José de Alencar é um distrito do município de Iguatu, estado do Ceará. O Distrito de José de Alencar encontra-se em pleno processo de emancipação política, com data para realização de plebiscito ainda não definida é faz divisa com os de icó ao sudeste é cedro ao sul é orós ao norte.PROERD no dia Internacional de Combate ao Consumo e Tráfico de Drogas
História A história da colonização do território que hoje constitui a maior parte das terras do atual Distrito de José de Alencar, teve início a partir da concessão de uma Sesmaria, concedida pelo Capitão-mor do Ceará, Gabriel da Silva do Lago, a Manoel de Montes e Jorge Mendes de Guimarães, em 03 de junho de 1707. Livro das Sesmarias do Ceará, Volume 4 , Sesmaria nº 228. A segunda Sesmaria foi concedida pelo capitão-Mor do Ceará, Manuel Francez, a Jorge Mendes de Guimarães.Ver: Sesmarias Cearenses : Vol.10,Sesmaria nº 34, concedida A 11 de julho de 1722. A primeira Sesmaria possuía as dimensões de uma légua de largura(meia légua para cada lado do riacho da Serra) e três léguas de comprimento. A segunda Sesmaria localizava-se no riacho da Carnaúba, ocupando as mesmas dimensões da primeira.. O sesmeiro Jorge Mendes, alegava na solicitação que fez ao Capitão-mor, Manuel Francez, em 1722, que era morador no lugar e requeria a posse de mais terras para acomodar suas criações de gado. A Fazenda da Serra, instalada em terras da primeira Sesmaria do português Jorge Mendes: Provavelmente, o Sesmeiro nunca ocupou efetivamente todas as terras, que eram em quantidade suficiente para instalar várias fazendas de gado vacum e cavalar. Porém, em assentos do Livro de Casamentos e Batizados, Icó-anos 1729 a 1772 folha 45, verso, lê-se: batizado a 29 de agosto de 1733,Antonio(Antonio Mendes Bezerra),filho do Capitão Jorge Mendes de Guimarães e Antonia da Maya. No mesmo livro, folha 64,verso, lê-se também: no lugar Serra de Jorge Mendes, a 21 de agosto de 1738,batizado de Luis(Luis de Macedo), filho do Capitão Thomé de Góis e Melo e Luciana da Luz Bezerra. Os ditos registros são fontes seguras que confirmam a presença do sesmeiro Jorge Mendes, no lugar, na condição de colonizador-fazendeiro. O registro em data de 1738, confirma a presença da família do Capitão Tomé de Góis e Melo e Luciana da Luz Bezerra. Outro documento esclarecedor é o Inventário dos bens do referido Capitão,falecido na Fazenda da Serra a vinte de abril de 1793.(2)ver fontes e citações. A Fazenda Carnaúba,na Ribeira do Quixelô:Entre 1756 e 1780 já havia pelo menos três famílias habitando na Fazenda Carnaúba: a família de Matias Ferreira Lima/Ana Josefa Barbosa Nogueira, a de Constantino da Costa Nogueira/Maria Feliciana Barbosa de Oliveira,provenientes do Rio Grande do Norte e fundadores da fazenda da Carnaúba, e também sogro/sogra de Matias Ferreira Lima e a família de Luis de Lavor Paes Barreto/Ana de Lima Oliveira, provenientes do Cabo de Santo Agostinho, PE e sogro/sogra de Antonio Manuel Alves da Silva, proveniente do Cariri de Fora, PB. Matias Ferreira Lima era filho dos pernambucanos Luis de Lavor Paes Barreto e Ana Lima de Oliveira. As famílias citadas foram, portanto, as pioneiras na colonização da região com suas fazendas de gado. A produção de Charque na Ribeira do Jaguaribe estava no auge, proporcionando fonte de renda para os Sesmeiros e suas famílias. Da Serra da Cipaúba ao sul, até abaixo da barra do riacho da Serra com o Riacho da carnaúba ao norte, era a extensão das duas Sesmarias. Do lado oeste da serra de Jorge Mendes até o lado leste da Chapada do Moura, era a extensão leste-oeste.Antônio Manuel Alves da Silva e Feliciana Barbosa Lima de Lavor constituíram nos moldes tradicionais das típicas famílias sertanejas, numerosa família de sete filhos, herdeiros das terras remanescentes da antiga Sesmaria, distribuídas a partir de então, em faixas de terras paralelas, que partiam do riacho da serra até a Chapada do Moura. Os vestígios daquela antiga estrutura agrária ainda hoje são visíveis. Os primeiros documentos que citam a localidade de José de Alencar como Distrito de Iguatu datam da década de 1920. Inicialmente denominado José de Alencar. Conforme o decreto-lei número 448 de 20 de dezembro de 1938, passou a denominar-se simplesmente Alencar.Em divisão Na divisão territorial datada de 1 de agosto de 1955, o Distrito volta a ser denominado José de Alencar.
A Guerra aos Índios: As Sesmarias estavam situadas em terras dos bravios índios Quixelôs, habitantes das planícies dos Riachos da Serra, da Carnaúba e dos Cachorros, região à época rica em fauna e flora. Logo transformada aos olhos dos conquistadores e novos donos em áreas propícias ao criatório de gado e à agricultura, assim, não faltaram aos colonizadores "brancos" motivos para ocupar as antigas terras indígenas. Segundo texto publicado por J.B. Perdigão de Oliveira na Revista do Instituto do Ceará,ano IV, 1890. "A expedição de 1727,comandada pelo Coronel João de Barros Braga subiu pela Ribeira do Jaguaribe e foi até os limites do Piauí, afugentando os índios, matando-os e aprisionando muitos. De tal forma que a partir daquela expedição eles não mais apareceram para atacar as povoações e fazendas" . Assim, os índios Icós, Quixelôs, Jucás e muitas outras tribos foram vítimas dessa guerra. Dessa forma, após a expedição de 1727, as terras da Sesmaria da Serra de Jorge Mendes estavam portanto disponíveis aos novos donos, assim como muitas outras áreas da Ribeira do Jaguaribe foram conquistadas e colonizadas com maior intensidade. Naquele tempo, muitos índios Quixelôs, sobreviventes e "mansos" estavam aldeados na Missão da Telha (Iguatu).
A inauguração da estação ferroviária em 1916 foi um marco importante na história de José de Alencar, pois possibilitou o escoamento da produção agrícola local, assim como, facilitou o deslocamento para a Capital Fortaleza.
Hoje o Distrito é constituído por 52 sítios e uma população de 8.220 habitantes,http://www.al.ce.gov.br/agencia/noticia_completa.php?codigo=13417 maior do que muitos municípios brasileiros. A emancipação é fundamental para que José de Alencar possa desenvolver todo o seu potencial, através de investimentos diretos na produção de arroz e na pecuária, e assim confirmar o seu pioneirismo no Estado do Ceará.