Alô Ticoulat Guimarães (Curitiba, 12 de dezembro de 1903 - Curitiba, 4 de março de 1985) foi um político e médico brasileiro.
Foi prefeito de Curitiba (1945), Deputado Federal (1954 a 1955) e Senador da República (1955 a 1963).
Biografia Filho do General Theodorico Gonçalves Guimarães e de Stella Ticoulatt Guimarães, irmão de Acir Guimarães e neto de Manuel Antônio Guimarães (Visconde de Nácar), nasceu em Curitiba em 1903.
Formou-se em medicina em 1927 na Universidade do Paraná (atual UFPR). Foi um dos fundadores, em 15 de novembro de 1932, da Confederação dos Tinguis, junto com o irmão Acir. Foi diretoria do Serviço Médico-Legal do Paraná. Em 1945, assumiu a prefeitura de Curitiba. Em 1947, assumiu como secretário de Saúde e Assistência Social do Paraná. Em 1951, assumiu a Secretaria do Interior e Justiça do Paraná.
Nas eleições de 1954 elegeu-se deputado federal. Nas eleições de 1954, também foi eleito suplente da vaga de senador de Moisés Lupion. A vaga de senador assumiu entre 1955 de 1963. Com o golpe de 1964, abandonou a política e dedicou-se a medicina.
Também foi presidente do Jóquei Clube Paranaense, diretor do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz e do Sanatório Bom Retiro, entre outras ocupações.
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Controvérsias
A atuação de Guimarães como médico psiquiatra é um ponto central de crítica na obra autobiográfica ‘‘Canto dos Malditos’’, de Austregésilo Carrano Bueno, publicada originalmente em 1990. No livro, que se tornou um marco da Luta Antimanicomial no Brasil, Carrano descreve suas experiências em hospitais psiquiátricos do Paraná e retrata Guimarães como uma figura de autoridade que aplicava tratamentos considerados violentos e punitivos, com destaque para o uso da eletroconvulsoterapia sem o consentimento do paciente. As denúncias da obra inspiraram o premiado filme ‘‘Bicho de Sete Cabeças’’, de 2001, e são frequentemente citadas em estudos sobre a história da reforma psiquiátrica no país.