"Papel Marché" é uma canção de João Bosco e Capinam lançada em 1984 como o primeiro single do álbum Gagabirô.

Seu título é um mal-escrito do papel machê, ou "papier mâché", uma massa feita de papel usada para moldar objetos, citada na canção como matéria-prima de um brinquedo ao qual o eu-lírico se compara. O título foi, posteriormente, corrigido quando do lançamento do álbum Acústico, mas vários lançamentos da música ainda trazem o título original.

A canção traz uma paisagem natural como cenário ("Cores do mar, / festa do Sol.") e mostra o eu-lírico feliz por dormir e acordar ao lado da pessoa de sua estima, se comparando a um frágil brinquedo de papel machê, digno de cuidado. Após isto, passa a descrever as cores do brinquedo ("Violeta e azul, / outro ser, / luz do querer. / Não vá desbotar, / lilás cor-do-mar, / seda cor-de-batom, / arco-íris crepom. / Nada vai desbotar.").

Há um videoclipe gravado, o qual mostra o intérprete sendo levado num carro de alto padrão até o local onde, numa seleta festa, fará um concerto. No caminho, passa por praias com palmeiras ao vento e uma paisagem noturna do mar. Lá chegando, sua banda já lhe espera, e alguns convidados da festa começam a dançar, enquanto outros apenas apreciam o show bebendo e conversando. É possível visualizar o vídeo na página oficial do diretor Farouk Salomão no YouTube.

Recepção e Legado

A canção fez muito sucesso e ainda hoje é lembrada como uma das mais célebres de Bosco, tendo sido incluída em seus álbuns ao vivo Acústico, Na Esquina Ao Vivo e Obrigado, Gente!, além do DVD Turnê 23º Prêmio da Música Brasileira. Segundo o site Hot100Brasil, foi a 86ª canção mais executada de 1984. Seu sucesso foi, ainda, catapultado pela inclusão na trilha sonora da novela Corpo a Corpo, como tema da personagem Oscar, e pela sua regravação, ainda em 1984, por Zizi Possi, incluída no disco Dê um Rolê, também exitosa.

Vários outros cantores regravaram a canção. Em 1986, foi regravada por Raul de Souza para o álbum Viva Volta. Em 1988, Capinam, co-autor da música, lança sua própria versão no álbum O Viramundo - 21 Anos de Tropicalismo. Em 1989, o Grupo Raça inclui uma versão no álbum Tempero e Emilio Santiago lança sua interpretação da canção no disco Aquarela Brasileira 2. Em 1991, Verônica Sabino regrava a canção para o álbum Brasil Romântico. Em 2002, Rosa Passos lança sua interpretação no disco Azul. Um tributo foi, ainda, feito por Paula Toller no disco Songbook João Bosco III.

Faixas

Ficha Técnica

Fonte:

João Bosco: voz, violão Cristóvão Bastos: Piano Yamaha e sintetizador Yamaha DX7 Jamil Joanes: Baixo Dom Chacal: Percussão Teo Lima: Bateria

Arranjos — Cristóvão Bastos

Categoria:Canções gravadas por João Bosco (músico) Categoria:Singles de 1984 Categoria:Canções de música popular brasileira Categoria:Canções compostas por João Bosco (músico)