Ptolomeu, o gnóstico ou Ptolemaeus Gnosticus era um discípulo do professor gnóstico Valentim e é conhecido hoje em dia por causa de uma epístola que ele escreveu para uma senhora rica chamada Flora, que não era uma gnóstica..

Biografia Ptolomeu estava provavelmente ainda vivo em c. 180 dC. Nenhum outro detalhe é conhecido sobre a sua vida. Não se sabe quando ele teria se tornado discípulo de Valentim, mas sabe-se que ele estava ativo na cidade egípcia de Alexandria e em Roma. Ptolomeu também esteve junto de Heracleon, o principal escritor da escola italiana (ou ocidental) do Gnosticismo valentiano, enquanto ele estava ativo em Roma e no sul da Gália.

Obras As obras de Ptolomeu chegaram até nós incompletas, como segue: Um fragmento de uma obra exegética preservado por Ireneu em Contra Heresias (I, VIII.5); Uma epístola à Flora, uma cristã,Texto completo em Epifânio de Salamis (Epif). Panarion, XXXIII, 3-7 uma senhora que não é conhecida por outro motivo.

Epístola a Flora A epístola foi escrita em resposta à uma pergunta de Flora sobre a origem da Lei do Antigo Testamento. O Decálogo, afirma Ptolomeu, não pode ser atribuído ao Deus Supremo, nem ao demônio. De fato, este conjunto de leis não procedem nem sequer de um único legislador. Uma parte dele é o trabalho de um deus inferior, similar ao Demiurgo gnóstico, outra parte pode ser atribuída à Moisés e uma terceira parte aos anciãos do povo judeu. Além disso, Ptolomeu subdivide a parte do Decálogo atribuída ao deus inferior em três outras seções: A legislação absolutamente pura, que não foi destruída, mas cumprida pelo Salvador; As leis que estão misturadas com o mal, como o direito de retaliação, que foi abolido pelo Salvador por ser incompatível com a Sua natureza; A seção que é típica e simbólica do reino superior;

O deus que é o autor da lei, na medida em que não é fruto do trabalho humano, é o demiurgo que ocupa uma posição intermediária entre o Deus Supremo e o demônio. Ele é o criador do universo material e não é nem perfeito e nem o autor do mal, devendo ser considerado como "justo" e "benevolente" na medida do possível para ele. Em sua revelação cosmogônica, Ptolomeu se refere ao um enorme sistema de Aeons, emanados de uma fonte espiritual monádica. Trinta destes, como ele acredita, habitam o mundo superior, o Pleroma. Este sistema se tornou pra ele a base para um exegese que descobre no prólogo do Evangelho de São João a primeira Ogdóade. Para a exegese completa, veja Ireneu.

Bibliografia

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