(latim: obiectum, significa atirado adiante) é, segundo a etimologia da palavra, o que é posto diante. O correspondente alemão, Gegenstand, apresenta a mesma significação: "o que está diante, em frente". Desta forma, a terminologia filosófica rigorosa percebe "uma relação com alguém, em face de quem o objeto se encontra" e não "como simples sinônimo de coisa".De Vries, Josef. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Herder, 1969, p. 299-300

Sentido lato Em sentido lato, objeto é o "fim do ato", da faculdade ou atitude psíquica - seja atitude duradoura, seja ato por hábito, seja da ciência. É assim, explica De Vries, que se torna objeto o que recebe o sabor do fato, sendo conhecido.

A filosofia escolástica distingue objeto material e formal. O objeto material seria um ente material palpável ao qual se dirige o sujeito. Ou, o que existe em si mesmo com todas as suas notas (que são as propriedades cognoscíveis e que se manifestam). O objeto formal seria o aspecto comum de uma faculdade, ciência ou virtude que seja apreendido explicita ou implicitamente, um aspecto especial (formal), em um todo considerado.

Sentido restrito No sentido restrito é qualquer coisa conhecida ou querida, mas unicamente aquilo que está diante do sujeito com independência deste e ao qual este deve se amoldar.Josef de Vries, Dicionário de Filosofia, editora Herder, SP, 1969, p. 300

Em outro sentido, não objetivo seria o que pertence ao eu, seja na condição de sujeitoG. Mayos, O PROBLEMA SUJEITO-OBJETO EM DESCARTES, PERSPECTIVA DA MODERNIDADE , traduzido por Mariá Brochado e Natália Freitas Miranda. e de pessoa. O não objetivo, por intermédio "unicamente da realização de seus atos", "co-relacionados em seus atos intencionais", e tendo como instrumento a percepção, direcionam-se restritivamente ao ente material.

Um outro conceito restrito seria um puro e desinteressado afã de conhecer. O que não deve ser confundido, com isso, o objeto do conteúdo. Objeto transcende o pensamento, é o produto do pensamento, entendido. Assim, dado nem sempre coincide com objeto.

Ens rationis Levando em consideração que ente de razão, é existente somente como conteúdo do pensamento, nunca independente do pensamento.De Vries, Josef. Dicionário de Filosofia. São Paulo Herder: 1969, pág 150 Nesse contexto, objeto pode ser também definido como ente de razão, somente recebendo o nome de ente, no sentido impróprio, e no mesmo contexto, se for concebido de um modo específico.

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