As relações entre Angola e Estados Unidos são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República de Angola e os Estados Unidos da América.

História miniatura|Hillary Clinton num encontro com o ministro das Relações Exteriores de Angola, Assunção dos Anjos. Apesar de reconhecerem a independência das antigas colónias portuguesas, o governo dos Estados Unidos (assim como o governo de Portugal) não reconheceu o governo de Angola declarado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Os Estados Unidos continuaram a evitar o reconhecimento de um governo angolano em função das disputas ideológicas da Guerra Fria que empurraram Angola para o bloco socialista, com bastante proximidade à Cuba e ao Congo-Brazavile, e dos compromissos estadunidenses com seus aliados históricos regionais mais imediatos, como a África do Sul, além, claro, do próprio envolvimento nos conflitos regionais. Após anos de guerra civil, Angola realizou as suas primeiras eleições multipartidárias em 1992. O governo controlado pelo MPLA concordou em assinar um acordo de paz com a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) antes da eleição. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, reconheceu formalmente o novo governo de Angola a 19 de maio de 1993, usando o seu pronunciamento para exortar a UNITA a aceitar uma solução negociada.

Desde o fim da Guerra Civil Angolana, em 2002, os objetivos mais fundamentais da política externa estadunidense no país africano têm sido fortalecer as relações econômicas com Angola, particularmente intressado no controle das extensas reservas petrolíferas do país.