Flaviano ( ou Phlabianus) foi um Arcebispo de Constantinopla de 446 até 449. Ele é venerado como um santo pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa.
Na Igreja Católica, São Flaviano é comemorado em 18 de fevereiro, a data atribuída a ele no Martirológio romano. Ele não deve ser confundido com Flaviano de Ricina, que também foi bispo.
Vida e obras thumb| esquerda| 180px| Papa Leão I, grande amigo de Flaviano.Por Francisco de Herrera, o moço, atualmente no Museu do Prado Flaviano era o guardião dos vasos sagrados da grande Igreja de Constantinopla e, de acordo com Nicéforo Calisto Xantópulo, tinha a reputação de levar uma vida santificada quando ele foi escolhido para ser Arcebispo de Constantinopla.
Durante a sua consagração, o imperador romano Teodósio II estava em Calcedônia. Seu eunuco, Crisáfio, tentou extorquir um presente de ouro para o imperador, mas como não conseguiu, ele começou a articular contra o novo Arcebispo dando seu apoio ao arquimandrita Eutiques em sua disputa com Flaviano.
Flaviano presidiu sobre um concílio de quarenta bispos em Constantinopla em 8 de novembro para resolver a disputa entre o bispo metropolita de Sárdis e dois bispos de sua província. Eusébio, bispo de Dorileia, apresentou seu caso contra Eutiques. O discurso de Flaviano permanece até hoje e termina com um apelo ao bispo de Dorileia: "Deixe sua excelência condescender ao ponto de visitá-lo e discutir com ele sobre a fé verdadeira e se ele se mantiver firme no erro, então ele deverá ser convocado à nossa assembleia sagrada e deverá responder por si mesmo". Eventualmente, o sínodo terminou por depor Eutiques.
Porém, como Eutiques protestou contra este veredito e recebeu o apoio de Dióscoro, Patriarca de Alexandria, o imperador convocou outro concílio em Éfeso. Neste concílio, que se reuniu no dia 8 de agosto de 449, Eutiques e Dióscoro atacaram violentamente o Arcebispo. O concílio então reinstalou Eutiques. Flaviano foi deposto e foi atacado fisicamente, terminando por morrer em seguida, em 11 de agosto, em Hipepa, na Lídia, por conta dos ferimentos recebidos neste ataque e foi enterrado secretamente.
Resultado O Papa Leão I, cujos legados foram ignorados no concílio (eles traziam cartas do Papa para Flaviano e para Eutiques), e protestou, primeiro chamando o sínodo de "Latrocínio de Éfeso" ou "Sínodo de Ladrões" e declarando que suas decisões não tinham valor.
Após Teodósio II ter morrido em 450, sua irmã Pulquéria retornou ao poder, casando com o oficial Marciano, que se tornou o imperador. O novo casal imperial trouxeram de volta para a capital os restos mortais de Flaviano de uma forma que, nas palavras do autor, pareciam mais "um triunfo…que uma procissão funeral". O Concílio de Calcedônia, convocado em 451, condenou novamente Eutiques, confirmou o "Tomo de Leão" (epístola 28) e canonizou Flaviano como um mártir.
Fontes Entre os documentos que citam a carreira de Flaviano estão a resposta de Pedro Crisólogo, arcebispo de Ravena, a um apelo de Eutiques e várias cartas de Teodoreto. O Papa Leão I também escreveu uma bela carta para ele antes de saber que ele estava morto.
Outros autores que tratam da vida de Flaviano: Evágrio Escolástico Hist. Ecles. ii. 2 e seguintes Papa Leão I, epístolas 23, 26, 27, 28 e 44 Liberato Diácono. Breviar. xi. xii. Nicéforo Calisto Xantópulo, Constant. xiv. 47. Sozomeno H. E. ix. 1 Teófanes, o Confessor, Chronologia pp. 84–88.
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Ligações externas
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