VasCorinthians é como são chamados os confrontos entre Corinthians e Vasco da Gama, dois dos maiores clubes de futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente. O clássico é marcado por conta dos dois clubes frequentemente decidirem títulos importantes, sendo o Corinthians considerado um "carrasco" do Vasco, tendo impedido títulos para o cruzmaltino, como a Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2000, o Campeonato Brasileiro de 2011, a Copa Libertadores de 2012 e a Copa do Brasil de 2025. Curiosamente, ambos os clubes se assemelham por vestirem as mesmas cores, terem origens de classes operárias e por apoiarem causas sociais.

História O primeiro encontro entre Corinthians e Vasco ocorreu em 14 de março de 1926, em um amistoso vencido pelo Vasco por um placar de 2 a 1. O jogo foi realizado no antigo Estádio da Rua Paysandu, no Rio de Janeiro. Nos anos de 1928 e 1934, o Vasco iria aplicar a maior goleada do confronto a seu favor, dois amistosos terminados em 5 a 0. Em 1933, os dois times se enfrentariam pela primeira vez em uma competição oficial, o Torneio Rio–São Paulo.

Na década de 50, o Corinthians chegou a vencer os Torneio Rio–São Paulo de 1950 e 1953 com um ponto de diferença sobre o Vasco. Em maio de 1953, Vasco e Corinthians jogaram a partida que seria o recorde de público do confronto, com 77.881 espectadores, até 1980.Livro Almanaque do Timão, por Celso Dario Unzelte (2006) Também nesse ano, eles se enfrentariam na semifinal do Torneio Rivadávia Correia Meyer, no qual o Vasco venceria as partidas de ida e volta, ambas no Maracanã, e eventualmente venceria o torneio.

Em 1980, o Vasco reestreou seu maior ídolo, Roberto Dinamite, após voltar do Barcelona, em um jogo contra o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro Série A de 1980 no Maracanã. Nesse mesmo dia, havia acontecido ali uma partida entre Flamengo e Bangu, e os rubro-negros ficaram para apoiar a torcida do Corinthians no duelo e tentar atrapalhar o Vasco, no que ficou conhecido pela imprensa na época de "Fla-Fiel". No entanto, Roberto ajudaria o Vasco a vencer a partida por 5 a 2, tendo feito todos os cinco gols vascaínos. Essa partida detém até hoje o recorde de público do confronto, com 107.474 pessoas presentes.

Durante a partida de volta das semifinais da Copa do Brasil de 1995, o Corinthians iria marcar a maior goleada a seu favor no confronto, um 5 a 0 sobre o Vasco no Pacaembu, e viria eventualmente vencer o torneio sobre o Grêmio. Ambos Vasco e Corinthians também viriam cada um a vencer um Campeonato Brasileiro Série A sobre o São Paulo na final, em 1989 e 1990, respectivamente.

No final dos anos 90 e início dos anos 2000 talvez tenha sido o auge da rivalidade. Os dois clubes venceram juntos quatro edições do Campeonato Brasileiro Série A seguidas, Corinthians em 1998 e 1999 e o Vasco em 1997 e 2000. Mas o maior confronto seria na final do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA de 2000, que disputariam a final após o Corinthians empatar com o Real Madrid e o Vasco vencer o Manchester United. No confronto final ocorreu um empate de 0 a 0 no tempo regular, e uma vitória do Corinthians de 4 a 3 na disputa por pênaltis. A partida foi realizada no Maracanã para um público de mais de 73.000 pessoas. Essa foi a única vez que dois times de mesmo país se enfrentaram em uma final de caráter mundial. miniaturadaimagem|Escalações iniciais da final do Campeonato Mundial da FIFA de 2000 No Campeonato Brasileiro Série A de 2011, Corinthians e Vasco disputariam o título até a última rodada do campeonato. O Corinthians conquistou o título ao empatar na última rodada com seu arquirrival Palmeiras por 0 a 0. Ao mesmo tempo, o Vasco também empatava com o Flamengo por 1 a 1 na última rodada, e acabou terminando com o vice-campeonato

Os dois times então se classificariam para a Copa Libertadores de 2012, onde chegariam fortes e muitos os colocavam como os candidatos ao título do torneio. Corinthians e Vasco seriam sorteados a se enfrentarem nas quartas de final do torneio. Na partida de ida em São Januário, um placar de 0 a 0 para uma disputa apertada. Na volta no Pacaembu, mais uma partida duríssima que ficaria marcada pela lendária defesa do goleiro corinthiano Cássio durante um contra-ataque de Diego Souza aos 17 minutos do segundo tempo. O Corinthians venceria por 1 a 0 com gol de Paulinho no final do segundo tempo. O técnico do Corinthians, Tite, disse que essa defesa foi crucial para que ele chegasse a comandar a Seleção Brasileira e que, se a bola tivesse entrado no gol, seria um "ponto final" em sua carreira.

Após esse momento, o Corinthians viria a vencer muitas conquistas desde então, enquanto o Vasco viveria talvez os piores anos de sua história. O Vasco não venceria o Corinthians por 14 anos, o que os torcedores chamariam de "a maldição do Cássio". Isso ocorreria até julho de 2024, quando em uma partida em São Januário valida pelo Campeonato Brasileiro Série A, o lateral ex-Corinthians e até então Vasco, Lucas Piton, marcaria o gol que ajudaria o Vasco a sair com a vitória. Essa também seria a última partida antes de Ramón Díaz, então novo técnico do Corinthians e que tinha acabado de sair do Vasco, comandar a equipe. Curiosamente, essa foi a primeira partida entre Vasco e Corinthians após a saída de Cássio do time paulista.

No ano de 2025, mesmo com campanhas abaixo do esperado no Brasileirão, Corinthians (13º) e Vasco (14º) voltariam a disputar uma final após mais de duas décadas, desta vez, na Copa do Brasil. Os dois clubes chegaram na decisão eliminando rivais (O timão eliminou o Palmeiras nas oitavas e o Cruzmaltino eliminou Botafogo nas quartas e Fluminense na semifinal), ambos passando na disputa de pênaltis nas semifinais.

A primeira partida da grande final foi disputada na Neo Química Arena, onde mesmo havendo um gol anulado para ambos os times, a partida terminou em um empate sem gols. No segundo jogo, o Corinthians fez valer o seu histórico positivo contra o Vasco e o excelente retrospecto decidindo a Copa do Brasil como visitante e venceu por 2 a 1, no estádio do Maracanã, conquistando a quarta taça com gols de Yuri Alberto e Memphis Depay, com um drible antológico do meio-campista Breno Bidon iniciando a jogada do gol do título.

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