Cryptococcus é um género de fungos. As suas espécies crescem em cultura como leveduras. As formas perfeitas, ou teleomorfos, das espécies de Cryptococcus são os fungos filamentosos do género Filobasidiella. O nome Cryptococcus usa-se quando se referem as formas imperfeitas destes fungos.

Cryptococcus neoformans é a espécie com maior relevância médica. É mais bem conhecida por causar uma forma grave de meningite e meningo encefalite em pessoas com VIH/SIDA. Existem cerca de 37 espécies reconhecidas neste género, mas a taxonomia deste grupo encontra-se em revisão com recurso a métodos actuais. A maioria das espécies vive no solo e não é prejudicial para os humanos. Entre as espécies mais comuns contam-se Cryptococcus laurentii e Cryptococcus albidus. Dentre todas as espécies Cryptococcus neoformans é o principal patógeno humano e animal. Contudo, sabe-se que ocasionalmente também Cryptococcus laurentii e Cryptococcus albidus podem causar doença moderada a grave em pacientes humanos com imunidade comprometida (devido a infecção por VIH, quimioterapia, imunossupressão metabólica, etc.).Cheng MF, Chiou CC, Liu YC, Wang HZ, Hsieh KS (2001) Cryptococcus laurentii fungemia in a premature neonate. Journal of Clinical Microbiology. 39 (4):1608–11. - a good review of C. laurentii cases till year 2000.

Cryptococcus gattii (anteriormente Cryptococcus neoformans var gattii) é endémico de zonas tropicais da África e Austrália. É capaz de produzir doença (criptococose) em pessoas não-imunocomprometidas. Foi isolado a partir de eucaliptos australianos. Desde 1999, existe um surto de infecções por Cryptococcus gattii na parte oriental da ilha de Vancouver, uma região geralmente vista como não sendo endémica para este organismo. Desde então foram também reportados casos no Noroeste do Pacífico, tanto no Canadá como nos Estados Unidos.

As células destas espécies estão revestidas com uma fina camada de material capsular glicoproteico que tem uma consistência semelhante à da gelatina, e que, entre outras funções, serve para ajudar a extrair nutrientes do solo. Mas a cápsula de C. neoformans é diferente, ao ser mais rica em ácido glucorónico e manose, tendo grupos O-acetila,Ross A, Taylor IE (1981) Extracellular glycoprotein from virulent and avirulent Cryptococcus species. Infection and Immunity. 31(3):911–8 e funcionando como o principal factor de virulência na infecção e doença criptocóccicas.Casadevall A and Perfect JR (1998) Cryptococcus neoformans. American Society for Microbiolgy, ASM Press, Washington DC, 1ª edição.

Em abril de 2025, Species Fungorum (no Catalogue of Life) aceitava 41 espécies de Cryptococcus:"Cryptococcus". Catalogue of Life. Species 2000: Leiden, Países Baixos. Consultado o 5 de abril de 2025. Cryptococcus amylolentus Cryptococcus asgardensis Cryptococcus aureus Cryptococcus bacillisporus Cryptococcus baldrensis Cryptococcus cavarae Cryptococcus cellulolyticus Cryptococcus cereanus Cryptococcus consortionis Cryptococcus decagattii Cryptococcus deneoformans Cryptococcus depauperatus Cryptococcus deuterogattii Cryptococcus elinovii Cryptococcus ferigula Cryptococcus festucosus Cryptococcus floricola Cryptococcus gattii Cryptococcus hempflingii Cryptococcus heveanensis Cryptococcus himalayensis Cryptococcus hominis Cryptococcus lactativorus Cryptococcus longus Cryptococcus lupi Cryptococcus luteus Cryptococcus montanae Cryptococcus musci Cryptococcus mycelialis Cryptococcus neoformans Cryptococcus nyarrowii Cryptococcus pseudolongus Cryptococcus ramirezgomezianus Cryptococcus saitoi Cryptococcus socialis Cryptococcus tetragattii Cryptococcus tyrolensis Cryptococcus uniguttulatus Cryptococcus watticus Cryptococcus wingfieldii Cryptococcus wrightensis

Categoria:Tremellaceae