350px|thumb|Os povos germânicos no , - Imagem da Germânia de Tácito. Os Marsos estavam presente nas proximidades de Roer, vizinhos aos Queruscos.
Os Marsos () formavam uma pequena tribo na Germânia Ocidental, pelos séculos e , entre os rios Reno, Roer e Lippe, na atual Alemanha norte-ocidental (na fronteira com a Gália),Tácito, Germânia , XLIV, 3. ao norte da Boêmia, no Alto Elba, na Floresta de Teutoburgo. Sua língua e costumes eram assemelhados aos dos Suevos. Eles penetraram na Gália em sob a direção de Ariovisto, chefe dos Suevos.
História Os Marsos foram primeiramente descritos por Estrabão, e Tácito os menciona várias vezes, especialmente no contexto das campanhas de Germânico, quando da invasão romana de Eles faziam parte da coalizão de tribos sob a direção de Armínio e que contava com os Queruscos, os Brúcteros, os Catos, os Caúcos e os Sicambros) que, liderado por Armínio em , destruiu três legiões (as legiões romanas XVII, XVIII e XIX) romanas lideradas pelo general Varo na Batalha da Floresta de Teutoburgo. Germânico, em uma expedição punitiva, que visava vingar essa derrota, invadiu a Mársica (terra onde viviam os Marsos), no ano 14 com 12 mil legionários, 26 coortes de tropas auxiliares, e 8 esquadrões de cavalaria auxiliar.Tácito , Anais , I, 49.Após a conquista romana do oeste Germânia entre os anos 01 e , muitos deles foram feitos prisioneiros de guerra, e juntamente com prisioneiros de outras tribos foram enviados à Gália.
Em outro grande ataque, que se deu enquanto estavam em suas celebrações de solenidade à deusa Tamfana,Segundo o relatório de Tácito (Anais I, 50,3) Os Marsos prestavam homenagem, divertiam e embebedavam-se em um banquete("eam festam Germanis noctem ac sollemnibus ludicram epulis")Deusa da abundância, da fertilidade, da colheita.No Livro Anais 1, capítulo 51, Tácito registra um massacre de Queruscos, Catos e Marsos e a destruição total da "celeberrimum Illis Gentibus quod templum Tamfanæ vocabunt" ("o templo... de Tamfana, como eles chamam, o habitáculo especial de todas as tribos"). O Templo propriamente dito, estava localizado em território dos Marsos.Tan=rede ou fio Fana=tecelã, tecelão do fio da vida, do destino embriagados e incapazes de reagir de um modo organizado ao ataque surpresa dos romanos, o que resultou num massacre. De acordo com Tácito (Anais 1,51), uma área de 50 milhas romanas foi devastada pelo fogo e pela espada e "o sexo ou a idade não despertaram a piedade".Tácito , Anais , I, 49-51. A águia (símbolo de uma legião romana) das legiões de Varo foi recuperada.
Exasperados com este e outros massacres, seguidos de derramamentos de sangue, a exemplo do que ocorreu contra os Catos na primavera do ano , fizeram com que as tribos germânicas deixassem suas hostilidades mútuas de lado e, novamente, se unissem contra os invasores romanos, os atacassem e os repelissem. Após dois anos de campanha, Roma resolveu abandonar a região e estender suas fronteiras para o leste do Weser, e as tropas se retiraram para além do Reno.Tácito , Anais , II, 26 .
Após a paz romana, as tribos germânicas se organizaram em uma Liga principal, e pelos idos do de 240, eles se integraram aos Francos ripuários. Parte deste povo teve assentamento na Renânia central e consistia de uma mistura de Catos, Marsos Brúcteros e outras tribos germânicas.
O Marsos da Germânia não devem ser confundidos com os da tribo de mesmo nome e que viviam na Itália ver Marsos.
Linguagem A linguagem estabelecida entre os Marsos, pertencia ao grupo linguístico comum às línguas germânicas do Weser-Reno. Estas línguas foram desaparecendo gradualmente e assimiladas ou convertidas que que ficou conhecido como a língua franca, paralelamente à mistura de hábitos, habitat e costumes das pequenas tribos daquela mesma região de torno de uma só tribo a dos Francos ripuários.
Topônimo Algumas cidades têm hoje um nome que lembra aos Marsos. Exemplos de Marsberg e Obermarsberg em Renânia do Norte-Vestfália Oriental e Volkmarsen em Hesse no norte.
Localização Quando os romanos chegaram, várias tribos foram localizados na região dos Países Baixos, que residiam nas partes habitáveis mais altas, especialmente no leste e sul. Essas tribos não deixaram registros escritos. Todas as informações conhecidas sobre elas durante este período pré-romano é baseada no que os romanos, mais tarde, escreveram sobre as mesmas.
left|300 px|thumb|O local aproximado (hoje Holanda) onde as tribos germânicas se assentaram no séc. I. Os limites exatos são desconhecidos entretanto, e H a M em particular, não devem ser considerados como representações exatas.
As tribos mostrado no mapa à esquerda são:
A. Frísios, B. Caninefates, C. Batavos, D. Marsos, E. Toxandros, F. Menápios, G. Ampsivários, H. Camavos, I. Sicambros, J. Brúcteros, K. Tubantes, L. Usípetes e M. Tencteros.
Outros grupos tribais não mostrados neste mapa, mas associado com a Holanda são: Ambianos, Catos, Catuários, Morinos, Salianos, Tungros e Úbios.
Bibliografia Tácito, Anais Tácito, Germânia Beatrix Günnewig, Günter Neumann: Marsen . In: Dicionário de Antiguidades germânica . 19 Bd Berlin 2001, p. 361ff. Ralf G. Jahn: A guerra Romano-Germânico (9-16 dC) . Universidade dissertação de Bonn de 2001.
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