José Rodrigo de Almeida (Lisboa, 1757 — Ponta Delgada, 8 de junho de 1832) foi um engenheiro militar do Exército Português.«Almeida, José Rodrigo de» na Enciclopédia Açoriana.Drummond, F. F. (1980), Anais da Ilha Terceira. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional de Educação e Cultura, III. FARIA, Manuel Augusto. "Plantas dos Fortes da Ilha Terceira". Atlântida, vol. LXV, 2000. p. 154-171.
Biografia Pertencia ao Real Corpo de Engenheiros do Exército Português, mas pouco sabemos do início da sua carreira militar. Desde cedo foi prestar serviço na Capitania-Geral dos Açores, onde em 1800 estava encarregado da Direcção-Geral de Obras Públicas na cidade de Angra, além de trabalhar na carta topográfica da ilha Terceira.
Em 1805 assinava, como sargento-mor do Real Corpo de Engenheiros, uma planta do Castelo de São João Baptista do Monte Brasil e da cidade de Angra, hoje no arquivo de desenhos da Inspecção de Obras Militares. Em 1822 foi promovido a coronel, servindo então no Faial.
Quando da revolução liberal de 22 de junho de 1828, em Angra, foi nomeado membro do governo interino, por ser o oficial mais antigo, uma vez que o brigadeiro Castil Blanco recusou a sua nomeação. Em 1830, foi nomeado membro do Conselho de Justiça Militar e, nessa qualidade, acompanhou o exército liberal da Terceira para São Miguel. Adoecendo a bordo, veio a falecer no hospital de Ponta Delgada.
No posto de sargento-mor, em cumprimento a ordens da Real Junta da Fazenda dos Açores, realizou em 1804 uma planta da cidade da Horta, na ilha do Faial,Atualmente no Gabinete de Estudos Arqueológicos e Engenharia Militar da Direcção dos Serviços de Engenharia Militar do Exército Português. com uma detalhada legenda, onde assinala as instituições e edifícios mais notáveis do espaço urbano e do espaço envolvente: Alfândega, Misericórdia, Conventos, Ermidas e Impérios. Particular atenção é dada às instalações militares - fortes e muralhas - e ao seu estado de conservação. Indica-se, por exemplo, "logar aonde a muralha esta arruinada". O espaço edificado da aglomeração urbana é figurado com detalhe, incluindo hortas e quintais. No porto, inscreve-se o "projecto de um molhe".
Esteve envolvido na fortificação da ilha Terceira e mais ilhas a ocidente, por determinação do então Capitão-general da Capitania Geral dos Açores, Francisco António de Araújo e Azevedo, de que deixou coleção de plantas."Colecção de Plantas e Alçados de 32 Fortalezas dos Açores, por Joze Rodrigo d'Almeida em 1830". GEAEM.
Posteriormente, no contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), integrou o Exército Libertador. Data deste período a "Planta da cidade de Angra, capital das ilhas dos Açores: offerecida ao Ill.mo e Ex.mo Sñr. Conde de Villa-Flor, membro da Regencia, Commandante das Forças Militares e Marechal de Campo"."Planta da cidade de Angra, capital das ilhas dos Açores, José Rodrigo de Almeida, 1830, Açores." in Arquipélagos.pt. Consultado em 31 dez 2011.
Obra 1801 - "Planta do Castelo de São João Baptista"De possível autoria de Almeida, foi enviada para Lisboa em outubro de 1801, de paradeiro hoje desconhecido, cf. FARIA, 2000:156. 1805 - "Planta do Castelo de São João Baptista"Traz a primeira representação do Pátio da Alfândega, sobre a antiga Porta do Mar em Angra, cf. FARIA, 2000:156. 1806 - Carta Militar da ilha Terceira 1825 - Carta Militar da ilha Terceira 1804 - Carta das fortificações e baías do Faial 1805 - Carta das fortificações e baías do Faial 1804-1805 - Conjunto de plantas dos fortes que defendem a Horta 1822 - Conjunto de plantas e alçados de doze fortalezas da ilha das Flores e da ilha do CorvoDesta última, nomeadamente da "Bateria que se precisa construir para defender a ilha do Corvo", cf. FARIA, 2000:156. Referências
Ligações externas Exemplares da obra de José Rodrigo de Almeida in Arquipélagos.pt
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