da estação, futuras expansões da linha 1 (que passaria a ligar a estação Uruguai, na Tijuca, diretamente à Gávea, tornando-se circular) e da própria linha 4, que alcançaria o centro da cidade, passando por bairros como Jardim Botânico e Humaitá.

Após revisões do planejamento que incluíram a constatação de que seria necessário desviar o rio Rainha - que corta o campus da PUC-Rio - a concessionária responsável pelas obras anunciou alteração no projeto, de modo que a estação contará com plataformas paralelas, construídas em um só nível. Como os trilhos serão independentes, o benefício às futuras expansões será mantido.

A estação Gávea foi a última das estações da linha 4 a começar a ser construída. A instalação do canteiro de obras correspondente, que ocupa parte do estacionamento da PUC, começou no dia 12 de julho de 2013, cerca de cinco meses após a montagem de outro canteiro no campo de futebol da universidade, este destinado à escavação de túneis.

Interrupção das obras Embora a inauguração estivesse prevista para 2016, o cronograma sofreu sucessivos adiamentos até a paralisação total das obras em 2015, com apenas 42% de conclusão. Por quase uma década, o projeto permaneceu interrompido, transformando o canteiro em uma "ferida aberta" no bairro.

Em 2017, o então governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, solicitou ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) autorização para a retomada das obras da estação. Porém nada ocorreu.

Para evitar o colapso das paredes escavadas e garantir a segurança dos prédios vizinhos, o Governo do Estado autorizou, em 2018, o alagamento preventivo da escavação com 36 milhões de litros de água, mantendo a estrutura submersa para equilibrar a pressão do solo.

Retomada das obras Em 2023, o governo do Rio de Janeiro e a concessionária Metrô Rio assinaram um acordo para a conclusão das obras da estação.

Em abril de 2025, após 5 adiamentos, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, assinou um novo contrato com o MetrôRio para a retomada das obras, paralisadas desde 2015. O acordo prevê um investimento de R$ 600 milhões por parte do MetrôRio e um repasse de R$ 97 milhões pelo Governo do Estado, com a nova promessa de entrega sendo março de 2028.

Durante a cerimônia de assinatura do contrato, atendendo a um pedido do reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Padre Anderson Antônio Pedroso S.J., o governador anunciou que a estação passará a se chamar "Gávea / PUC", em homenagem à universidade localizada nas proximidades.

O plano de retomada, no entanto, oficializou uma alteração logística: a conexão com a estação Antero de Quental / Leblon foi descartada, pois exigiria a reativação de uma frente de obras complexa com a utilização de tuneladoras (popularmente conhecidas como "tatuzão"), o que não ocorreu por limitações orçamentárias e técnicas.

Com essa modificação, a estação passará a operar como um ramal de terminação (antena). Dessa forma, o passageiro que desejar seguir da Gávea em direção ao Centro ou à Zona Norte (sentido Uruguai / Tijuca) - e vice-versa - deverá obrigatoriamente realizar uma baldeação na estação São Conrado, que servirá como o único ponto de integração da estação Gávea / PUC com o restante da malha metroviária.

Estrutura Com 52 metros de profundidade (o equivalente a um prédio de 17 andares), a estação Gávea/PUC será a mais profunda do sistema metroviário do Rio de Janeiro, superando Cardeal Arcoverde/Copacabana e seus 42 metros. Segundo o Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pela obra, as escavações atingiram uma profundidade maior do que em outras estações porque o terreno na região é um misto de rocha, terra e argila.

Devido a essa profundidade atípica, a estação será a primeira do sistema carioca a priorizar o transporte vertical por meio de elevadores de alta velocidade. Serão instaladas unidades com capacidade para 30 passageiros cada, conectando diretamente a superfície à área de embarque.

A estrutura, que permaneceu submersa entre 2018 e 2025 para estabilização do solo, passou por um processo de reforço nas paredes diafragma e injeção de concreto antes do esgotamento da água, garantindo a segurança das fundações dos edifícios vizinhos e da própria universidade. O processo de drenagem foi concluído no início de 2026, com a água sendo escoada para o Rio Rainha, canalizado nas proximidades do canteiro de obras.

De acordo com os planos iniciais, a estação terá dois acessos:

Acesso A - PUC (Av. Padre Leonel Franca) Acesso B - Rua Marquês de São Vicente

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