Maleque Almuiz Izadim Aibaque/Aibegue Aljauxanguir Aturcomani Açali (), melhor conhecido apenas como Izadim Aibaque (), Aibaque ou Aibegue,Aibegue ou Aibaque é a combinação de duas palavras túrquicas, "Ai" = Lua e "Begue" ou "Baque" = Emir, em árabe - (Almacrizi, Nota p.463/vol.1 ) foi o primeiro sultão mameluco do Egito e fundador da dinastia Bahri.Embora Aibaque seja considerado pelos historiadores como sendo um mameluco, ele na realidade serviu na corte de Sale Aiube como um emir/líder militar e não como um mameluco. - Shayal, p. 153/ vol.2- Almacrizi, p. 463/vol.1 - De acordo com ibne Tagri, Sale Aiube o comprou antes de se tornar sultão e o promoveu até a posição de emir. O status que Aibaque detinha era o de coja (خوانجا‏ - contador do sultão). Ibne Tagri, PP.103-273/ The Sultanate of al-Muizz Aybak al-Turkumani.Alguns historiadores, porém, consideram Xajar Aldur como sendo a primeira entre os sultões mamelucos (uma sultana, na verdade). Shayal, p.115/vol.2.Almacrizi, descreveu Xajar Aldur como sendo a primeira sultana mameluca de origem turca. Almacrizi, p.459/ vol.1Encyclopædia Britannica Online - Aybak article. web page Aibaque reinou entre 1250 e 1257.

Origem e primeiros anos Aibaque era um emir/líder militar de origem turca que serviu com outros turcomanos na corte do sultão aiúbida Sale Aiube e, portanto, era conhecido entre os mamelucos bahri como "Aibaque Alturcomani". Ele foi elevado à posição de emir e serviu como jashnkir ("provador da comida e da bebida do sultão")Almacrizi, p.463/ vol.1 e detinha o título de coja ("contador do sultão").See note 1.

Após a morte de Sale durante a invasão franca de Damieta em 1249 e o trágico assassinato de seu filho e herdeiro Turã Xá em 1250, Xajar Aldur, a viúva de Sale, com a ajuda e o apoio dos mamelucos de seu falecido marido, tomou o controle do trono e se tornou sultana do Egito, suplantando os aiúbidas.

Tanto os aiúbidas da Síria quanto o califa abássida de Bagdá, Almostacim, desafiaram os mamelucos e se recusaram a reconhecer a Xajar como sultana,O califa abássida enviou uma mensagem de Bagdá para os mamelucos do Egito dizendo: "Se vocês não tem homens aí, contem-nos que os enviaremos" - Almacrizi, p.464/vol1 mas os mamelucos renovaram seu juramento de fidelidade à nova sultana e nomearam Aibaque para a importante posição de atabegue (comandante-em-chefe).

Ascensão ao poder Se sentindo desconfortável após os emires sírios terem se recusado a prestar homenagem a Xajar e terem cedido Damasco para Nácer Iúçufe, o emir aiúbida de Alepo, Xajar se casou com Aibaque e renunciou em seguida ao sultanato, passando o trono para o novo marido após ter governado o Egito por oitenta dias.Almacrizi, pp.462-463/vol.1

Aibaque, o novo sultão, tomou o nome real de Maleque Almuiz. Até então, Aibaque contava principalmente com quatro líderes mamelucos: Fariçadim Aquetai, Baibars, Cutuz e Bilbã Arraxidi.Almacrizi, p.472/vol.1Ibne Tagri, pp.103-273/ The Sultanate of al-Muizz Aybak al-Turkumani.

Para consolidar sua posição e tentar apaziguar seus adversários na Síria e em Bagdá, os mamelucos instalaram Axerafe,Também conhecido como Nácer Saladino Iúçufe. - Almacrizi, p.464/vol.1- Ibne Tagri, pp.103-273/ The Sultanate of al-Muizz Aybak al-Turkumani.Moedas de Muça confirmam que ele foi sultão e não um co-sultão. de apenas seis anos, que era do ramo sírio da família dos aiúbidasMaleque Xarafe Muzafararim Muça era neto de Camil. Almacrizi, p.464/vol.1 - Shayal, p.115/ vol.2 - Ibne Tagri, pp.103-273/ The Sultanate of al-Muizz Aybak al-Turkumani, como sultão e anunciaram que Aibaque era apenas o representante do califa abássida de Bagdá. Além disso, para mostrar sua lealdade ao falecido mestre Sale Aiube, Aibaque realizou o funeral de Sale e o enterrou na tumba que ele tinha construído perto de sua madrassa no distrito de Baim Alcasraim no Cairo.Almacrizi, p. 464/vol.1Shayal, p.116/vol.2A morte de Sale foi acobertada por sua esposa, Xajar Aldur, pois o Egito estava sob ataque da Sétima Cruzada e seu corpo estava sendo transportado de barco em segredo ao castelo da ilha de Ruda, no Nilo, onde ele permaneceu até ser enterrado por Aibaque na tumba do sultão perto da madrassa de Sale. ( Almacrizi, pp. 441-443/vol.1 )

Desafio aiúbida Nácer Iúçufe enviou suas forças para Gaza para conquistar o Egito e derrubar Aibaque, mas suas forças foram derrotadas pelo emir Fariçadim Aquetai. Em seguida, ele liderou um enorme exército que enfrentou o de Aibaque perto de , mas no final da batalha ele foi forçado a fugir para Damasco enquanto seu filho, Turanxá,Que não deve ser confundido com seu homônimo Turã Xá, o filho de Sale Aiube. seu irmão Nosratadim e Maleque Axerafe, o emir de Alepo, foram aprisionados por Aibaque.Ibne Tagri, PP.103-273/ The Sultanate of al-Muizz Aybak al-Turkumani. Os triunfos de Aibaque sobre os aiúbidas da Síria consolidaram sua posição como governante do Egito. Através de negociações e a mediação do califa abássida, Aibaque libertou os prisioneiros aiúbidas e ganhou o controle da Palestina meridional, incluindo Gaza, Jerusalém e a costa da Síria.Shayal,p.116/ vol.2

Revolta Em 1253, uma séria revolta liderada por Hisnadim Talabe no Alto e Médio Egito foi sufocada por Aquetai, o líder dos mamelucos bahri. Ao derrotar as forças aiúbidas de Nácer Iúçufe e sufocar a revolta de Talabe, o poder do emir Aquetai e seus mamelucos cresceu e eles se tornaram uma nova ameaça à autoridade de Aibaque. Quando Aquetai solicitou que Aibaque permitisse que ele vivesse dentro da cidadela com sua futura esposa, que era irmã de Maleque Almançor, o emir de Hama, Aibaque se convenceu que ele e seus mamelucos tinham a intenção de derrubá-lo e, assim, decidiu se livrar deles.

Ataque aos mamelucos Numa conspiração com Cutuz e uns poucos mamelucos, Aibaque convidou Aquetai à cidadela e o assassinou. Ao verem a cabeça de Aquetai sendo atirada cidadela abaixo, os mamelucos bahri, entre eles Baibars e Calavuno, fugiram durante a noite para Damasco, Queraque e para o Sultanato Seljúcida de Rum. Aibaque saqueou as propriedades dos bahri e retomou Alexandria, que Aquetai controlava como sendo seu domínio pessoal desde 1252. Os que não conseguiram fugir ou foram aprisionados ou executados. Tão logo ele terminou com Aquetai e seus mamelucos bahri, Aibaque destronou o jovem cosultão Axerafe Muça e o enviou de volta para a casa de suas tias, com quem ele morava antes de se tornar cossultão. Agora Aquetai era o líder inconteste do Egito e de parte da Síria, mas logo em seguida um novo acordo com Nácer Iúçufe limitaria seu poder exclusivamente ao Egito.

Em 1255, uma nova revolta liderada por seu homônimo Izadim Aibaque Alafrão irrompeu no Alto Egito e as forças de Nácer Iúçufe chegaram até a fronteira egípcia, desta vez acompanhadas dos mamelucos bahri que haviam fugido para a Síria, incluindo Baibars e Calavuno.

Final bizarro Precisando de uma aliança com algum emir importante que pudesse ajudá-lo contra a ameaça dos mamelucos que fugiram para a Síria,Shayal, p.119/ vol.2 Aquetai decidiu, em 1257, se casar com a filha de , o emir de Moçul. Xajar Aldur, que já tinha suas diferenças com AquetaiO conflito de Aquetai com os mamelucos e sua tentativa de aumentar sua supremacia sobre os assuntos políticos tiveram um efeito negativo na relação com Xajar. De acordo com Almacrizi, Aquetai decidiu eliminar Xajar ao ser informado que ela havia contatado Nácer Iúçufe e prometido fazer dele o sultão do Egito. Almacrizi, pp.493-494/vol.1 se sentiu traída pelo homem que ela fizera sultão e ordenou que ele fosse assassinado após ele ter governado o Egito por sete anos. No dia de sua morte, ele tinha por volta de sessenta anos e uns poucos filhos, entre eles Naceradim Cã e Almançor Ali.

Ali, de apenas onze anos, foi instalado pelos mamelucos de Aquetai (chamados de mu'iziyya), que eram liderados por Qutuz,Qasim,p.44 como novo sultão, tomando o nome real de "Maleque Almançor Noradine Ali" e tendo Cutuz como vice-sultão.

Impacto Aibaque não gostava e nem respeitava os egípcios, embora ele seja lembrado pelos historiadores como sendo um sultão generoso e corajoso.Em "Sirat al-Zahir Baibars", que é uma ficção misturada com realidade e produto do folclore, Aibaque aparece como um homem fraco e maligno. Veja Sirat al-Zahir Baibars. Ele construiu uma madrassa no Cairo conhecida por "al-Madrasah al-Mu'izzyah".

Aibaque reinou num período turbulento. Além de seus conflitos com Nácer Iúçufe na Síria e com o emir Aquetai e seus mamelucos no Egito, havia ainda ameaças de forças externas, principalmente os cruzados e Luís X da França, que estavam em Acre esperando por uma chance para arrancar uma vitória aos muçulmanos após a humilhante derrota no Egito em 1250 (Batalha de Almançora e Batalha de Fariscur), e Hulagu à frente de seus mongóis, que estavam começando a atacar as fronteiras orientais do mundo islâmico.Em 1252, durante o governo de Aibaque, os mongóis realizaram raides contra as cidades e territórios orientais do mundo islâmico. - Almacrizi, p.477/vol.1

Antes de suas mortes, Aibaque e Xajar Aldur estabeleceram firmemente a dinastia mameluca no Egito, uma potência que, em última instância, iria repelir os invasores mongóis, expulsar os cruzados europeus da Terra Santa e permaneceria como uma força política poderosa no Oriente Médio até a ascensão do Império Otomano.

Ver também

Notas

Bibliografia

Abu al-Fida, The Concise History of Humanity Almacrizi, Al Selouk Leme'refatt Dewall al-Melouk, Dar al-kotob, 1997. Idem in English: Bohn, Henry G., The Road to Knowledge of the Return of Kings, Chronicles of the Crusades, AMS Press, 1969. Almacrizi, al-Mawaiz wa al-'i'tibar bi dhikr al-khitat wa al-'athar,Matabat aladab, Cairo 1996, ISBN 977-241-175-X. Idem in French: Bouriant, Urbain, Description topographique et historique de l'Egypte,Paris 1895 Ibne Tagri, al-Nujum al-Zahirah Fi Milook Misr wa al-Qahirah, al-Hay'ah al-Misreyah 1968 History of Egypt, 1382-1469 A.D. by Yusef. William Popper, translator Abu L-Mahasin Ibne Tagri Birdi, University of California Press 1954 Mahdi, Dr. Shafik, Mamalik Misr wa Alsham ( Mamluks of Egypt and the Levant), Aldar Alarabiya, Beirut 2008 Qasim, Abdu Qasim Dr., Asr Salatin AlMamlik ( era of the Mamluk Sultans ), Eye for human and social studies, Cairo 2007 Sadawi,H., Al-Mamalik, Maroof Ikhwan, Alexandria. Shayal, Jamal, Prof. of Islamic history, Tarikh Misr al-Islamiyah (History of Islamic Egypt), dar al-Maref, Cairo 1266, ISBN 977-02-5975-6 The New Encyclopædia Britannica, Macropædia, H.H. Berton Publisher, 1973–1974

Categoria:Sultões mamelucos do Egito Categoria:Muçulmanos da Sétima Cruzada