Witchfinder General (br O Caçador de Bruxas) é um filme britânico de drama e terror de 1968 dirigido por Michael Reeves. O roteiro é do diretor e Tom BakerTom Baker era um amigo de infância de Reeves que também escreveu o roteiro do filme anterior dele, The Sorcerers; não deve ser confundido com o ator de Doctor Who baseado no livro de mesmo nome de Ronald Bassett. Com um orçamento pequeno de 100 mil libras, foi uma co-produção de Tigon British Film Productions e American International Pictures. A história é altamente fictícia sobre as façanhas de Matthew Hopkins, um advogado puritano do século XVII que se autoproclamava "General Combatente de Bruxas" nomeado pelo Parlamento durante a Guerra Civil Inglesa para descobrir e perseguir magos e bruxas Republicação de The Discovery of Witches. O filme foi renomeado para The Conqueror Worm nos Estados Unidos numa tentativa de associá-lo à série do ator protagonista Vincent Price com o diretor Roger Corman sobre adaptações de Edgar Allan Poe– na verdade a história não tem nada a ver com os contos de Poe, e apenas cita brevemente esse seu poema.

O diretor Reeves exibe muitas cenas de intensa tortura e violência que foram consideradas extremamente sádicas para época. Exibido durante a primavera e verão de 1968 na Inglaterra, seu conteúdo horrível causou desgosto em muitos críticos de cinema do país, mesmo tendo sido muito censurado pelo Gabinete de Censores Britânico. Nos Estados Unidos, sua exibição foi mantida virtualmente na íntegra e foi um sucesso de bilheteria, mas foi quase que totalmente ignorado pelos críticos.

Witchfinder General posteriormente se tornou um filme cult, o que foi parcialmente atribuído à morte prematura de Reeves em 1969 por overdose de drogas, quando ele contava com apenas 25 anos de idade e nove meses após o lançamento. Com o passar do tempo, muitos críticos proeminentes defenderam o filme: J. Hoberman, Danny Peary e Derek Malcolm, por exemplo. Em 2005, a revista Total Film classificou Witchfinder General como o décimo quinto maior filme de horror de todos os tempos.

Elenco Vincent Price como Matthew Hopkins - O veterano ator não era a escolha de Michael Reeves para o papel. Esse é o 75º no geral e o 17º filme dele para a American International Pictures. Conhecido pelos exageros humorísticos nos filmes da AIP, sua atuação em Witchfinder, ao contrário, é sutil e extremamente séria. Foi um grande desafio para Price, devido as constantes discussões com Reeves que o deixava inseguro em relação ao que aquele diretor queria. Mesmo assim, Price acabou por sentir que "realizara uma de suas melhores interpretações". Ian Ogilvy como Richard Marshall - Ele tinha sido amigo de Reeves desde a adolescência, e aparecera em muitos dos curta-metragens amadores do diretor. Também estrelara os dois filmes anteriores de Reeves: Revenge of the Blood Beast e The Sorcerers, e era a escolha natural para o papel do herói. Descrevendo sua relação com Reeves, Ogilvy registrou que "seu domínio dos aspectos técnicos era absoluto", mas acrescentou: "Mike nunca dirigia atores. Ele sempre dizia que não sabia nada sobre atuação, preferindo deixar isso para nós". Ogilvy gostou de trabalhar com Price, achando-o "muito engraçado" de um jeito um pouco afetado. Hilary Dwyer como Sarah Lowes - Witchfinder foi a estreia de Dwyer no cinema. Com três anos de experiência em televisão, ela chamara a atenção de Tenser que a contratara para a Tigon. Ela achava que Reeves era "apenas maravilhoso ... Ele era realmente inspirador para trabalhar. E porque foi meu primeiro filme eu não sabia como dera sorte por isso". Aos 21 anos de idade, ela achou as cenas de amor e estupro "estressantes". Ela iria fazer mais filmes de horror para a AIP, a maioria deles novamente ao lado de Price,antes de se aposentar no fim da década de 1970. Rupert Davies como John Lowes - Aparecendo como o tio de Dwyer, Witchfinder foi apenas mais um dos muitos filmes de horror britânico de sua longeva carreira no cinema. Davies não gostou quando descobriu que as filmagens das cenas de tortura iriam incluir ratos vivos sobre o seu corpo. Reeves instruiu ele, dizendo: "Não se mova, Rupert! Não se mova! Espere até que um deles morda sua mandíbula e então mexa a cabeça um pouco". Robert Russell como John Stearne. É o brutal assistente de Hopkins e certamente foi convincente no papel. Contudo, com o progresso das filmagens, Reeves achou a voz estridente do ator inadequada e após o término da produção todos os diálogos dele foram dublados por Jack Lynn (que aparecera num pequeno papel, como gerente da estalagem). Patrick Wymark como Oliver Cromwell. Wymark recebeu um bom pagamento por "um pequeno papel de um dia". Nicky Henson como Cavaleiro Robert Swallow

Outros Nicky Henson como o cavaleiro Swallow, Wilfrid Brambell como Mestre Loach, Tony Selby como Salter, Bernard Kay como o pescador, Godfrey James como Webb, Michael Beint como Capitão Gordon, John Treneman como Harcourt, Bill Maxwell como Gifford, "Morris Jarr" (pseudônimo do compositor Paul Ferris) como Paul, Maggie Kimberly como Elizabeth, Peter Haigh como Magistrado de Lavenham, Hira Talfrey como Mulher enforcada, Anne Tirard como a Anciã, Peter Thomas como Ferreiro, Edward Palmer como jardineiro, David Webb como carcereiro, Lee Peters como Sargento, David Lyell como soldado da infantaria, Alf Joint como sentinela, Martin Terry como gerente da estalagem de Hoxne, Jack Lynn como gerente da estalagem de Brandeston, Beaufoy Milton como padre e Dennis Thorne como camponês.

Sinopse Em 1645, durante a Guerra Civil Inglesa, Matthew Hopkins é um oportunista caçador de bruxas, que toma vantagem da desordem social para impor um reinado particular de terror em East Anglia. Ele e o ajudante John Stearne vão de vilarejo em vilarejo conseguindo "confissões" forçadas ou forjadas de suspeitos de bruxaria, através de torturas e maus tratos diversos, e com isso reivindicando pagamentos dos magistrados locais.

Chegando em Brandeston, Hopkins e Stearne imediatamente são levados por alguns moradores à igreja local, sendo o padre dali, John Lowes, acusado de praticar rituais satânicos. O sacerdote é barbaramente torturado até que a sobrinha dele, Sara, ao oferecer favores sexuais a Hopkins, consiga que seja enviado temporariamente ao presídio local, antes de ser executado. Sara estava noiva do capitão Richard Marshall e quando ele sabe dos crimes de Hopkins e Stearne contra ela e o tio, jura persegui-los incansavelmente e matá-los assim que os encontrasse.

Produção A Tigon Productions era a proprietária dos direitos do romance de Ronald Bassett de 1966, Witchfinder General, cuja historia se baseia vagamente na figura histórica de Matthew Hopkins, um autoproclamado "caçador de bruxas" que declarava ter sido nomeado pelo Parlamento para processar e executar bruxos. Hopkins na verdade nunca teve um mandato oficial para caçar bruxas. Tony Tenser, o fundador e executivo-chefe da Tigon, tinha lido o livro de Bassett enquanto ainda estava a ser preparado para a publicação e comprou os direitos por impulso. Apesar de ter achado o romance uma "tediosa história popular", Tenser sentiu que (tradução livre) "tinha algum material, alguma amplitude ali para ser trabalhada; conseguiria um filme ali". Tenser propôs a ideia a Michael Reeves, que acabara de completar The Sorcerers com Boris Karloff.

Roteiro Reeves providenciou um resumo da trama que Tenser aprovou com entusiasmo. Tenser imediatamente começou a disponibilizar um orçamento e pediu a Reeves que escrevesse rapidamente um roteiro, pressionando o diretor para que começasse a produção em setembro daquele ano para evitar a chegada do clima frio. Reeves chamou seu amigo de infância Tom Baker (que co-escrevera com ele The Sorcerers) para ajudá-lo com o roteiro. Reeves e Baker começaram a esboçar um roteiro tendo firmemente em mente Donald Pleasence como o protagonista. Contudo, a American International Pictures se envolveu na produção e insistiu que o astro fosse Vincent Price. Com a abrupta mudança do protagonista, Reeves e Baker tiveram que repensar o conceito original de apresentar Hopkins como um "ineficiente e inadequado ... uma ridícula figura de autoridade", que eles acreditavam que Pleasence interpretaria com perfeição. Eles sabiam que o alto e impositivo Price, com seu longo histórico de papeis em filmes de terror, seria mais um vilão comum, e fizeram mudanças no roteiro.

Como era exigido das produções de cinema pelas leis da Grã-Bretanha, o primeiro esboço completo do roteiro deveria ser apresentado por Tenser ao Gabinete da Censura de Cinema (BBFC) em 4 de agosto para que fosse determinada qualquer possibilidade de censura antecipadamente. No mesmo dia, um relatório preliminar elaborado por um examinador do BBFC, que, anotando que Tenser era um "macaco", referiu-se ao roteiro como uma "perfeita bestialidade" e "macabro". O roteiro voltou a Tenser poucos dias depois, acompanhado de um relatório mais detalhado feito pelo mesmo examinador, que dessa vez o descreveu como "um estudo de sadismo em que todos os detalhes de crueldade e sofrimento são exibidos;... um filme que pelo roteiro teria inúmeros problemas com a censura". Após um segundo esboço, a reação do BBFC foi a mesma. Voltou a Tenser com uma lista do que poderia reduzir as ofensas do filme.

Reeves e Baker completaram um terceiro e final esboço que "enfraqueceu substancialmente" o conteúdo em relação aos das tentativas anteriores. Essa versão do roteiro, filmado com poucas revisões durante a produção, desaparecera com muitos dos momentos de violência explícita descritos nos primeiros esboços: os espasmos da morte da vítima de enforcamento na cena de pré-créditos, Lowes sendo perfurado quinze vezes com um ferro pontiagudo, e uma vítima de um atirador dando cambalhotas no ar até se chocar com uma árvore. Uma sequência da Batalha de Naseby era para ser filmada, quando seria mostrada a cabeça de um soldado ser decepada. De mais significativo, consta que o final do filme foi totalmente alterado. No escrito original, Stearne chega a um acampamento cigano e tenta estuprar uma das mulheres, que reage e fura os olhos do vilão com os polegares, cegando-o. Os ciganos depois o matam. Marshall chega e convence os ciganos a ajudá-lo a emboscar Hopkins. Hopkins é violentamente espancando por Marshall, que força uma "confissão" do homem ensaguentado. Marshall afoga parcialmente Hopkins (que teria os polegares amarrados junto aos pés), e finalmente, lhe enforca. Tenser já havia expressado preocupação com a sequência da Batalha de Naseby bem como com o final com os ciganos, anotando que teria que contratar um número considerável de figurantes. Ele perguntou a Reeves e Baker se podiam remover a sequência da batalha e simplificarem o final.

Filmagens A produção começou em 18 de setembro de 1967 com um orçamento de 83 mil libras. 32 mil foram providenciados pela AIP, com 12 mil libras para Price para despesas e pagamento, e 20 mil libras para os custos da produção. Philip Waddilove, um ex-locutor de rádio da BBC e produtor de discos, contribuiu com 5 mil libras em troca da arrecadação de produtor associado. Apesar da produção ter o maior orçamento da história da Tigon, para AIP representava um relativamente pequeno gasto de dinheiro. Os executivos Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson não esperavam que apresentasse boa qualidade e queriam apenas economizarem impostos.