A estação ferroviária de Palmela (nome anteriormente grafado como "Palmella"),J. P. Tavares Trigueiros: “Toirada em Setubal” Diario Illustrado 401 (1873.09.01): p.8 é uma interface encerrada da Linha do Sul, que servia nominalmente a localidade de Palmela, no Distrito de Setúbal, em Portugal. Foi substituída por nova interface designada Palmela-A, já no século XXI.
Descrição Localização e acessos Esta interface situa-se no limite nordeste da malha urbana de Aires, a nascente da localidade nominal, distando do seu centro (Biblioteca Municipal) mais de três quilómetros, incluindo um troço de acentuado declive.: 3450 m: desnível acumulado de +165−34 m
Infraestrutura Esta interface apresenta quatro vias de circulação, numeradas de I a IV, todas com 244 m de extensão exceto a via III, com 262 m, e não tem qualquer plataforma; existem ainda cinco vias secundárias, identificadas como V, G1, G2, G3, e G4, com comprimentos entre 209 e 149 m; todas estas vias estão eletrificadas em toda a sua extensão. Situa-se nesta configuração, centrado ao , o Ramal Palmela-Megaço, gerido pela Megaço - Produtos Siderúrgicos; tem tipologia «Linhas de Carga/Desc. Privado» (instalação n.º 101; , dep. 68304; cód. 159), e insere-se na via ao (dep. 68700). Situa-se igualmente nesta configuração, centrado ao , o Ramal Palmela-Slem, gerido pela SLEM - Sociedade Luso Espanhola de Metais; tem tipologia «Linhas de Carga/Desc. Privado» (instalação n.º 102; , dep. 68205; cód. 158), e insere-se na via ao (dep. 68072). O edifício de passageiros situa-se do lado poente da via (lado direito do sentido ascendente, para Funcheira).
História
Século XIX O troço entre as estações de Pinhal Novo e Setúbal da Linha do Sul, onde se insere esta interface, entrou ao serviço em 1 de Fevereiro de 1861.REIS et al, 2006:12
thumb|left|A estação, com plataformas e edifício de passageiros, na década de 1980.
Século XX Em 1913, existia um serviço de diligências entre a estação e a vila de Palmela.
Após a integração dos antigos Caminhos de Ferro do Estado na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, em 1927, aquela empresa iniciou um programa de remodelação das antigas estações do Estado, incluindo a de Palmela. Em 1934, a Companhia realizou grandes obras de reparação nesta estação.
Esta estação é a terceira das quatro referidas por Fernando Pessoa no seu poema “Anti-Gazetilha” (Sol 1926.11.13; mais tarde incluída como “O Comboio Descendente” em numerosas antologias e musicada nos anos 1980 por Zé Mário Branco), que descreve um sinuoso e improvável «comboio descendente» que segue de «Queluz à Cruz Quebrada», «da Cruz Quebrada a Palmela», e «de Palmela a Portimão».Jerónimo Pizarro: “Sobre a primeira gazetilha de Álvaro de Campos” Pessoa Plural 1: 320-334. ISSN 2212-4179Alice Áurea Penteado Martha: “Fernando Pessoa e Cecília Meireles: o encontro entre poesia e criança” Espéculo : Revista de estudios literarios (Universidad Complutense de Madrid) 30
Em 1988 esta interface prestava ainda serviço de passageiros, tendo sido desativada entretanto.
Século XXI Em Janeiro de 2011, já depois da criação de Palmela-A, contava com duas vias de circulação, ambas com 248 m de comprimento, e que não tinham quaisquer plataformas — valores mais tarde alterados para os atuais.Diretório da Rede 2024. I.P.: 2022.12.09
Ver também Comboios de Portugal Infraestruturas de Portugal Transporte ferroviário em Portugal História do transporte ferroviário em Portugal
Bibliografia
Ligações externas
Palmela Palmela Categoria:Palmela (freguesia)