A Média (em persa antigo: Māda; em grego: Mēdía; ; ;História do Azerbaijão (em sete volumes). Baku: 2007, vol. I. MadayQ. Qeybullayev. Azərbaycan türklərinin təşəkkül tarixindən. Baku: ADN, 1994, p. 70–92X. Xəlili. Azərbaycan türklərinin etnogenezi və milli inkişaf tarixi. Baku: 2007. ) foi uma entidade política centrada em Ecbátana que do até meados do teria dominado grande parte do planalto iraniano, abrangendo uma região que ia do norte, entre o rio Araxes e o Monte Elbrus, até o deserto de Dasht-e Kavir a leste e as Montanhas Zagros a oeste, precedendo o Império Aquemênida. Há fontes que consideram um antigo império oriental que existiu entre os anos de 728 a.C. e 549 a.C.İ. Əliyev. Midiya tarixi. Baku: Elm, 1960, p. 224. “A Mídia surgiu no palco da história como o primeiro império do Oriente.” A frequente interferência dos assírios nos Zagros resultou no processo de unificação das tribos medas. Em 612 a.C., os medos eram fortes o suficiente para derrubar o declinante Império Assírio em aliança com os babilônios. No entanto, estudiosos modernos são céticos sobre a existência de um "reino" ou "Estado" medo unificado, pelo menos durante a maior parte do século VII a.C. Há registros num relevo assírio mostrando a captura dos medos.Prof. M. T. Zehtabi – História Antiga dos Turcos do Irã, Vol. I, Teerã, 1998, p. 165.

O Estado foi fundado inicialmente no que é hoje considerado o Azerbaijão históricoПахомов Е.А. História resumida do Azerbaijão. Baku: 1923.İqrar Əliyev. Um antigo Estado no território histórico do Azerbaijão – Mídia. Baku: 1965.Брокгауз e Ефрон. Dicionário enciclopédico – “A Mídia era a parte ocidental do Irã, a oeste do Zāgros e ao norte da Susiana...”Z. M. Bünyadov, Y. Yusifov. História do Azerbaijão. Baku: 2007.Q. Qeybullayev. Azərbaycan türklərinin təşəkkül tarixindən. Baku: 1994 – “Inicialmente, a tribo dos maday habitava os vales do rio Qızıl Üzən (atualmente no Azerbaijão Meridional)...”Firudin Cəlilov. Azər xalqı, 2ª ed. Baku: 2006. ou no norte do Irã,Encyclopedia Iranica – “No final do segundo milênio a.C., tribos medas se estabeleceram no oeste do Irã...” mas rapidamente se expandiu e tornou-se uma das potências mais influentes da Ásia Ocidental, deixando marcas duradouras na história e cultura dos povos da região. A confederação tribal dos madais se formou nas províncias a leste e sudeste do que é hoje o Azerbaijão Meridional.História do Azerbaijão (em sete volumes). Baku: 2007, vol. I, p. 182 Os medos são considerados um dos povos ancestrais envolvidos no etnogênese dos azerbaijanos modernos,Aliyev I. A ciência dispõe de provas sobre a origem irânica dos medos e atropatenos? // IAN Azerb., série história, filosofia e direito, 1990, nº 3–4.Aliyev I. O papel do elemento medo na história étnica da Atropatene // Coletânea Cáucaso-Oriente Médio, VIII, Tbilisi, 1988Q. Qeybullayev. Azərbaycan türklərinin təşəkkül tarixindən. Baku: 1994, p. 90–136.G. A. Geybullaev. Sobre o etnogênese dos azerbaijanos, vol. 1. Baku: 1991, p. 216–274Firudin Cəlilov. Azər xalqı, 2ª ed. Baku: 2006, p. 161 – “Os medos, sendo ou não de origem turca, fazem parte da ancestralidade dos atuais turcos azerbaijanos.”N. Rzayev. Nas pegadas dos ancestrais. Baku: ADN, 1992 e seu império é considerado o sucessor cultural, histórico e étnico do Estado de Manna.Q. Qeybullayev. Azərbaycan türklərinin təşəkkül tarixindən. Baku: ADN, 1994, p. 70–92İ. M. Dyakonov. História da Mídia. Moscou–Leningrado, 1956, p. 330.İqrar Əliyev. Midiya tarixi. Baku: 1960, p. 145. O território medo localizava-se ao sudeste de Manna, e sua capital era Ecbátana (atualmente Hamadã).Heródoto, III, 92 O nome Mídia (Maday, Matay, Amadai) aparece pela primeira vez em fontes do século IX a.C.G. A. Geybullaev. Sobre o etnogênese dos azerbaijanos, vol. 1. Baku: 1991, p. 273. No século IX–VIII a.C., o território era controlado por pequenos governantes locais. A província de Gizilbunda, pertencente a Manna, formava a fronteira entre os dois territórios.S. Qaşqay. O Estado de Manna. Baku: 1992, p. 63.

Segundo a historiografia clássica, a Média emergiu como uma grande potência no antigo Oriente Próximo após o colapso da Assíria. Sob Ciaxares , as fronteiras do país foram estendidas para leste e oeste com a subjugação de povos vizinhos, como os persas e armênios. A expansão territorial da Média resultou na formação do primeiro império iraniano, que no auge de sua extensão territorial teria exercido controle sobre mais de dois milhões de quilômetros quadrados, estendendo-se das margens orientais do rio Hális, na Anatólia, até a Ásia Central. Nesse período, o Império Medo foi uma das grandes potências econômicas, políticas e militares do antigo Oriente Próximo juntamente com a Babilônia, Lídia e Egito. Durante seu reinado, Astíages empenhou-se para fortalecer e centralizar o Estado medo, contrariando a vontade da nobreza tribal, o que pode ter contribuído para a queda do reino. Em 550 a.C., a capital meda Ecbátana foi conquistada pelo rei persa Ciro II, marcando o início ao Império Aquemênida.

Embora seja geralmente aceito que os medos desempenharam um papel significativo no antigo Oriente Próximo após a queda da Assíria, há um debate entre os historiadores sobre a existência de um império ou até mesmo de um reino medo. Alguns estudiosos aceitam a existência de um poderoso e estruturado império que teria influenciado as estruturas políticas do posterior Império Aquemênida. Outros estudiosos argumentam que os medos constituíram uma frouxa confederação de tribos e não um Estado centralizado.

Fontes históricas Fontes textuais Durante o período neoassírio dos séculos IX ao VII a.C., bem como nos subsequentes períodos neobabilônico e persa inicial, as fontes oferecem apenas uma visão externa dos medos. Não há uma única fonte meda representando uma perspectiva meda sobre sua própria história. As fontes textuais disponíveis sobre a Média consiste principalmente em textos contemporâneos assírios e babilônicos, bem como a inscrição persa de Beistum, as Histórias do historiador grego Heródoto, a Pérsica de Ctésias, e alguns textos bíblicos. Antes das descobertas arqueológicas das ruínas e arquivos cuneiformes assírios e babilônicos, em meados do , a história das civilizações do Oriente Próximo no período anterior ao Império Aquemênida baseava-se apenas em fontes clássicas e bíblicas. As informações sobre os medos, assim como os assírios e os babilônicos, derivavam das obras de autores clássicos como Heródoto e seus sucessores. Eles coletavam informações de círculos eruditos do Império Aquemênida, mas essas informações não eram diretas nem contemporâneas, tampouco baseadas em arquivos sólidos ou materiais históricos. Embora nenhuma fonte textual contemporânea foi descoberta na Média, as informações disponíveis nas fontes assírias e babilônicas são bastante relevantes.

thumb|250px|left|Imagem do mundo segundo Heródoto,

Devido à ausência de registros escritos da Média pré-aquemênida e, até recentemente, à falta de evidências arqueológicas, o "Median logos" de Heródoto (1. 95-106) foi por muito tempo a principal e geralmente aceita narrativa histórica dos antigos medos. Em seu relato no primeiro livro de suas Histórias, Heródoto traça o desenvolvimento de um Estado ou império medo unificado, com uma capital em Ecbátana. Embora o que ele descreve tenha acontecido séculos antes e ele provavelmente tenha se baseado em relatos orais não confiáveis, seu relato pode ser correlacionado em algum grau com as fontes assírias e babilônicas.Prods Oktor Skjærvø, “IRAN vi. IRANIAN LANGUAGES AND SCRIPTS (1) Earliest Evidence,” Encyclopaedia Iranica, XIII/4, pp. 345-348, available online at http://www.iranicaonline.org/articles/iran-vi1-earliest-evidence O historiador grego Ctésias trabalhou como médico à serviço do rei aquemênida Artaxerxes II e escreveu sobre a Assíria, a Média e o Império Aquemênida em sua obra Pérsica, que consiste em 23 livros supostamente baseados em arquivos reais persas. Embora tenha criticado muito Heródoto e o acusasse de contar muitas mentiras, Ctésias segue Heródoto e também relata que houve um longo período em que os medos governaram um vasto império. O que sobreviveu de sua obra está repleto de histórias românticas, anedotas exóticas, fofocas da corte e listas de confiabilidade duvidosa. Isso faz de Ctésias um dos poucos autores antigos não muito confiáveis. No entanto, outros o consideraram uma fonte importante.

As inscrições reais assírias, datando de Salmaneser a Assaradão (ca. 850-670 a.C.) contêm o maior conjunto de informações históricas sobre os medos. O relato herodoteano ao lidar com o período anterior a Ciaxares foi praticamente descartado em favor dos registros contemporâneos assírios. As fontes assírias que fornecem informações sobre os medos nunca mencionam um Estado medo unificado. Em vez disso, essas fontes mostram uma paisagem política fragmentada, composta por entidades em pequena escala lideradas por vários senhores da cidade. Embora estudiosos tenham sugerido conexões entre certos indivíduos nesse meio e os nomes mencionados em fontes clássicas, as identificações baseadas em semelhança de nomes são questionáveis. As fontes assírias oferecem uma visão clara apenas até aproximadamente 650 a.C. Para o período subsequente, há uma lacuna na quantidade e qualidade das fontes assírias. A evidência histórica de um Estado medo unificado só surge muito mais tarde, quando em 615 a.C. os medos reaparecem em fontes babilônicas liderados por Ciaxares. Após esse evento, os medos mais uma vez retrocedem da história até 550 a.C., quando o rei persa Ciro II derrota o rei medo Astíages para se tornar a figura política dominante no Irã. Assim, a história do período de c. 650 a 550 a.C., durante o qual o poder dos medos teria atingido seu auge, permanece pouco compreendida. Embora fontes gregas clássicas afirmem a existência de um Império Medo durante este período, evidências tangíveis que sustentem a existência de tal império ainda não foram encontradas e fontes contemporâneas desse período raramente fazem referência aos medos.

Fontes arqueológicas O período medo é um dos períodos menos compreendidos da arqueologia iraniana, e a geografia meda permanece em grande parte obscura. Qualquer esforço para identificar elementos distintivos da cultura material meda da Idade do Ferro III (c. 800-550 a.C.) na região oeste do Irã concentra-se principalmente em sítios próximos à antiga capital da Média, Ecbátana (atual Hamadã). Além disso, a falta de clareza no registro arqueológico torna desafiador determinar se certos materiais arqueológicos devem ser atribuídos à cultura meda ou à aquemênida. A atividade arqueológica moderna na área central da antiga Média foi especialmente intensa e frutífera nas décadas de 1960 e 1970, quando foram realizadas as escavações de Godin Tepe, Tepe Nus-i Jã, Baba Jã. Além disso, na região adjacente do antigo reino de Manai, as escavações em Hasanlu e em Ziwiye também tiveram resultados produtivos. A atividade arqueológica nessa região revelou que, durante os séculos VIII e VII a.C., os sítios medos experimentaram um notável crescimento, mas foram despovoados na primeira metade do , período em que se presume que o suposto Império Medo atingiu seu apogeu de desenvolvimento.