Deolinda Fonseca (Porto, 1954)Lista de artistas - Visual Arts Centre in the Danish Arts Agency e Danish Arts Council’s Committee for International Visual Arts: http://www.kunstdk.dk/artist/deolinda_fonseca/ foi Facebook - Publicação Funeral: https://www.facebook.com/DeolindaFonsecaVisualArtist/posts/pfbid02P6jZNVhwHEmS5gzprkxKaAMRyTGYu9fHCsDd6tDD2hpYJHFXT8aNNArj8R3EN8Jxl?locale=da_DK uma artista portuguesa radicada na Dinamarca desde 1979, ano em que concluiu a sua formação em Artes Plásticas na Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Formação e actividade artística
Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian nos anos de 1973 a 1976. Em 1985 estudou com Poul Gernes na Academia Real de Copenhaga. Tem uma vasta experiência como professora e monitora de ateliers artísticos. Podem destacar-se os anos de ensino de crianças surdas-mudas entre 1976 e 1978, ainda em Portugal, os ateliers de pintura sobre seda desenvolvidos no Louisiana Museum of Modern Art, em 1995, aquando da apresentação de uma exposição de Arte Moderna Japonesa, e os ateliers organizados na Hendriksholm School, em 1998, baseados nas visitas realizadas à The David Collection of Islamic Art in Copenhagen. Ilustrou diversas publicações e trabalhou em cenografia e efeitos cenográficos para filmes de animação.
No âmbito da divulgação da cultura portuguesa na Dinamarca promoveu uma apresentação de livros e publicações da Fundação Calouste Gulbenkian na Biblioteca Central de Copenhaga, em 1996. Quando Copenhaga foi Capital Europeia da Cultura, em 1996, realizou diversas performances com pintura e uma grande instalação de pintura sobre seda na Biblioteca Central de Copenhaga. A performance interessou-a desde o início da sua carreira e, em 2002, faria uma performance no Museu Nacional da Dinamarca em colaboração com o Coro Feminino da DR (radiotelevisão dinamarquesa). A sua actividade como divulgadora cultural levou-a ainda a abrir uma galeria de arte em Esplanaden, Copenhaga, que dirigiu entre 1997e 2005, onde organizou diversas exposições de artistas dinamarqueses e estrangeiros, entre as quais uma exposição com 5 artistas do Porto. Em 2002 foi distinguida com a Ordem do Infante D. Henrique pela República Portuguesa.
Foi membro de duas importantes associações artísticas, em Portugal: Árvore (Cooperativa de Actividades Artísticas) e na Dinamarca: BKF (Sindicato dos Artistas Plásticos Dinamarqueses). Em Portugal é representada pela Galeria S. Mamede, em Lisboa e Porto. O Departamento de Arte da Biblioteca Central de Copenhaga dispõe de um vídeo sobre Deolinda Fonseca, “The More We say – The Less We See”, dirigido por Lars Brok em 1994. http://www.larsbrok.dk/Filmografi.html
Obra e crítica
A sua obra oscila entre duas facetas dominantes: a primeira caracteriza-se pela abstracção próxima de um sentido expressionista que origina trabalhos de grande vitalidade e intensidade. A segunda aborda a figuração e traduz-se, essencialmente, numa actividade notável de retratista. Sobre a sua obra pronunciaram-se, ao longo do tempo, diversos críticos e historiadores de arte.
Fernando Guimarães Fernando Guimarães. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-12-18]; http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/guimara.htm (Porto – Portugal, 1928), poeta, ensaísta e tradutor escreveu em 1993:
[…] é curioso constatar como os trabalhos mais antigos remetem sempre para um centro. Para uma espécie de sorvedouro donde não é possível qualquer regresso. GUIMARÃES, Fernando. Deolinda Fonseca. Porto: Árvore, 1993 [catálogo de exposição].
Fátima Lambert (1960), crítica de arte e professora universitária afirmou em 1999:
Deolinda Fonseca está efectivamente longe: vive na Dinamarca há longos anos e preserva as suas raízes portuguesas. A luz pulsátil que caracteriza a cromaticidade dos seus trabalhos não esconde uma certa nostalgia da situação geográfica portuguesa. […] O seu olhar de dentro que está fora e retorna, mostra-nos […] uma experiência de rememorização pouco comum. LAMBERT, Fátima. Deolinda Fonseca, Francisco Laranjo, Sebastião Resende, Sobral Centeno 1979-1999. Porto: Galeria Alvarez, 1999 [catálogo de exposição]. Entrada de catálogo da Biblioteca de Arte da FCGulbenkian: http://www.biblartepac.gulbenkian.pt/ipac20/ipac.jsp?session=132511168H0U4.55100&profile=ba&source=~!fcgbga&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!160633~!1&ri=1&aspect=basic_search&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Deolinda+Fonseca&index=.GW&uindex=&aspect=basic_search&menu=search&ri=1#focus
Laura Castro Curriculum vitae – Laura Castro: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=4382481107933757 (Gaia – Portugal, 1963), historiadora, crítica de arte e professora universitária escreveu em 2006:
Nenhum pintor escapa à sua genealogia por mais difusa ou diversificada que ela se apresente. A linhagem em que se integra Deolinda Fonseca é a desse expressionismo oscilante entre a abstracção e a figuração, desse expressionismo que articula o teor abstracto de fundos laboriosamente tratados com uma figuração dispersa e subtil, desse expressionismo cujo legado se impôs nos meados do século através de pintores norte-americanos e europeus.CASTRO, Laura. Deolinda Fonseca. Topologia Cromática. Lisboa: Galeria S. Mamede, 2006 [catálogo de exposição].
Sinne Lundgaard Rasmussen doutorada em Estética, investigadora independente na área da arte, referiu-se do seguinte modo a Deolinda Fonseca:
[…] ser artista é estar consciente das suas escolhas e, ao mesmo tempo, deixar a pintura fluir livremente. Esta é a força das pinturas de Deolinda Fonseca. As escolhas de Deolinda são claras, mas, simultaneamente, deixa as suas pinturas ter vida própria. RASSMUNSSEN, Sinne Lundgaard. "Deolinda Fonseca – Abstract Paintings". In Deolinda Fonseca. Paisagens da mente. Representação e Abstracção. Lisboa, Galeria S. Mamede, 2010; http://independent.academia.edu/SinneLundgaardRasmussen
O sentido experimental de alguns dos projectos de Deolinda Fonseca também deve ser destacado. No projecto Flutuações, de 2009, Deolinda Fonseca, apresenta pintura sobre seda a que se reuniu a cumplicidade das animações digitais através da colaboração com Lars Brok. Laura Castro escreveu a respeito desta colaboração: No diálogo entre as duas linguagens artísticas tão distantes em termos artesanais, oficinais, tecnológicos e conceptuais […] instaura-se uma curiosa proximidade. […] No encontro de duas práticas culturais, do artístico ao visual assiste-se a uma experiência estética que valeria a pena aprofundar.CASTRO, Laura. Deolinda Fonseca. Flutuações. Luxemburgo: Instituto Camões, 2009 [catálogo de exposição]. http://www.instituto-camoes.pt/comunicacao/encarte-jl/1224-as-tres-vidas-de-uma-pintura
Em 2010 foi publicado um importante livro sobre a sua obra, com textos de Laura Castro e de Sinne Lundgaard Rasmussen, em edição bilingue (português e inglês) que reúne obras de 1989 a 2010.
Exposições individuais (selecção)
1982 – Kunstforening Direcção dos Impostos 1987 – Galleri Secher 1985 – Møstings Hus 1986 – Kunstforening do Banco Dinamarquês; Hospital de Herlev 1988 – Kunstforening da Câmara Municipal de Ballerup; Casa da Cultura de Helsingør 1988/1995 – I.C.L. Data Kunstforening 1990/1992/1995/1997 – Louis Poulsen Kunstforening 1991 – Câmara Municipal de Ishøj; Lundbeck Medico Kunstforening 1992 –Representação da Amnestia Internacional em Casa da Cultura de Åbenrå; Biblioteca de Arte de Lyngby; Sindicato dos Dentistas Kunstforening 1993 – Galleri Dragehøj; D.F.D.S. Kunstforening; Galeria Árvore (Porto – Portugal); Galleri Shambala 1994 – Galleri Art Tegn; Sahva Kunstforening 1995 – Biblioteca Central de Greve; Biblioteca Real Dinamarca; Biblioteca Central de Copenhaga 1995/96 – Câmara Municipal de Hvidovre 1996 – Biblioteca Central de Gladsaxe; Scandibrew Kunstforening 1997 – Galleri Fonseca; Direcção geral do Comércio Kunstforening; Sadolin Akzo Nobel Decorative Coatings Kunstforening 1997/1998/1999 – Skovlundegaard Kunstforening 1998 – Galleri Dragehøj; Embaixada dos Estados Unidos 1999 – Biblioteca Central de Copenhaga; Tryg Baltica Kunstforening 2000 – Skovbo Kunstforening; Weibulls Kunstgalleri 2001 – Instituto Camões – Sala Damião de Goes (Bruxelas – Bélgica); Biblioteca Central de Copenhaga; DRTV Kunstforening; Museu Casa Oficina António Carneiro, integrada no “Porto 2001, Capital Europeia da Cultura” (Porto Portugal); Morgenavisen Jyllands Posten Kunstforening; Akzo Nobel Kunstforening (Dk) 2002 – Akzo Nobel Kunstforening (Suécia); Memória 25 de Abril, Instituto Camões, Centro Cultural do Luxemburgo; Direcção de Energia na Dinamarca; DRTV Kunstforening 2003 – Sindicato dos Dentistas; Illums Bolighus; Galeria Símbolo (Porto – Portugal); Espaços Paralelos, Galeria Municipal de Albufeira (Portugal) 2004 – Galeria do jornal diário Morgenavisen Jyllands Posten, Copenhaga 2005 - Hospital de Hvidovre; Gallery Copenhagen; Deloitte & Touche Kunstforening 2006 – Topologia Cromática, Galeria S. Mamede (Lisboa, Portugal) 2007 – Sincronismos do Olhar, Galeria S. Mamede (Porto, Portugal 2009 – Flutuações, Centro Cultural Português (Luxemburgo); Mind's Eye, Gallery Shorashim (Tel Aviv – Israel); Behind the Clouds, Rappaport Hall (Haifa – Israel) 2010 – Danish Portraits, Galleri Nybro; Paisagens da Mente, Galeria S. Mamede (Lisboa, Portugal) 2011 – Danish Portraits, Borup House of Culture Skovbo Kunstforening
Colecções em que está representada Birkeroed Gymnasium Electricians Association of Denmark Embaixada de Portugal em Copenhaga Embaixada de Portugal em Tel Aviv Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto Hospital de Hvidovre Instituto Camões – Bruxelas e Luxemburgo Nithona Foundation’s collection at Roennebaeksholm Museum Colecções privadas em Portugal, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, França, Suécia, Noruega, Dinamarca, Reino Unido, Irlanda e E.U.A.
Ligações externas Website oficial da artista Website oficial da Galeria S. Mamede
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