La Cabeza del Bautista (A Cabeça de Baptista) é uma opera em um alto e oito cenas de Enric Palomar sobre o texto homônimo do “melodrama para marionetas” de Ramón Maria del Valle-Inclán, adaptado por Carlos Wagner. Estreou-se-a em 20 de Abril de 2009 no Gran Teatre del Liceu de Barcelona, sob direção artística de Carlos Wagner e direção musical de José Caballero.

Papéis

http://www.lacabezadelbautista.com/ficha.html

Papel Tipo de voz Elenco de Estreia Pepona Exemplo Angele Blancas Jandalo Exemplo Alexander Marco-Buhrmester Don Igi el Indiano Exemplo José Manuel Zapata Valerio, el Pajarito Exemplo Antonio Lozano El Barbero Exemplo Roberto Accurso El Sastre Exemplo Enric Martínez- Castignani El Enano de Salnés Exemplo Javier Abreu El Ciego Exemplo Michael Kraus El Mozo de ciego Exemplo Fabiola Masino Gente del bar Exemplo Coro misto

Sinopse

Introdução

Em jeito de abertura, a ópera começa com um canto coral que anuncia uma cruel tragédia provocada pelo desejo de dinheiro e de vingança da vítima.

Primeira Cena

No café de Bilhar, propriedade de Don Igi o indiano ou o Gachupin — Assim chamado por fazer fortuna na América — numa noite estrelada, alguns paroquianos jogam bilhar enquanto alguns rapazes tocam guitarra e ensaiam canções para a ronda noturna.

Segunda cena

Surge o cego de Gondar, a quem todos os presentes consideram como uma pessoa má e sem vergonha, cantando “«En Quintán de Castro Lés»” juntamente com o moço que o acompanha e guia. Don Igi recebe-o rudemente e o cego canta então uma melopeia sobre a desgraça de ser pobre, acompanhado pelo coro. Desta forma, o monólogo do cego transforma-se em uma espécie de profecia acerca de acontecimentos vindouros, a qual é mal recebida por todos, sendo então forçado por eles a abandonar o bar.

Terceira Cena

Surge Jandalo, jovem e elegante, montado num cavalo e que afirma ser um estrangeiro chamado Alberto Saco que percorreu toda a América. Depressa inicia um notório flerte com Pepona ao mesmo tempo que informa que tem de falar com Don Igi sobre um assunto pendente. Durante isso os clientes cantam alegremente. Don Igi, que ao início se mostra pretensioso e seguro de si, inicia — com alguns sinais de medo e angustia — o seu caminho para a loucura. Jandalo assegura-o que veio para solicitar-lhe dinheiro e que caso não o obtenha, estará disposto a anunciar publicamente as razoes da sua relação com Igi, pois já está livre da última condenação. Graceja sobre os atrativos de Pepona, convida os presentes a um copo e sai juntamente com os paroquianos que se tumultuam e cantam uma mazurca.

Quarta Cena

Pepona e Don Igi, que se encontra aterrorizado, ficam sozinhos. Forçado pela inesperada visita do estrangeiro, Don Igi confessa a Pepona uma versão expiatória de alguns feitos terríveis do seu passado: o assassinato de Baldomerita, sua primeira mulher. Don Igi acusa Jandalo de autor do crime, segundo ele, filho do primeiro casamento de Baldomerita: “Matou-a para ficar com a Herança”. Contudo, ao descobrir que os bens desta se encontravam hipotecados por Don Igi, seu segundo marido, para obter maiores rendimentos, denunciou Igi à justiça mexicana — inimiga de todos os espanhóis endinheirados — como autor do crime. Don Igi foi condenado e, além disso, obrigou-se a liquidar o negócio que fizera com a cidade de Toluca. A reação de Pepona é clara: não quer que Don Igi — que está velho e disposto a pagar o que seja para manter o seu prestígio na povoação — pague um cêntimo. Dá de beber a Igi para o fazer esquecer a defunta e sentir-se melhor. Propõem-lhe distrair o jovem, que a deseja, enquanto ele lhe poderá cravar um punhal nas costas, tal qual fez com Baldomerita. Don Igi, agradecido pela ideia e encorajado, decide efetuar o plano e enterrar Jandalo debaixo dos limoeiros.

Quinta Cena

No silêncio da noite, ouve-se o som provocado pela enxada que Pepona utiliza para cavar a futura campa de Jandalo. Ao fundo ouve-se o coro de jovens cantar uma canção ameaçadora, entre os quais se encontra Jandalo. Pepona aparece junto da porta, ainda com a enxada nas mãos e Don Igi solicita-lhe silencio com um gesto. O coro volta a cantar, embriagados. Pepona solicita a Don Igi que ponha a adaga a jeito.

Sexta Cena

À luz da lua, Pepona apresenta-se provocativa e Jandalo aproxima-se, sedutoramente. Don Igi observa a conversa aterrorizado, mas Pepona uma vez mais se mostra segura e senhora da situação, satisfeita por ser alvo de desejo. Solicita a Jandalo que volte quando não haja ninguém por perto.

Septima Cena

Don Igi sente ciúmes das manobras sedutoras de Pepona e Jandalo. Ela, efetivamente, segue com o seu plano: Seduzi-lo-á nessa noite. Igi tem de simular não se mover até ao momento exato em que lhe cravará o seu punhal nas costas.

Oitava Cena

Don Igi oferece um copo a Jandalo quando este aparece, o qual continua com as insinuações de antes, e apesar da irritação visível de Igi, insiste na questão do dinheiro: três mil pesos, juntamente com Pepona. Jandalo abraça apaixonadamente Pepona, a qual responde ao seu desejo, ao mesmo tempo que mostra a Igi as costas de Jandalo. Pepona perde a consciência nos seus braços e depressa nota o quão se esfria a boca de Jandalo na sua. Canta então um apaixonado cântico ao cadáver, repleto de erotismo: “Flor de Rapaz”, ao qual solicita que a volte a beijar. “Beija-me de novo, boca de pedra”, mostrando um grande sentimento de arrependimento por haver contribuído para a sua morte, ignorando completamente a D. Igi, que observa tudo estupefato. Surge de fora de cena uma canção cantada pelo coro sobre os sinos que tocam pelos mortos. Don Igi insiste em cavar o buraco e queimar a roupa do defunto até que, horrorizado face à atitude insistente da mulher, a insulta: “Vil Rameira!” e afirma que mais lhe valia ter cedido à chantagem.

Categoria:Peças de teatro da Espanha Categoria:Livros adaptados para a televisão