Dava-se o nome de escolarca (), na Grécia Antiga, ao director de uma escola filosófica, garante da coerência da doutrina. Era pois um reitor. É chamado também de "diádoco" (διάδοχος), por dois autores neoplatónicos: Proclo e Damáscio.

A tradição das escolas gregas era a de que o primeiro escolarca fosse designado pelo fundador da escola. Por exemplo, na Academia de Platão, este designou Espeusipo. Os seguintes foram eleitos de maneira conjunta pelos alunos e os mestres. Chegou a ser frequente que o escolarca e seus sucessores estivessem unidos por uma relação de pederastia (Crates de Atenas foi discípulo e amante de Polémon de Atenas, assim como seu sucessor na direcção da Academia).

Sucessivamente, dirigiram a Academia de Atenas: Platão (fundador em ), Espeusipo (primeiro escolarca em ), Xenócrates (), Polemo de Atenas (), Crates de Atenas () e Antíoco de Ascalão (décimo terceiro e último escolarca no ano ).

No Liceu, sucederam-se: Aristóteles (fundador em ), Teofrasto (primeiro escolarca em ), Estratão de Lâmpsaco (), Licón de Tróade (268), Aríston de Quio () e, mais tarde, Diodoro de Tiro () e Andrónico de Rodes (décimo e último escolarca do Liceu em ).

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