Maria Albertina Soares de Paiva, conhecida artisticamente como Maria Albertina (Ovar, Ovar, 5 de janeiro de 1909 Alto do Pina, Lisboa, 27 de março de 1985), foi uma fadista e atriz portuguesa.
Biografia Maria Albertina nasceu a 5 de janeiro de 1909. Era filha do marítimo Domingos da Silva Paiva, natural de Estarreja (freguesia de Bunheiro), e da peixeira Iria de Oliveira Soares Presas, também natural da freguesia e concelho de Ovar. Ainda jovem começou por cantar na sua terra natal. Foi em Lisboa que iniciou a sua carreira artística após ser descoberta pelo maestro Macedo de Brito.
Estreou-se em 16 de Julho de 1930 na opereta História do Fado, ao lado de nomes consagrados como Berta Cardoso e Maria das Neves. Participou ainda em Sardinha Assada, O Dia da Espiga e O Coração de Alfama. Trabalhou com o empresário António Macedo no Parque Mayer e era sócia do Sindicato dos Artistas Teatrais.
A 22 de maio de 1934, casou civilmente em Lisboa com o empregado comercial José Rodrigues Prieto (Socorro, Lisboa, c. 1900), já divorciado de Aida Simões desde 1929, filho de Francisca de Jesus, doméstica, natural da Covilhã. À data do casamento, os dois já eram pais de Maria Teresa Soares Prieto (Lisboa, 22 de abril de 1932 22 de outubro de 1996). José e Maria Albertina divorciaram-se litigiosamente por sentença transitada em julgado a 9 de março de 1942. Maria Albertina era ainda mãe do locutor Cândido Mota, nascido em 1943 de uma relação posterior.
No cinema participou em A Canção de Lisboa (1933), Bocage (1936) e Vendaval Maravilhoso (1949).
Os seus maiores sucessos musicais foram "Voz do Povo", "Tricanas de Ovar", "Fado Meu Filho", "Bailarico Saloio", e outros mais. Nos últimos 20 anos de vida, cantou no restaurante O Faia, no Bairro Alto, em Lisboa.
Maria Albertina morreu na freguesia do Alto do Pina, em Lisboa, onde residia na Rua Abade Faria, n.º 26A, a 27 de março de 1985, na sequência de um AVC que tivera dois anos antes e que a deixara muito debilitada. Foi sepultada no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres e o seu espólio foi doado ao Museu Nacional do Teatro e da Dança.
Homenagem Em Lisboa, a Rua Maria Albertina foi atribuída pelo Edital municipal de 25 de junho de 1985, no Bairro Municipal da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar.
Em 1998 seria editado em CD, como parte da colecção O Melhor dos Melhores (n.º 77) da Movieplay, uma compilação reunindo algumas das suas músicas.
Ligações externas
Personalidades: Maria Albertinano Sítio do Museu do Fado
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