Ilda Nunes dos Reis (Socorro, Lisboa, 1 de janeiro de 1923 – Lisboa, 5 de janeiro de 1998) foi uma artista plástica portuguesa que, durante três décadas de produção criativa, se dedicou exclusivamente à gravura. Foi casada, de 1944 a 1970, com o escritor José Saramago.

Percurso Ilda Reis nasceu no dia 1 de Janeiro de 1923, na freguesia do Socorro, em Lisboa. Era filha de António Nunes dos Reis, funcionário público, e Maria Adelaide Nunes, doméstica, ambos naturais de Góis (freguesia de Colmeal). A 26 de novembro de 1944, casou civilmente em Lisboa com José Saramago, com quem permaneceu até 1970, embora o divórcio só tenha sido decretado por sentença transitada em julgado a 20 de maio de 1974, com efeitos retroativos a 20 de julho de 1970.

O seu percurso artístico começa na Escola de Artes Decorativas de António Arroio, que interrompe para focar-se apenas na sua carreira profissional como dactilógrafa da CP até ao ano de 1965. Nesse ano, com a idade de 42 anos a artista “abandona o emprego seguro” e regressa ao mundo das artes e dos seus estudos artísticos inscrevendo-se num curso de pintura e desenho na Sociedade Nacional de Belas Artes.

Estudou gravura e serigrafia na Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, espaço por onde passaram Júlio Pomar, Alice Jorge, Manuela Pinheiro, Emilia Nadal e Sérgio Pombo e onde orientou alguns cursos.

Foi membro da direcção da «Gravura» em 1971/72 e do Conselho Técnico em 1972/73, e bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em 1971/72 e 1979/80.

A obra gravada de Ilda Reis encontra-se em depósito na Biblioteca Nacional, em Lisboa.

Morreu a 5 de janeiro de 1998, em Lisboa.Morreu a Ilda, Pensatório da Divisão 01.12.2018

Exposições Colectivas no Estrangeiro

2005 “Bairro Alto – Colectiva de 10 Artistas Portugueses”. Itinerância de Abril a Setembro, comissariada por Ana Matos. Província de Granada. Espanha. 1994. Centro Internacional de Arte. Kyoto. Japão. 1993. I Bienal Internacional de Gravura. Maastricht. Holanda. 1992. Centro Internacional de Arte. Kyoto. Japão. 1991. Centro Internacional de Arte. Kyoto. Japão. 1989. Embaixada de Portugal – Centro Cultural Português. Cidade da Praia. Cabo Verde. 1989. IV Bienal Nacional do Livro. Rio de Janeiro. Brasil. 1988. Grand Prix Européen de Arts et des Lettres. Nice. França. 1988. Exposição de Arte Portuguesa Didático-Cultural. França, Bélgica e Luxemburgo. 1987. Ano Europeu do Ambiente. Inglaterra, França, Israel, Áustria, antiga FRA e Portugal (Museu de Setúbal). 1984. IX Trienal de Xilogravura. Suíça (Winterthur e Bulle), Itália (Génova) e Alemanha (Schwetzingen) 1984. Trienal Europeia de Gravura. Veneza. Itália. 1983. XV Bienal Internacional de Gravura. Ljubljana. 1983. III Bienal de Gravura Europeia. Baden-Banden e Heidelberg. 1980. Zeigenossiche Portugiesische Grafik. Galerie Bernhard. Weber-Manheim. 1978. Exposição de Gravura Contemporânea. Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Brasil. 1978. Gravura Portuguesa Contemporânea. Viterbo. Itália. 1978. Gravura Portuguesa Contemporânea. Galeria Felizitas. Mentel-Manheim. 1978. Zeitgenossiche Grafik aus Portugal. Manheimer. Abendakamie. 1978. II Mal Portugal. Galerie Linde in Derendinge. Suíça. 1977. I Exposição de Gravadores Portugueses. Madrid. Espanha. 1976 a 1978. Gravura Portuguesa Contemporânea, organizada pela Secretaria de Estado da Cultura. Veneza, Bolonha e Roma. Itália. 1976. Lunds Konsthall Portugisiskt. Museu de Luns. Suécia. 1975. XI Bienal Internacional de Gravura. Ljubljana. 1975. Gravura Portuguesa Contemporânea. Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian. Paris. França. 1975. Exposição Colectiva de Gravadores Portugueses. Madrid. Espanha. 1975. X Bienal Internacional. Tóquio. Japão. 1973. X Bienal Internacional de Gravura. Ljubljana. 1973. Rothman’s Gallery. New Jersey. EUA. 1972. XX Salão de Gravura. Museu de Arte Contemporânea. Madrid. 1972. VI Salão de Arte Moderna. Luanda. 1972. III Bienal Internacional de Gravura. Florença. Itália. 1972. II Bienal Internacional de Gravura. Seul. 1972. III Bienal Internacional de Gravura. Buenos Aires. Argentina. 1972. II Trienal Internacional de Xilogravura. Capri. Itália. 1971. Gravura Portuguesa. São Salvador da Baía. Brasil. 1970 a 1975. Gravura Portuguesa Contemporânea, organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Paris. França. 1970. II Bienal Internacional de Gravura. Cracóvia. 1970. IV Salão de Arte Moderna. Luanda. 1969. Exposição Internacional de Gravura. Catânia. 1968. II Bienal Internacional de Gravura. Pescia.

Prémios

1994. Prémio de Edição. IV Bienal de Gravura da Amadora. Amadora. 1990. Menção Honrosa. IV Exposição de Pequeno Formato, Viragem. Cascais. 1988. Prémio Jusgoslávia. Grand Prix Européen des Arts et des Lettres. Nice. França. 1987. 1.º Prémio. I Bienal de Arte. Grupo Dramático Povoense. 1987. Menção Honrosa. Ano Europeu do Ambiente. Museu de Setúbal. Setúbal. 1984. Prémio de Edição. I Exposição de Arte – Banco Fomento Nacional. Lisboa. 1981. Prémio de Edição. III Exposição Nacional de Gravura. Lisboa. 1972. Medalha de Ouro. III Bienal Internacional de Gravura. Florença. Itália. 1972. Medalha de Bronze. II Trienal Internacional de Xilogravura. Carpi. Itália. 1971. Medalha de Prata. XVII Salão de Outono. Junta de Turismo da Costa do Sol. Estoril. 1971. Medalha de Prata. XVI Salão de Primavera. Junta de Turismo da Costa do Sol. Estoril. 1970. Medalha de Prata. XVI Salão de Primavera. Junta de Turismo da Costa do Sol. Estoril. 1970. Medalha de Prata. VIII Salão de Arte Moderna. Junta de Turismo da Costa do Sol. Estoril. 1967. Menção Honrosa. Círculo de Artes Plásticas. Coimbra.

Bibliografia Passiva Azevedo, Fernando (1972) Ilda Reis: exposição individual. Lisboa: Galeria de S. Francisco. Azevedo, Fernando (1988) Ilda Reis: exposição individual na Casa de Bocage. Setúbal: Galeria Municipal de Artes Visuais. Azevedo, Fernando, (1973) Ilda Reis: exposição individual. Lisboa: Galeria Espaço 1973. Matos, Ana sobre a obra de Ilda Reis (2008 a) folha de sala da exposição retrospectiva na Biblioteca Nacional de Portugal, 2008, Lisboa. Tavares, Cristina (1989) exposição individual na Galeria Tamaris. Montreal: Canada.

Ligações externas A poesia da matéria orgânica na gravura de Ilda Reis, por Joanna Latka

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