Claraboia é o décimo sétimo romance de José Saramago e o seu primeiro livro póstumo, tendo a sua publicação sido autorizada pelas suas herdeiras, cerca de um ano e três meses após a sua morte.
Uma clarabóia é uma abertura circular num telhado de um prédio, encimada por uma caixilharia metálica envidraçada, com a finalidade de permitir que o interior do edifício receba luz natural. O livro de Saramago, não por acaso, passa-se num prédio e conta a história particular dos inquilinos que nele habitam.
Sinopse
No ano de 1953, durante a primavera, as histórias de moradores de um prédio numa rua humilde de Lisboa desenvolvem-se e entrelaçam-se. Um sapateiro, a sua mulher, um caixeiro viajante com a sua esposa estrangeira e um filho vivem no andar térreo; um empregado da tipografia de um jornal e a sua esposa e mais uma “mulher misteriosa” vivem no primeiro andar e, por fim, um empregado de escritório e a sua mulher e filha vivem no segundo e último andar.
Através destas personagens, a história vai-se desenvolvendo e Saramago tece mais um livro onde reflete sobre a conduta humana e os efeitos dela na sociedade.
Conflitos com a editora em 1953 Clarabóia foi, na verdade, o segundo livro escrito pelo autor. O livro, concluído a 5 de janeiro de 1953, consistia num dactiloscrito de 319 páginas, assinado com o pseudónimo de «Honorato». Pouco após a publicação do seu primeiro romance, Terra do Pecado, Saramago enviou o manuscrito de Claraboia a uma editora lisboeta, a qual nunca lhe deu resposta.
Na década de 1980, quando ele deixara de ser desconhecido e se tornara um escritor famoso, a mesma editora contactou-o, solicitando-lhe que o livro fosse lançado. Fosse por ressentimento ou por não se identificar mais com a obra, o facto é que Saramago não quis ver Claraboia publicado em vida e deixou essa decisão ao critério das suas herdeiras, o que elas fizeram após a sua morte, mas na editora habitual do escritor..
Teatro Claraboia é adaptada para teatro em 2015, pelo jornalista João Paulo Guerra, numa encenação de Maria do Céu Guerra, com cenário de José Costa Reis. O elenco é constituído pelos atores: Adérito Lopes, Carolina Parreira, Carlos Sebastião, Fernando Belo, Hélder Costa, João Maria Pinto, Lucinda Loureiro, Maria do Céu Guerra, Paula Bárcia, Paula Guedes, Paula Sousa, Rita Lello, Rita Soares, Rúben Garcia, Sérgio Moras, Sónia Barradas, Teresa Sampaio e ainda os estreantes Henrique Abrantes e Guilherme Lopes, que alternam no papel de "Henriquinho", o filho do caixeiro-viajante e da galega.
Apresentado pela Companhia de Teatro A Barraca, no Teatro Cinearte.
Em 2017 foi gravado com este mesmo elenco para ser transmitido pela televisão pública portuguesa RTP com realização de João Cayatte.
Categoria:Livros de 2011 Categoria:Obras de José Saramago Categoria:Romances de Portugal Categoria:Livros publicados postumamente